Design é meu mundo / Mesa de centro Brick

Mesa de centro Brick criada pela Lattoog

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Em 2004 o arquiteto Leonardo Lattavo e o designer Pedro Moog decidiram juntar os nomes e a criatividade para criar a Lattoog, marca que empresta o talento para as duas áreas de atuação.

Além dos projetos arquitetônicos, Pedro e Leonardo assinam sofás, cadeiras, poltronas, luminárias, mesas e acessórios de casa tomando emprestado a filosofia da “antropofagia cultural”. A ideia da dupla é criar seguindo as influências externas sem negar o brasileirismo do design mobiliário.

O que fazem é unir a criatividade com cultura brasileira de influência mundial. Um desses resultados pode ser visto na Mesa de centro Brick. Com a mistura de metal, madeira e couro, a peça possui a dupla função de mesa e revisteiro. Aqui a função de revisteiro é agregada à função de mesa trazendo uma combinação harmoniosa de diferentes materiais.

What Design Can Do

Plataforma que mistura informação, conferências e concursos roda o mundo em busca de ideias que podem melhorar a sociedade por meio do design

Bebel Abreu, da publicidade, no lançamento do evento 2016

Bebel Abreu, da publicidade, no lançamento do evento 2016

Você já se perguntou o que o design pode fazer pelo mundo? What Design Can Do já e todos anos eles levam esta reflexão para uma plataforma que mistura informação, conferências e concursos. Richard Van Der Laken fundou o What Design Can Do há seis anos para tratar do impacto que o design pode causar passando as necessidades e urgências sociais pelas lentes da criação.

Pelo segundo ano consecutivo, São Paulo recebe What Design Can Do para discutir a importância do design em uma escala nacional. Este ano, o evento se realiza entre os dias 13 e 14 de dezembro na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP). “Eu acredito, e acho que não estou sozinho nesta crença, que o design pode fazer muita diferença na vida das pessoas”, confessou o idealizador do projeto Richard Van Der Laken. “Estamos rodeados por design: nosso telefone, roupa, a cadeira que nos sentamos a casa onde vivemos, tudo é design“, explicou.

What Design Can Do foi criada em 2011 como uma plataforma de discussão endereçada às questões sociais do dia a dia e externalizada em uma conferência anual sediada em Amsterdã. O evento foi crescendo e sendo levado para outros centros urbanos mundiais, como São Paulo a partir de 2015.

Em sua primeira aparição em terras tupiniquins, What Design Can Do convidou diversos arquitetos e designers brasileiros para um bate papo. Marcelo Rosembaum foi um deles “O projeto é uma provocação fantástica no Brasil”, explicou o designer. “Acho que é um momento incrível de pensar o que o design pode fazer”, concluiu.

Este ano, o evento recebe Roxana Martinez, Eliane Ramos, Xênia França, Jan Rothuizen, Erik Kessels, Rico Dalasam, Aline Cavalcante, Sally Raby Kane, Jan Knikker, Sam Bompas, Fred Gelli, Rodrigo OliveiraRogier Klomp, Karko Brajovic, Bebel Abreu, André Naddeo, Vanessa Queiroz e o anfitrião Richard Van Der Laken – profissionais de todos os ramos do design.

Segundo Van Der Laken, o objetivo é usar o design para melhorar o mundo e o novo desafio da What Design Can Do é este: “Estamos em busca de novas ideias para um mundo melhor”, explicou o designer.

Paulo Alves + Hugo França

Os designers se uniram para trabalhar o que mais amam: a madeira

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A madeira é o fio condutor dos trabalhos dos artistas Hugo França e Paulo Alves, por isso decidiram manusear a matéria-prima a quatro mãos. Ambos têm relação muito íntima com a natureza e o ecodesign e, percebendo isto, Paulo Alves convidou o colega de profissão para lancarem juntos o “Projeto 2: Paulo Alves + Hugo França” DW! 2016 que aconteceu em agosto deste ano.

