What Design Can Do será realizado pela terceira vez em São Paulo

O que o design pode fazer?

O que o design pode fazer? Este pergunta move o trabalho de muitos arquitetos e designer mundo a fora, por isto Richard Van Der Laken fundou o What Design Can Do, uma plataforma que mistura informação, conferências e concursos sobre como usar o design para melhorar o mundo. Em 2017, What Design Can Do se reúne pelo terceiro ano para trazer esta discussão para o plano nacional.

Este ano, o evento será realizado entre os dias 22 e 23 novembro em São Paulo trazendo, como temas centrais, as mudanças climáticas e a violência contra a mulher – assuntos que inquietam profissionais de todas as áreas e que pode ser discutido do ponto de vista do design.

What Design Can Do recebe cerca de 30 convidados para debater os assuntos traçados pelos organizadores relacionando-os ao conceito expandido de design. O evento contará com palestras pela manhã e rodadas de debates no período da tarde batizadas de “Sessões de Ativação”. Durante estas sessões, os debatedores falarão sobre Arquitetura Resiliente, Violência Contra a Mulher e Cidades Vivas.

Segundo Bebel Abreu, diretora da Mandacaru, que é sócia do evento no Brasil, a ideia de trazer estas discussões para o design brasileiro é uma forma de mudar a visão que temos de que design é apenas algo sofisticado ligado à estética. Para isso, nomes como Guto Requena e o próprio Richard van der Laken serão ouvidos durante o evento.

Morre no Rio Frans Krajcberg, artista e ativista ambiental

O artista plástico e ativista Frans Krajcberg faleceu na madrugada desta quarta-feira (15) no Rio de Janeiro, onde mora há mais de 50 anos

 


Nasceu na Polônia, adotou o Brasil como casa e a saudade deixou para o mundo todo. O artista plástico Frans Krajcberg faleceu nesta quarta-feira (15) aos 96 anos de idade no Hospital Samaritano, em Botafogo, Zona Sul do Rio.

Pintor, escultor, fotógrafo e artista plástico, a maior obra deixada por Frans foi sua luta contra a devastação das florestas brasileiras. Suas obras de arte refletiam esta luta, pois em cada peça de arte, Frans Krajcberg deixou mensagem de preservação.

Sua primeira aterrissagem no Brasil foi no ano de 1948 para participar da 8ª Bienal de São Paulo. Desde aquela data, estreitou os laços com o país até se mudar definitivamente. Se refugiou no União Europeia durante a Segunda Guerra Mundial, onde estudou engenharia e artes Universidade de Intgrad.

No Brasil morou no Rio de Janeiro, mas durante os anos 1950 se mudou para uma caverna no Pico da Cata Branca, interior de Minas Gerais, para produzir gravuras e esculturas em pedra. Desde aquela data, já gravava em sua obra a linguagem que ainda não tinha o eco de hoje: de sustentabilidade. Em Minas chegou a ser conhecido por barbudo das pedras, já que vivia sozinho e sem conforto no meio da natureza.

O velório do artista ocorreu na manha de feriado no Memorial do Carmo, centro do Rio e seu corpo foi cremado em seguida. Segundo a assessoria de imprensa do Hospital Samaritano, a família não permitiu a divulgação da causa da morte de Krajcberg.

Design é Meu Mundo / Poltrona K. Tita

Poltrona Katita desenhada por Sérgio Rodrigues em 1997

Cada criação de Sérgio Rodrigues é muito mais que uma simples peça de mobiliário ou objeto de decoração. O designer contou história por meio de suas criações e essa história faz parte também da história do Brasil e da cultura nacional.

Outra característica marcante do trabalho do mestre do design era sua capacidade de reinventar. Suas poltronas ganharam nomes, formas e parentes. É que após alguns rabiscos, os móveis eram reeditados para dar origem a outro de estrutura semelhante.

Em 1983 Rodrigues deu vida a um de seus maiores sucessos daquela época. A Cadeira Daav se tornou a grande vedete dos assentos criados e fabricados por Sergio nos anos de 1980, especialmente para o hotel Mofarrej Sheraton. E foi novamente reeditada em 2007. Acontece que no meio do caminho nasceu a Poltrona Katita.

Katita nasceu com os traços da Daav, principalmente com a marca de nascença da irmã: o furo na madeira no meio do assento. Originalmente batizada K. Tita, para ser capaz de sustentar o título de poltrona, a peça veio mais robusta.

Com mais madeira e couro, os materiais mais usados por Sérgio Rodrigues, a poltrona foi desenhada em 1997, como uma derivação da cadeira Daav. Mantém os característicos braços em forma de aspas, mas, ao invés do aço, tem pés e estrutura em madeira de seção ovalada. Foi igualmente reeditada em 2007.

