Armazém da Decoração lança nova coleção de Leo Romano

Para ser feliz é o nome da nova coleção de móveis do arquiteto e designer Leo Romano que será lançada amanha no Armazém da Decoração

Leo Romano imprime poesia em seu trabalho e sua poesia é mais uma vez transposta para a madeira na coleção “Para Ser Feliz”. Os momentos mais singelos do cotidiano, como sorrir e acordar, nunca passam incólumes do olhar sensível do arquiteto, artista plástico e designer goiano Leo Romano e é este trabalho que ele mostra na noite desta quinta-feira (19) no Armazém da Decoração para o lançamento nacional de sua nova linha de móveis.

Espelho, banco, mesa, aparador, carrinho, poltrona, namoradeira e objetos celebram os 21 anos de carreira do profissional, sempre empenhado em buscar novas possibilidades. “A madeira, executada manualmente, confere exclusividade a cada produto enquanto o desenho é marcado por poucas linhas e formas arredondadas”, explica Leo. Na coleção de móveis Para Ser Feliz, ele reuniu as sensações de alegria, confiança e contentamento para originar um conjunto de 14 peças que mistura funcionalidade, design e poética.

Além da madeira, Leo também usou resina transparente e estofaria em algumas peças, que subjugam a função primordial do objeto e colocam como necessidade o prazer das coisas. Para ele, a estética é uma necessidade humana e um elemento de interesse constante, fazendo da forma o caminho para a reflexão. “Por isso, talvez, estivesse no meu subconsciente ou repertório visual elementos articuladores dos melhores momentos da vida”, conta. “Arredondar é lembrar-nos daquilo que nos faz feliz”, completa.

Cada curva da coleção cumpre o papel de transmitir alegria, trazendo “shapes” macios que comunicam sobre os prazeres simples do cotidiano, alimentando a alma. Parafraseando a frase do escritor, poeta crítico de arte Ferreira Gullar: “a arte existe, pois, a vida não basta.”

Première do Lançamento da Coleção Para Ser Feliz
Quando: 19 de outubro de 2017 – 20h
Onde: AZ Decor – Armazém da Decoraçã
Rua 90, nº 174, Setor Sul, Goiânia
Tel. (62) 3281-7432

 

Papo design na Semana de Design da PUC-Goiás

A PUC-Goiás recebe Maria Abadia Haich para um bate papo sobre design

A Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-Goiás) realiza a segunda edição da Semana de Design de 2017 durante as comemorações dos 58 anos da universidade.  O evento, que acontece entre os dias 17 e 20 de outubro, recebe Maria Abadia Haich para um bate papo sobre design.

A expectativa é que Maria Abadia brinde os estudantes com um pouco da história do Armazém da Decoração e como a empresária conseguiu transformar o comércio do móveis em uma experiência conceitual de arte e design.

“Abadia Haich é uma referência quando o assunto é design”, atestam os organizadores. “Ela revolucionou o marcado com iniciativas inéditas, como a Mostra Brasileira de Design. ‘Não vendo produto’ diz a mineira, ‘e sim conceito’. Este conceito, a proprietária do Armazém d Decoração imprime em cada canto da loja, com apresentação lúdica de móveis e itens de decoração. É com teatro, dança e instalações artísticas que ela vende cultura”, finalizam.

O bate papo é mais um momento desses que o Armazém da Decoração prestigia. Parte do conceito de que falam os organizadores do evento vem da troca constate de ideias. A conversa ocorrerá na universidade nesta quarta-feira (18) às 10h30.

O mictório que mudou a arte

“Ready made in Brasil” expõe obras de artistas influenciados pela técnica e pelo trabalho de francês Marcel Duchamp

‘Aquário’ – Waltercio Caldas

Um mictório no meio de um museu e a arte se transformou. Sim, estamos falando de Marcel Duchamp.  Pintor, escultor e poeta francês, Duchamp inseriu seu nome no mundo artístico ao inventar o ready made, técnica chamada de “arte encontrada” (objet trouvé, na língua materna de Marcel) em que o artista fazia uso de objetos industrializados como obra de arte – desprezando noções comuns à arte histórica, como ocorreu com seu famoso mictório.

Dadaísta, Duchamp questionava e contestava o status da arte e do artista. A Fonte foi uma forma (vanguardista) desta contestação. Em 1917 o artista resolver expor um mictório, assinado com o pseudônimo “R. Mutt”, na exposição da Associação de Artistas Independentes de Nova York. Cem anos depois, e sua obra de arte continua sendo usada de parâmetro para a discussão em torno do que é ou não arte.

Toda esta história, de Duchamp à analise do que venha a ser arte, influenciou centenas de profissionais ao longo das últimas décadas. Brasileiros entre eles. Este é o tema em exposição na Fiesp, na capital paulista. Daniel Rangel, curador da mostra “Ready Made in Brasil”, explica que apesar da obra icônica de Duchamp já ter cem anos, foi só a parir da década de 1950  que outros artistas se apropriaram da apropriação do escultor francês.