O “Projeto 2: Paulo Alves + Hugo França” tem como foco trazer formas inovadoras e perspectivas intrigantes ao mobiliário tradicional. “Esse projeto é só um pretexto para trabalhar com um amigo. Hugo França tem um trabalho incrível, admirado e reconhecido internacionalmente. Cruzamos nossas características para criar desenhos únicos que, certamente, nenhum dos dois faria sozinho”, disse Paulo Alves em seu site.
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Madeiras como pequi, garapeira, roxinho e ipê foram as selecionadas pelos designers. Aliás, trabalhar com árvores raras fez com que Hugo França escalasse roedores para seu time de produção. É que algumas das madeiras utilizadas por ele, o pequi-vinagreiro entre elas, apenas cresce depois que suas sementes passam pelo estômago de roedores, como as pacas.

O resultado do trabalho conjunto foi a criação de inéditas e limitadas – bancos, mesas, poltronas, chaises, estantes. “Estou muito satisfeito os resultados dessa iniciativa. Ela estabeleceu uma conexão entre duas artes distintas, mas que, ao mesmo tempo, possuem uma sinergia. Para mim, o design é livre e, quando desafiador, traz resultados surpreendentes”, explicou Hugo França.

As peças compõem mostra itinerante ao longo do Brasil, mas foi recentemente exposta em Miami durante a Art Basel, que aconteceu na última semana.
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Informações e imagens: Estúdio Paulo Alves

China proíbe construção de prédios estranhos

Governo Chinês lança medidas de planejamento urbano para banir construção de prédios estranhos no país

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Aos olhares mais atentos e, em alguns casos, até aos menos atentos, alguns edifícios chamam a atenção pela criatividade – ou mesmo pela bizarrice. O Brasil abriga alguns desses empreendimentos arquitetônicos que mais parecem saídos de filmes futuristas de Hollywood, como o edifício da Procuradoria Geral da República em Brasília, muito mostrado nos jornais desde o início da operação Lava Jato.

A China, entretanto, possui um sem número de edifícios considerados estranhos. O aumento no número de prédios de destaque se deu em meados da década passada por ocasião das Olimpíadas de Pequim e subiram arranha céus como símbolos de uma era onde a China se apresentou ao mundo como grande potência emergente.
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Ocorre que desde 2014, estes prédios passaram a incomodar o governo Chinês. Este ano o Conselho Estatal do país passou a incorporar em suas diretrizes sobre planejamento urbanístico normas que vetam a construção de prédios de arquitetura um tanto “bizarra” ou, nas palavras do porta-voz chinês “ostentação” ou “esquisito”. A ideia é desencorajar a construção de edifícios fora do padrão de normalidade.

Para citar alguns exemplos, o CCTV – edifício em forma de um “M” – foi muito criticado pelos chineses, assim como a réplica da Torre Eiffel colocada no interior do país. Em 2013, o edifício que jornal “People’s Daily” passou a ser comparado com o formato do de um pênis gigante – ao estilo dos edifícios construídos em Londres e em Barcelona. Na ocasião, as autoridades chinesas proibiram os operários que trabalhavam em sua construção de fazerem piadas pejorativas com o edifício.

Embora o veto vá impactar diretamente nos prédios públicos, a medida preocupa alguns arquitetos, que entendem que o desencorajamento pode também acabar limitando a criatividade dos designers.

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Art Basel Miami abre as portas para sua 47º edição

Entre os dias 1 e 4 de dezembro o distrito do design de Miami recebe artistas e galerias para mais um ano de Art Basel

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Desde 1970, todos os anos Miami vira um palco de experimentação artística. O mundo Art Basel Beach começou na tarde desta quinta-feira (1) sua 47ª edição e o fascinante distrito Art Deco da cidade é tomado por muito design.  Entre o refinado design das galarias de arte até os muralistas experimentais do grafitado bairro de Wynwood, Miami respira a criação até o dia 4 de dezembro, ultimo dia da feira.