Novembro Off

30% Off Armazém da Decoração


O Armazém da Decoração continua com 30% em todos os produtos a pronta  entrega da casa (com exceção das peças da Etel, Vermeil e objetos de decoração). É a oportunidade de deixar a casa pronta para o fim de ano com descontos incríveis. Aproveitem!

São Paulo recebe segunda edição da Art Weekend

Com o tema Ocupe a Cidade, São Paulo recebe 53 galerias de arte contemporânea para a segunda edição do Art Weekend São Paulo

Pelo segundo ano consecutivo a Associação Brasileira de Arte Contemporânea realiza o Art Weekend São Paulo, uma iniciativa criada para integrar o público às galerias de arte. O evento, que teve sua primeira edição realizada no mês de agosto do ano passado, acontece este ano nos dias 11 e 12 de novembro – sábado e domingo próximo.

Durante um fim de semana, as galerias realizam exposições, visitas guiadas, apresentações artísticas e conversas com artistas e curadores, tudo com o objetivo de aproximar a arte do público em geral e não apenas de colecionadores. Este ano o evento será realizado em diversos espaços da capital paulista e contará com a participação de 53 galerias, todas dedicadas à arte contemporânea.

As obras permitirão a interação e participação do público, algo que vai ao encontro do proposito de todo o projeto em si: difundir a arte contemporânea.Com a máxima “Ocupe a cidade”, o evento pretente espalhar a arte pelos quatro cantos de São Paulo e levará instalações de artistas para serem expostas nas ruas. A programação do evento pode ser encontrada nas redes sociais do Art Weekend São Paulo.

Imagens: Divulgação

Armazém da Decoração com 30% OFF

Armazém da Decoração com 30% de desconto

Quando o final de ano começa a se aproximar, a loja se organiza para mais uma temporada de oportunidades. 2017 não poderia ser diferente. Durante todo o mês de novembro, os produtos a pronta-entrega do Armazém da Decoração estarão em promoção, com 30% de desconto. Não perca esta oportunidade.

* A promoção não é válida para produtos Etel, Vermeil e obras de arte.

Etel lança em Milão sua primeira loja internacional

A marca que representa grandes nomes do design brasileiro estreia com loja próxima em Milão no próximo sábado

O design brasileiro conquistou o mundo. Não é de hoje que nomes do mobiliário nacional repercutem nos principais centros de design e marcas nacionais acabam sendo impulsionadas para fora do país. A ETEL fará parte deste grupo de empresas brasileiras de móveis assinados com representação internacional.

A marca, que edita e reedita móveis de nomes como Sérgio Rodrigues, Lina Bo Bardi, Arthur Casas, Etel Carmono, Isay Weinfeld, Carlos Motta e outros, abre sua primeira loja internacional no próximo sábado (11) em um charmoso prédio na Via Pietro Maroncelli, em Milão. A Etel Interiores já possuía 15 representantes fora do Brasil, mas agora chega à principal cidade mundial de design mobiliário com as próprias pernas.

Para Lissa Carmona, diretora executiva da ETEL, já estava na hora de a marca ter um espaço com a sua própria marca (e cara) e nenhum lugar seria mais adequado que Milão para fincarem a primeira bandeira em solo internacional. “Milão ser a capital mundial do design já é um grande motivo, mas a cidade também tem uma distância estratégica dos países escandinavos, e temos trabalhado muito com o design nórdico”, contou Lissa.

O lançamento do novo espaço será feito com muito estilo. A marca prepara uma coleção especial mostrando uma espécie de linha do tempo do design brasileiro mostrando todos os grandes nomes do nosso design e suas peças icônicas.

Imagens: Divulgação

Arquitetura Social: Projeto Casa S

Estúdio de arquitetura se dedica à construção de casas de baixo em projeto de arquitetura social no Vietnã


Arquitetura é um campo com diversas ramificações e a arquitetura social é uma delas. Aliás, ao lado da arquitetura sustentável, a arquitetura social é uma das ramificações que mais precisa de atenção nos dias atuais. Segundo dados divulgados pelo International Organization for Migration (OIM) apenas o continente europeu já chegou a contabilizar a entrada de cerca de um milhão de imigrantes em um único mês. Fala-se no maior fluxo migratório desde a Segunda Guerra Mundial. A consequência dessa movimentação é a falta de moradia.

Alguns arquitetos acabam dedicando seu tempo e trabalho para pensar uma solução barata e rápida para um problema que só cresce e utilizam a arquitetura como uma poderosa ferramenta de inclusão social. Em 2015 um deles se destacou a ponto de ser exibido como case na Bienal de Arquitetura de Chicago: o Projeto Casa S.

