As novas Estrelas dos Campanha

Poltrona estrela ganha revestimento em ímã

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O título desta matéria passa a impressão de que estamos anunciando novas peças mobiliárias dos Irmãos Campana, mas a Estrelas em questão já são conhecidas do público. A coleção Estrela foi criada pelos irmãos Fernando e Humberto e se destacou por ser a primeira série de móveis Campanas produzida por uma indústria, a A Lot Of Brasil.

As peças da coleção foram inspiradas no formato das estrelas do mar e acabaram por materializar um desejo antigo dos designers: a criação de uma linha acessível ao público. A parceria com A Lot of Brasil possibilitou que os móveis fossem produzidos com uma escala industrial e, consequentemente, chegassem ao público final com preços mais baixos do que os de costume.

Em abril A Lot of Brasil levou as Estrelas ao Salão do Móvel de Milão e as peças ganharam um plus: a poltrona estrela em balanço e coberta com imãs redondos. Na versão revestida, cada circulo têm um imã, e a peça interage com o usuário – ele pode brincar com o revestimento e esconder os formatos que deram nome à peça.

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O corpo humano e os objetos cotidianos na perspectiva de Erwin Wurm

CCBB mostra 40 obras do artista Erwin Wurm e sua reação entre o corpo e os objetos

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Os objetos e o corpo são temas da mostra do austríaco Erwin Wurm em cartaz no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB) em Brasília. A mostra chegou à capital federal para as comemorações de aniversário da cidade, mas antes estavam em cartaz na capital paulista.

Erwin Wurm apresenta uma série de trabalhos que discute justamente a relação do corpo humano com as coisas, não apenas a partir do físico, mas também de suas camadas psicológicas e espirituais.

Suas obras utilizam um deslocamento de elementos do cotidiano para o campo da arte, reconfigurando objetos familiares como casas, carros, roupas e alimentos para um contexto inesperado, engraçado e ao mesmo tempo crítico em relação à sociedade contemporânea.

Erwin Wurm nasceu na Áustria em 1954 e ficou sobretudo conhecido por seu trabalho com esculturas, inclusive suas esculturas de performance.  Na obra One Minute Sculptures, que apresentou pela primeira vez na Alemanha e que trouxe ao Brasil para a exposição no CCBB, o autor escolhe objetos banais do cotidiano para interagir com o publico.

O autor escolheu as 40 peças que trouxe ao Brasil para tratar de forma crítica da desproporção que os objetos ganham na vida das pessoas. Então quem passar por Brasília até o dia 26 de junho, não perca.

Fonte e Imagem: CCBB

Brasília, Patrimônio Cultural da Humanidade

Há 30 anos Brasília recebia o título de Patrimônio Cultural da Humanidade sendo a única obra contemporânea a ser agraciada com o título

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No último dia 21 de abril a capital federal comemorou 57 anos de idade. Um bebe perto de cidades brasileiras como São Paulo, com 463 anos, e Salvador, com 468 primaveras, ou mesmo cidades europeias que já ultrapassaram um milénio de existência. Mas Brasília tem algo que a torna especial mesmo com poucos anos de vida: sua arquitetura única.

Foram os traços modernistas de Oscar Niemeyer e o urbanismo de Lúcio Costa que fizeram com que a capital brasileira fosse incluída em uma lista preparada pelo periódico britânico The Guardian sobre as cidades mundiais que devem ser visitadas pelos amantes da arquitetura e não é para menos, Brasília parece nascida fora de seu tempo e de qualquer outro tempo.

Foi por isto que em 1987, há exatos 30 anos, a capital brasileira foi tombada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Em 1972, a Unesco criou a Convenção do Patrimônio Mundial, para incentivar a preservação de bens culturais e naturais considerados significativos para a humanidade.

Não é apenas um organismo internacional que pode tombar uma cidade ou um prédio, além da Unesco, os municípios, estados e a União podem tombar um monumento. O tombamento é definido pelo Direito brasileiro como uma das formas de intervenção do Estado na propriedade privada, já que uma vez tombado como patrimônio histórico, os prédios atingidos pelo ato enfrentam uma série de burocracias para sofrer pequenas intervenções – tudo deve ser aprovado pelo ente tombador.

Mas diante da importância arquitetônica de todo o Plano Piloto de Brasília, a Unesco entendeu que sua preservação deveria ser mundial e a tombou como Patrimônio Cultural da Humanidade. Por ser um marco da arquitetura e urbanismo modernos, Brasília é detentora da maior área tombada do mundo – 112,25 km² – e foi inscrita pela Unesco na lista de bens do Patrimônio Mundial em 7 de dezembro de 1987, sendo o único bem contemporâneo a merecer essa distinção.