Caminhar pelo Design District é caminhar por esse submundo da arte contemporânea que nasce em Miami sempre na primeira semana de dezembro de todo ano. A Art Basel nasceu na Suíça e espalhou seu DNA pelo mundo. Atualmente, além de Miami a feira se realiza também em Hong Kong.
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O publico da Art Basel nos EUA ultrapassa a margem de 75 mil pessoas por edição, entre colecionadores, artistas e aficionados pela arte. Este ano, a feira conta com 269 galerias de 29 países, o Brasil entre eles, e obras de mais de quatro mil artistas. Estes números não chegam sequer perto de refletir o que é Miami nesta semana. É que além da Art Basel, outras duas dezenas de festivais também são sediados na cidade no mesmo período.

A Art Basel Beach acontece no Miami Beach Convention Center e se divide em seção principal, com a mostras das principais galerias e artistas mundiais e outros setores: Edition (gravuras e edições numeradas), Survey (arte contemporânea de antes dos anos 2000), Positions (projetos individuais de artistas renomados), Nova (novas galerias), Film e Public (exposições ao ar livre).

Programação completa da feira no site do evento.

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Stella 60 anos

Sérgio Rodrigues, há 60 anos, deu vida a uma de suas mais icônicas poltronas

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Se não nos tivesse deixado em 2014, o mestre do design Sérgio Rodrigues teria completado em 2016 seus 89 anos, este ano uma de suas principais criações completa 60. Quase uma vida toda dedicada ao mobiliário e à arquitetura foi um dos maiores presentes que Rodrigues deixou de herança para o design.

A poltrona Stella é um clássico moderno. Sim, algo bem atemporal que pode durar outros muitos 60 anos. Criada em 1956 e reeditada em 2001, como a maioria das peças de Sergio, a poltrona esculpe belos assentos em couro e tecido suportados por uma estrutura em madeira Jacarandá.

Como em tudo o que faz, Sergio Rodrigues soube imprimir elegância em uma peça cheia de diversidade. No estofado branco capitonê, Stella se porta como uma comportada peça clássica, mas quando se veste de preto e couro, stella está pronta para decorar uma moderna sala de jantar. Parabéns para mais este clássico do design.

Imagem: Espasso

Centro de Referência das Artes Siron Franco é inaugurado em Goiânia

Catálogo digital com toda a obra do artista Siron Franco é criada em Goiânia por uma parceria entre o governo estadual e o instituto Rizzo

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A Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Seduce), em parceria com o Instituto Rizzo, inaugura na noite desta quarta-feira (30) o Centro de Referência das Artes Siron Franco (Crasf).

O evento de lançamento será às 20 horas no Instituto Rizzo, Setor Sul, e contará com a exposição “Siron Franco – uma vida em cartazes”, que é uma coletânea de cartazes feitos por Siron de suas exposições e outros trabalhos de sua carreira.

O Centro de Referência das Artes Siron Franco é a digitalização de toda a obra do artista, que ficará disponível no Instituto Rizzo e na internet. O evento desta quarta fará a apresentação do site do projeto, que já está no ar com todas as informações sobre o artista.

Siron Franco

Siron Franco, ou Gessiron Alves Franco, é um  pintor, desenhista e escultor brasileiro reconhecido no Brasil e no exterior. Como pintor, alcançou notável reconhecimento em sua participação na 12ª. Bienal Nacional de São Paulo – 1974 onde foi premiado como o melhor pintor do ano. Suas obras estão presentes nos mais importantes museus do Brasil, como MNBA (Rio de Janeiro), MON (Curitiba), MASP (São Paulo), MAC (São Paulo).

O céu é o limite

Para aproximar o homem da natureza, empresas e hotéis têm investido em barracas transparentes

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Não é de hoje que empresas têm investido em barracas transparentes e em formas mais eficazes de colocar o homem em contato com a natureza. Talvez a rotina dura das grandes metrópoles esteja fazendo com que os amantes da natureza queiram se refugiar com mais intensidade no mundo da selva sem concreto.