Os artistas brasileiros que passaram a utilizar de elementos industriais e prontos (os ready made´s) são o tema da mostra em cartaz no Centro Cultural da Fiesp na  Avenida Paulista até o dia 28 de janeiro. A curadoria da mostra escolheu nomes importantes da arte nacional para a exposição, como Hélio Oiticica, Lygia Clarck, Tunga e Nelson Leirner.

Serviço

Ready Made in Brasil

Onde: Centro Cultural da Fiesp
Av. Paulista, 1.313
Quando: de 10 de outubro a 28 de janeiro
segunda a domingo das 10h às 20h

‘Cem mona’ – Nelson Leirnier

‘Quadro a quadro’ – Nelson Leirnier

Imagens: Divulgação

Design é Meu Mundo / Linha Sedona

Linha Sedona da Tidelli móveis por Tatiana Mandelli

O ano de 2017 já está quase entrando em contagem regressiva e com a chegada próxima do verão chega também as novas coleções Tidelli. O post de hoje pausa para falar um pouco da linha Linha Sedona criada por Tatiana Mandelli.

Cordar náuticas e cores não poderiam faltar, mas o destaque da coleção de Tatiana é a trama em xadrez. O cruzamento das linhas foi a técnica responsável por dar um novo visual ao mobiliário externo. A nova trama xadrez permite a aplicação de até duas cores juntas.

A coleção é formada por sofá, cadeira, poltrona e mesa de centro – disponíveis em várias cores. O sofá e poltrona possuem formas arredondadas e orgânicas, que valorizam tecidos, almofadas e as tramas.

InstaGif: Câmera que imprime GIFs

Abhishek Singh criou uma máquina fotográfica que imprime GIFs

A fotografia, durante muitos anos, foi vista como a arte do mundo contemporâneo. Só que o mundo contemporâneo evolui a cada dia com a mesma velocidade que caminham as descobertas tecnológicas. Talvez por isto que Sebastiao Salgado, um dos principais fotógrafos da atualidade, preveja o fim da fotografia como arte, pelo menos na forma como foi feitas nas últimas décadas.

O olhar apurado na lente, as câmaras escuras e a magia de ver surgir no papel a imagem que se formava apenas diante dos olhos são técnicas que estão em desuso e, paulatinamente, têm sido substituídas pelas novas concepções fotográficas da era contemporânea. A novidade da vez é a máquina que imprime GIFs.

Abhishek Singh criou uma câmera instantânea, ao estilo das antigas polaroides, que produz uma pequena caixa com uma espécie de computador reduzido conectado a uma tela. É nesta tela que a imagem se transforma em um pequeno vídeo portátil que dura poucos segundos, como ocorre com os Graphics Interchange Format (conhecidos popularmente por GIFs).

O modelo da máquina, inusitadamente, remete ao design das câmeras fotográficas antigas. Quando a pessoa vai tirar a foto, em movimento, a câmera transmite um pequeno videoclipe para a tela do cartucho, que roda até tirar outra foto. É como se a imagem fosse capturada em vários momentos para capturar o movimento e é exatamente este movimento que é transmitido para o cartucho em seu interior.

Seu criador inventou a máquina usando mini computadores Raspberry Pi e materiais impressos em 3D. Todo o processo de invenção da máquina foi documentado por Abhishek e disponibilizado online. Isto é, qualquer pessoa com acesso a uma impressora 3D e conhecimento básico em tecnologia consegue fazer uma maquina instagif em casa. “Aprendi muito com outras pessoas que escolheram compartilhar seus conhecimentos na internet, então esse é meu jeito de devolver de alguma forma”, explicou.

Artista do pop art Ed Ruscha

Ed Ruscha, após uma longa viagem pelos museus europeus, percebeu que sua criação não possuía vínculos com a arte dos séculos anteriores e passou a criar no estilo do Pop Art

A massificação da cultura popular capitalista e a crise da arte que se instaurou durante o século 20 foram os propulsores de um movimento criado na Inglaterra nos anos 1950 e difundido pelo mundo uma década depois por artistas norte-americanos. Um deles é Ed Ruscha, importante nome do Pop Art ainda vivo atualmente.

Ed Edward Ruscha nasceu no Nebraska em 1937, cresceu em Oklahoma, mas se destacou mesmo em Los Angeles. Mudou-se para a Califórnia em 1966 para estudar no Chouinard Art Institute (hoje o prestigiado California Institute of Arts) e vive Los Angeles atualmente, cidade que ganhou seu encanto.

“Quando cheguei em L.A vi que lá eles tinham uma cultura hot-rod, palmeiras, garotas de praia e um jazz progressivo ao mesmo tempo. Tudo isso me vislumbrou um futuro bastante atraente”. Foi ai que Ruscha  mergulhou no estilo de vida californiano e se envolveu na edição e produção de “Orb”, um jornal de arte e design – hoje seu trabalho artístico é representado pela Gagosian Gallery.