Ao lado de Brasília, outras cidades possuem bens igualmente tomabos pelo órgão da ONU: o  Centro Histórico de Olinda (PE), as Ruínas de São Miguel das Missões (RS), o Centro Histórico de Salvador (BA), o Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos em Congonhas do Campo (MG), o Parque Nacional Serra da Capivara (PI),  o Centro Histórico de São Luís do Maranhão, o Centro Histórico de Diamantina (MG), Centro Histórico da Cidade de Goiás, a Praça de São Francisco em São Cristóvão (SE), as paisagens do Rio de Janeiro, e o Conjunto Moderno da Pampulha.
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Imagens: Unesco / Ron Van Oers

Ferruccio Laviani: da madeira ao plástico

O italiano Ferruccio Laviani atua como diretor artístico da Kartell desde 1991 e empresta seu tempo também para desenvolver incríveis peças mobiliárias

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Hoje o Blog AZ apresenta o arquiteto italiano Ferruccio Laviani. Ferruccio nasceu na Cremona, interior da Itália, em 1960 e 26 anos mais tarde recebeu diploma do Politécnico de Milão em arquitetura. O resto da sua história é conhecido do público que ama o design italiano.

Ferruccio Laviani assinou seu nome em trabalhos de importantes marcas, a principal delas é a Kartell, empresa para a qual atua como diretor artístico há quase três décadas. No início de sua carreira, atuou ao lado de Michele De Lucchi, mas em 1991 decidiu abrir seu próprio estúdio em Milão.

Seu trabalho vai do design moveleiro, passando pela arquitetura e chegando à curadoria de museus – em 2015, Laviani desenvolveu um novo conceito para o museu da Kartell em Noviglio. No design de móveis, suas peças são bastante versáteis. É que Ferruccio Laviani trabalha com todos os tipos de materiais e todos os estilos: da madeira ao plástico.
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Suas peças feitas em parceria com a Kartell chamam a atenção do mundo. Algumas, inclusive, já são conhecidas aqui do Blog AZ, como as luminárias e as peças da Kartell Kids. Destaque do Isaloni 2016, outra peça que se destacou entre as demais foram as Luminárias KABUKI, moldadas por injeção e feitas em fibra de carbono com furinhos que permitem a passagem da luz.

Com a madeira e o tecido, Ferruccio Laviani já criou sofás, mesas e aparadores. Uma de suas coleções de maior sucesso com a madeira foi a Good Vibrations, menos pelo design de sua estrutura e mais pela criatividade.  Good Vibrations foi projetada para replicar um mau funcionamento digital.
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Imagens: Divulgação

Mesa de jantar Magma / Design é Meu Mundo

Design é Meu Mundo: Jacqueline Terpins

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“Me interessam todos os materiais que possam ser moldados em alta temperatura”, confessa Jacqueline Terpins. Jacqueline ficou conhecida pelas peças que realçam o movimento original do cristal e abusam das formas do vidro.

Nascida na Paraíba, Jacqueline formou-se em Comunicação Visual na Escola de Belas Artes da UFRJ, e trabalha com matérias-primas superaquecidas a mais de 20 anos. Talvez seja esta a razão de suas peças parecerem obras de arte. O movimento que as altas temperaturas provocam em certas estruturas faz do trabalho de Terpins um mobiliário único. Exemplo da exuberância das altas temperaturas – suas peças chegam a ser aquecidas a mais de 1000ºC – é a mesa de jantar Magma.

Jacqueline deu suaves contornos à estrutura de aço Corten – uma espécie de aço patinável que possui em sua composição elementos que melhoram as propriedades anticorrosivas, o que o torna material útil na construção civil, já que apresenta, em média, três vezes mais resistência à corrosão que o aço comum. Aço Corten ficou responsável pela estrutura da mesa. Seu tampo fica sob a responsabilidade do quartzo proveniente do Espírito Santo.

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O antigo hospital Matarazzo que se transforma

O Hotel Rosewood de São Paulo terá projeto de Jean Nouvel, interior de Philippe Starck e produtos brasileiros

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Após duas décadas de abandono, o complexo da Cidade Matarazzo completa este mês um ano de trabalho para sua transformação em um dos mais luxuosos hotéis da América Latina. Em abril de 2016 o grupo Allard e o premiado arquiteto francês Jean Nouvel lançaram a pedra fundamental da Torre Rosewood – hotel seis estrelas de 100 metros de altura que será levantado no lugar.