A criatividade não exige muita imaginação, afinal, trabalhar com materiais transparentes não é uma inovação recente. Talvez por isso que empresas começaram a fabricar barracas que permitem uma vista clara do céu noturno e exigem a abdicação total da privacidade. Mas para que o serviço saísse bem feito, designers tiveram que participar do projeto.

Casa do designer Vytautas Puzeras

Casa do designer Vytautas Puzeras

Foi o que fez o designer lituano, quando criou a casa portátil inspirada nas barracas transparentes. Seu projeto, embora não tenha sido o primeiro – ele buscou no mercado barracas sem cor e acabou se esbarrando com a tenda Oasis, barraca de camping transparente – o resultado foi único e cheio de design.

Puzeras criou um espaço de estrutura delicada, mas resistente, e de estética minimalista. A barraca possui piso portátil com espaço de armário – uma espécie de gaveta embutida no chão – e absolutamente nenhuma interferência entre o morador e a vista do céu. Para aqueles que necessitam de uma mínima privacidade, suas paredes internas são cobertas por cortinas. A montagem gasta um tempo maior que o reservado para as barracas tradicionais, cerca de meio dia de trabalho.

Como a ideia era promissora, foi se alastrando. Alguns hotéis perceberam a necessidade de interação dos hospedes com o mundo natural e passaram a explorar o potencial na ideia de aliar natureza e um bom serviço de quarto. Foi assim que abriram mão das tradicionais decorações de interior.

Hotel Rifugio Col Gallina

Hotel Rifugio Col Gallina

Na França, o Hotel Attrap Rêves resolveu trocar alguns de seus quartos por Bubble Tent, barracas transparentes desenvolvidas pela empresa Holleyweb. As tentas são vendidas no mercado por cerca de 1.500 dólares, mas nas regiões de Provence-Alpes-Côte d’Azur e Loir-et-Cher ganharam a decoração especial do hotel com tudo que seus serviços podem oferecer – todas as bolhas são equipadas com uma cama, mesa de café, telescópio e um mapa de estrelas.

O Null Stern foi ainda mais ousado e abriu mão das paredes e o italiano Rifugio Col Gallina uniu a ideia da transparência com a tradição das quatro paredes. O hotel, localizado na Cortina d’Ampezzo, Itália, transformou seus quartos em compactas cabines de madeira cobertas por vidro na parede frontal e no teto. Para eles, a natureza é melhor do que qualquer papel de parede.

Hotel Rifugio Col Gallina

Hotel Rifugio Col Gallina

Bubble Tent

Bubble Tent

 

Moda, arte e televisão

O mundo de Maureen Miranda e seu universo feminino estampado em objetos, roupas e até vestidos de noiva

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Moda, televisão e arte são os caminhos por onde anda Maureen Miranda. Atualmente no ar na novela global das 19h, Love Story, Miranda também participou de I love Paraisópolis, novela da mesma faixa de horário da Globo em 2015. Mas a televisão não é nem de longe o principal trabalho artístico de Maureen.

A atriz é também diretora teatral, figurinista, ilustradora e artista plástica. “Arte, de maneira geral, é a única saída para a melhora do ser humano”, disse certa vez em entrevista ao jornal Extra. Curitibana, a artista desenvolve seus desenhos em seu atelier. Lá cria objetos e roupas, estampadas com os traços de sua personalidade artística.

São gravuras, sabonetes, cadernos, jogos americanos e canecas, todos marcados por seu universo feminino.  É que seus desenhos são diferentes expressões e formas do mundo cor de rosa de bonecas que lembram as ilustrações dos desenhos japoneses.

Recentemente, entretanto, Maureen Miranda alcançou o universo das noivas e passou a estampar seus desenhos em vestidos para o grande dia. Os vestidos de noiva do famoso estilista Edson Eddel foram ilustrados pelos anjos femininos de Maureen Miranda.

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