Los Angeles Modern Auctions (LAMA) 20th Century Modern Art & Design

A vida urbana serve de inspiração ao artista. Ruscha iniciou seus trabalhos criticando a massificação da imagem feita pelos veículos de comunicação e sempre usa a urbanidade como referência em suas obras. São desenhos pinturas e fotografias marcadas pela combinação da paisagem urbana e de uma linguagem própria para comunicar uma determinada experiência com a cidade – seu trabalho enfrenta a banalidade da vida urbana.

Seus mais conhecidos trabalhos são os quadros em que o artista mistura gravuras utilizando-se de paisagens e frases cotidianas. Em 1962, participou com Lichtenstein, Andy Wahrol, Robert Dowd, Phillipe Heffertin, Jin Diene, e Wayne Thiebaud da exposição New Painting of Common Objects considerada a primeira exposição da Pop Art no mundo.

Foi publicado o catalogue raisonée em quatro volumes sobre seu trabalho. Participou da Bienal de Veneza e teve retraospectiva no MoMa de Los Angeles, Centro Georges Pompidou, Museu Centro de Arte Reina Sofia, Madrid, Museum of Contemporary Art de Sidnei, Whitney Museum of American Art, Nova York e National Gallery, Washington.

Marte: a arquitetura inusitada dos Emirados Árabes

Os Emirados Árabes criam cidade que simula superfície de Marte


Os Emirados Árabes são conhecidos no mundo pela suntuosidade de sua arquitetura e pela ousadia de seus projetos. Este que vamos apresentar é, literalmente, de outro mundo. Fruto do desempenho de cientistas, engenheiros e designers do Centro Espacial Mohammed bin Rashid, o governo dos Emirados Árabes Unidos lançamento o projeto Mars Science City.

A ideia é criar uma cidade que simule uma possível ocupação humana na superfície de marte. Segundo eles, a cidade servirá como um modelo viável e realista desta ocupação e contará com complexos de laboratórios para estudos científicos e um museu, aberto ao público para visitação, que contará a histórias das maiores conquistas científicas dos homens.

A Mars Science City, que será desenvolvida dentro de uma cúpula de 500 mil m², será a maior cidade de simulação espacial já construída na terra. Aos designers coube a função de trazer para o planeta terra a imagem de Marte. Mas a cidade não é para brincadeira. O objetivo do projeto é possibilitar o desenvolvimento de pesquisas de estratégias de construção e de vida sob níveis específicos de calor e radiação encontrados no planeta Marte.

Dentro da Mars Science City a vida do dia-a-dia também será possível, já que o projeto inclui restaurantes, escolas e locais para moradia que serão ocupados pelos cientistas e suas famílias – tudo isto com as temperaturas próximas das sentidas em marte.  E o projeto não foi anunciado sem razão. Faz parte de um plano ainda mais grandioso anunciado pelo primeiro-ministro dos Emirados Árabes, o sheike Mohammed bin Rashid Al Maktoum, durante a 5ª Cúpula do Governo Mundial no início deste ano de que seu país pretende construir uma segunda ‘Dubai’  em Marte até 2117. Ousado, não?

Reprodução de Dubai em Marte

São Paulo ganha edifício todo construído com madeira certificada

Projeto de edificação a ser levantada na Vila Madalena será feito sem cimento e com o uso de madeira de certificação

Para muitos, o jeito tradicional de fazer casas está ultrapassado. Ou seja, não haveria necessidade de se utilizar mais o cimento e o tijolo para levantar uma grande obra. A vantagem? Usar formas menos prejudiciais ao meio ambiente, como a madeira (certificada, claro). Esta experiência, já usual em alguns países do mundo, vai ser testada na Vila Madalena, bairro tradicional de São Paulo.

O Brasil, entretanto, já vem se adaptando com a arquitetura bioclimática e não é de hoje. A união de técnicas como o uso da iluminação natural, plantas no interior e na fachada dos prédios e casa, aproveitamento da água da chuva, energia solar e outros faz com que edificações ganhem o título de construções verdes. Atualmente o Brasil é o quarto país do mundo em prédios verdes, ficando atrás somente dos Estados Unidos, China e Emirados Árabes.

Na zona oeste de São Paulo um edifício de 13 andares está sendo projetado, no papel, para ganhar o título de sustentável não apenas nas técnicas de aproveitamento da agua, energia e reciclagem do lixo. Querem usar em sua estrutura física apenas madeira certificada e nenhum cimento. Do lado de fora, seguindo a tendência dos prédios de jardins verticais, sua fachada será tomada por plantas.

O empreendimento está projetado para ser iniciado apenas em 2019, mas a ideia dos sócios da empresa de manejo florestal responsável pela iniciativa é de criar um espaço de convívio fluido entre o meio ambiente e as pessoas. O local receberá escritórios de coworking e restaurantes.