No conjunto de prédios localizado ​a um quarteirão da Avenida Paulista antes funcionava o Hospital Matarazzo. Em 1986 foi tombado como patrimônio histórico e posteriormente vendido ao grupo francês Allard. Após aprovação do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT) em janeiro do ano passado, o antigo o hospital passa por transformações que prometem abalar as estruturas da capital paulista.

O complexo se transformará em uma grande cidade (Cidade Matarazzo) que contará com cinco ​lojas de luxo, restaurantes, cinemas com tecnologia de ponta, um teatro com capacidade para receber as grandes óperas, galeria de arte e o hotel seis estrelas já em construção na torre principal da futura Cidade Matarazzo. O hotel vai contar com 151 quartos de hóspedes e 122 suítes residenciais, dois restaurantes e um caviar lounge. O projeto é o primeiro hotel-palácio da marca Rosewood na América Latina.
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A arquitetura ficou nas mãos de nada menos que do Pritzker Jean Nouvel. Seus projetos são sempre audaciosos e imponentes, desses que chamam a atenção à distância e viram pontos turísticos só pela forma – verdadeiras obras de arte urbanas. Para o aguardado Hotel Rosewood, que fica pronto no próximo ano, Nouvel projetou o que ele chama de “continuidade vertical”. O edifício será uma continuidade da paisagem dos jardins horizontais, com plantas vistas de fora em todos os seus pavimentos.

Outro importante francês envolvido no projeto é o designer Philippe Starck. Conhecido por seu trabalho contemporâneo e por suas peças desenvolvidas em parceria com a italiana Kartell, Starck ficou responsável pela decoração interna do hotel e desenha o interior de suas suítes.
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Desde 2010 Starck passou a visitar o Brasil para, conforme ele mesmo disse, entrar no “espírito brasileiro”. Entre seus passeios pela avenida paulista, encontrou prédios tombados da década de 20 e neles encontrou inspiração para suas criações muito aguardadas. “Esse projeto é um legado, vai mudar a cara de São Paulo” disse Starck.

Mas não se deixe enganar diante de tantos nomes internacionais. A ideia dos profissionais à frente do projeto é usar apenas materiais nacionais, desde o piso até os menores detalhes de acabamento. Ou seja, móveis, utensílios e mármores estão sendo delegados a fornecedores e produtores brasileiros. “Quero que o mundo perceba de que as coisas mais incríveis estão aqui no país”, explicou Alexandre Allard, presidente do Grupo Allard.
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Imagens: Divulgação

Promoção Tidelli prorrogada até 30 de abril

As oportunidades de descontos da Tidelli foram prorrogadas até o dia 30 de abril para levar para a sua casa o estilo de vida que você sempre quis ter

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Sabe aquele estilo de vida praia que é difícil encontrar no cerrado? Pois o desejo pelo look marinho está no ar. É que os móveis in&Out da Tidelli levam sua casa para a beira da praia., isto porque leveza é o próprio lifestyle da Tidelli e inspira sua coleção de móveis para área externa.

Estilo de vida que você sempre quis levar está de promoção na Tidelli desde o dia 1º de março. A boa notícia é que a promoção, que se encerraria no próximo dia 16, foi prorrogada até o dia 30 de abril.

A leveza da Tidelli é feita de cores e pessoas, que são os principais ingredientes da marca, simplesmente porque a vida não pode ser apenas em preto e branco. Este pensamento resulta em uma vasta coleção de móveis, em combinações de cores e modelos diversos, feito à mão.

A fábrica está concedendo 15% de desconto em pagamento antecipado e prepara outras condições especiais de desconto. Tudo isso é para levar a todos a possibilidade de desfrutar uma vida leve como a Tidelli. Mais informações no Armazém da Decoração.

* Promoção não é válida para pedido corporativo.
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Uma visita à Design Week

O Salão do Móvel de Milão chegou ao fim no ultimo domingo, mas o Blog AZ continua mostrando o que de melhor a feira mostrou em 2017

MOOOI na Design Week

MOOOI na Design Week

O 56º Salão do Móvel de Milão pode ter chegado ao fim no último domingo (9), mas nós ainda estamos encantados com o que vimos. É por isso que este post se dedica a dar uma volta em alguns stands e mostrar o que foi mostrado na Itália na ultima semana.

A Kartell já foi vítima do nosso encanto em uma matéria específica sobre seu stand. A marca usou o termo ContamiNation para mostras peças de mobiliário contaminadas pelo design mundial. Outro stand que falou sobre design do ponto de vista do multiculturalismo foi a nossa querida A Lot Of Brasil. A indústria brasileira levou para a Itália o design nacional contaminado pelo design mundial.