Criado pelo estúdio de design Vo Trong Nghia Architects, o projeto tem se dedicado a desenvolver casas de baixo custo para moradores de baixa renda no Vietnã. “As pessoas recebem um salário de menos de 100 euros ao mês e vivem principalmente em casas temporárias. Ironicamente, estas estruturas pobres resultam na necessidade de altos custos de manutenção. Portanto, são de baixo custo, mas configuram um permanente problema social”, explica o estúdio. “Com a situação dada, o objetivo do projeto “Casa S” busca proporcionar um lar estável, permanente, exequível num orçamento de 4000 dólares por unidade de 30 m²”.

As casas são erguidas com materiais baratos, como o bambu, mas que casam com o estilo do lugar e se integram à natureza. “A primeira fase do projeto se iniciou no ano de 2012 com um protótipo de estrutura de aço. Desde 2013, na busca de uma maior estabilidade e conforto térmico num clima tropical, desenhou-se um novo protótipo com elementos pré-fabricados de estrutura de concreto”descreveu a empresa.

O resultado do trabalho da estrutura pré-fabricada é incrível. Embora simples, as casas são puro charme.


Imagens: Divulgação

Poltrona Eva / Design é Meu Mundo

Poltrona Eva criada por Gustavo Bittencourt

“Bem vindo aos meus sonhos”. São com essas palavras que Gustavo Bittencourt recebe os visitantes em seu espaço eletrônico e também em seu atelier. Em 2013, após mudar-se para Petrópolis, Gustavo fundiu seu estúdio junto a uma marcenaria tradicional criando o atelier que leva seu nome e desenvolve seu trabalho.

O designer nasceu no Rio de Janeiro e lá cursou Desenho Industrial se aproximando do design que havia aprendido dentro de casa com a mãe arquiteta. Entre a vida de estudante e a carreira profissional, trabalhou com grandes nomes do design nacional – Zanini de Zanine, Marcelo Rosenbaum, Rodrigo Calixto – e estudou no instituto Politecnico di Torino, na Itália.

Acabou se consolidando como designer de móveis, sobretudo depois de ser premiados em importantes concursos nacionais com suas primeiras peças criadas. “Gosto bastante de desenvolver meus móveis com um diferencial, gosto de criar uma relação com as pessoas, desenvolver uma interação, pois penso em móveis atemporais”, explica o designer.

Resultado desse trabalho é uma poltrona que entrou na tendência do rosê, a cor da temporada. Como diria Rita Lee, “parece uma rosa”. A poltrona Eva mistura metal, estofado e também madeira. É dessas peças que se destaca no ambiente. Bela e delicada.

Imagens: Divulgação / Gustavo Bittencourt

Brunno Jahara: cultura em ebulição

O designer Brunno Jahara transforma todo material em arte e mobiliário com muito humor e criatividade

Brunno Jahara fala o design através de seus móveis, sem usar palavras. Para ele bem criar é possibilitar com que seus trabalhos despertem bons sentimentos nas pessoas, talvez seja por esta razão que seus móveis tenham um lado de humor.

Brunno morou dez anos no exterior, entre Europa e Japão. Partiu para a vida lá fora após formar-se pela Universidade de Brasília. Na Europa concluiu seus estudos no Instituto Universitario di Architettura di Venezia e atuou ao lado do designer espanhol Jaime Hayon. De volta ao Brasil, aterrissou em São Paulo, onde morou por cinco anos até retornar a sua cidade natal, o Rio de Janeiro.

O que chama atenção no trabalho de Brunno é sua inventividade. O designer atua usando a técnica de aplicações gráficas e, com elas, brinca com elementos culturais (de várias culturas). Possui, além dos móveis por ele assinados, instalações e até joias.

Da palha à porcelana, Brunno possui desenvoltura com todos os materiais. Já traduziu seu design em um faqueiro de metal dourado na coleção TUJU, em itens de palha para a coleção BRASILIS, no vidro para a coleção GARGALOS e também a tradicional madeira com a NEURORUSTICAS.

O designer possui projetos com importantes marcas, como a Heineken e a Melissa e em alguns deles Brunno se utiliza das novas tecnologias como ferramenta. O sucesso desses trabalhos literalmente atravessou fronteiras. O designer já expos seu trabalho em importantes centros de arte e design, como no Centro Georges Pompidou, em Paris, no Tóquio Bloco Designers, na Feira de Móveis de Milão, Semana de Design de Amsterdam e na Nova York Design Week.

Imagens: Brunno Jahara / Divulgação