A MOOOI apresentou Life Extraordinary, explorando o mundo dos interiores mostrando diferentes áreas que têm sua própria aparência funcional refletindo as ideias da marca em torno de configurações interiores de hotéis, restaurantes, lobbies, escritórios, casas e bares. Um mundo inteiro da MOOOI que pode ser visto nessa visita virtual. Outro stand que não deixou a desejar foi o de Paola Lenti. Seus coloridos móveis outdoor somaram-se ao seu incrível trabalho com a tapeçaria – tudo exposto em forma de arte.

Fique com fotos oficiais do evento e se delicie com o melhor do design na Design Week de 2017.

Kartell

Kartell

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A Lot Of Brasil

A Lot Of Brasil

Paola Lenti

Paola Lenti

Paola Lenti

Paola Lenti

Paola Lenti

Paola Lenti

Zaha Hadid no Salão do Móvel de Milão

A cadeira postuma Tippy foi uma das homenagens da Design Week para Zaha Hadid, que faleceu há um ano em 31 de março

Cadeira postuma Tippy

Cadeira postuma Tippy

No dia 31 de março de 2016, a premiada arquiteta Zaha Hadid nos deixou. Um ano depois a maior feira de design do mundo espalhou suas peças pela cidade para homenagear Hadid e seu importante trabalho. Tanto o Salão do Móvel de Milão, quanto a Fuorisalone – principal evento paralelo que acontece durante a semana do design – não se esqueceram da iraquiana erradicada na Inglaterra.

Uma das estrelas da mostra foi poltrona Tippy, criada por Zaha Hadid em 2011. A poltrona Tippy foi desenvolvida postumamente pela Sawaya e Moroni como homenagem à arquiteta, que colaborava frequentemente com a marca. A Sawaya e Moroni anunciou, entretanto, que apenas 24 unidades serão produzidas. Além da Tippy, as esculturas White in the City e Aura, e também a Aqua Table participaram da Design Week.

Zaha Hadid nasceu em Bagdade, mas os primeiros passos da sua carreira foram dados na Universidade Americana de Beirute, no Líbano, onde começou estudando matemática. Anos mais tarde se mudou para Londres e completou seus estudos na Architectural Association School of Architecture.

Seus trabalhos, sempre meio futuristas, caminharam entre a linha da inovação e do emblemático. Com suas curvas acentuadas e iluminação intensa, a arquiteta estabeleceu um novo método de criar seguindo a linha do desconstrutivismo. As obras de Zaha Hadid foram grandiosas assim como a arquiteta e o Salão do Móvel de Milão lembrou isto durante a mostra.

Aqua Table (Foto: David Skyes)

Aqua Table (Foto: David Skyes)

Escultura Aura (Foto: Luke Hayes)

Escultura Aura (Foto: Luke Hayes)

Kartell Contamination

Contaminação foi o termo escolhido pela Kartell para dizer que seu design está contaminado por vários designs e várias nações em um encontro bem cosmopolita

Kartell
No Pavilhão 20, o mais importante da Design Week, outra importante marca de design expõe seus clássicos e lançamentos na Semana do Móvel de Milão 2017. Sem mais delongas, estamos falando a Rainha dos polímeros, a Kartell. A italiana tem um dos stands mais visitados e esperados da mostra, e este ano escolheu o tema contaminação.

Contaminação foi o termo escolhido pela Kartell para dizer que seu design está contaminado por vários estilos, épocas e gerações. Isto decorre da liberdade que seus designers têm para criar, com os melhores recursos tecnológicos, o melhor do design no plástico.

ContamiNation é também uma brincadeira com a palavra em inglês “Nation”, que significa nação. Na realidade a própria Kartell é uma nação por si só, já que soma a importância e o alcance de seu design com a colaboração de verdadeiros artistas do móvel de diversas nacionalidades. É um design que carrega a qualidade italiana com a diversidade do cosmopolitismo, uma verdadeira contaminação criativa.

Segundo a empresa a “contaminação”, ou melhor, a “diversidade” é a essência do design atual. Por isto que a coleção Katell Milão 2017 foi contaminada para se tornar parte de um universo que é incrivelmente infinito e menos padronizado. O resultado é um projeto que reflete contemporaneidade e autenticidade global.

Este ano a Kartell criou um stand bem colorido, com peças dos protagonistas que desenham para a marca, como Philippe Starck, Patricia Urquiola, Ferruccio Laviani, Fabio Novembre entre outros, que juntos contaminaram o espaço com seus designs novos e já conhecidos do público.
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Imagens:
Divulgação Kartell