O incrível trabalho de Jerszy Seymour

O incrível trabalho de Jerszy Seymour, o alemão erradicado em Milão

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A mesma ponte aérea que liga Berlim, Londres e Milão, traça os caminhos que desenham a vida de Jerszy Seymour, badalado designer de produtos e móveis. Seymour nasceu em Berlim, estudou em Londres, mas firmou suas bases na capital italiana do design.

Jerszy Seymour gosta de se aventurar em projetos experimentais que combinam interação social, com criatividade e diversão. Um verdadeiro alquimista em suas abordagens. Formado em engenharia de produção com mestrado em design industrial, desenvolveu uma habilidade única em brincar com diversos tipos de material.

Seus trabalhos abusam das cores e de formas inspiradas em desenhos animados. Um estilo que provoca, quando brinca com as referências trazidas da cultura pop. A replica em tamanho real do famoso carro usado pela dupla de criminosos saídos das telas do cinema, Bonnie & Clyde, tornou o designer conhecido. Assim como suas cadeiras de plástico criadas com método de produção que é, ao mesmo tempo, artesanal e industrial.

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Pedro Lazaro organiza exposição “SER” Moderno

O Museu de arte da Pampulha recebe exposição “SER” Moderno de curadoria de Pedro Lazaro e peças da Etel Interiores

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Arquitetura Arte e Design estão no centro da arte em Belo Horizonte este mês. É que o arquiteto Pedro Lazaro é o curador responsável pela exposição “Ser Moderno”, que acontece no Museu De Arte da Pampulha a partir do próximo domingo (28).

A exposição faz parte da Casa Cor Minas 2016, que este ano fugiu da programação tradicional e chega ao emblemático edifício criado originalmente para ser um cassino e se tornou nossa grande referencia artística nos últimos 60 anos.

Com uma nova proposta expositiva, a proposta curatorial busca um diálogo entre arquitetura, arte e design a partir dos ideais modernistas desde suas origens até seus desdobramentos contemporâneos.

A mostra conta com a parceria da Etel Interiores e apresenta peças icônicas do design nacional, com destaque para as poltronas Adriana, mesa Chanceler e Sofa 801 de Zalszupin e da Poltrona Sao Conrado de Claudia Moreira Salles.

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Informações: Pedro Lazaro

 

Da China para o Mundo

O trabalho dos chineses da diáspora Lyndon Neri e Rossana Hu, que se formaram nos EUA e retornaram para fazer um trabalho que liga a China ao mundo

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Alguns trabalhos se destacam no mundo do design. O trabalho dos contemporâneos Neri e Hu é um deles. O primeiro destaque vai para a equipe multinacional formado pela dupla para acompanhar o mundo multicultural no qual vivemos. Lyndon Neri e Rossana Hu formaram-se em arquitetura pela universidade californiana de Berkeley. Ele seguiu para completar o mestrado em Harvard e ela, em Princeton.  Mais tarde, em 2004, se juntaram para abrir a Neri & Hu com sede em Londres e Xanguai com uma equipe que fala 30 línguas diferentes.

Com todo esse sincretismo cultural, não é difícil imaginar a riqueza do trabalho do escritório Neri & Hu Design e Pesquisa. A dupla utiliza-se da pesquisa como ferramenta de trabalho, o que fez o mundo ver seu trabalho como um novo paradigma da arquitetura. O escritório vem ganhando prêmios internacionais todo o ano, como um reconhecimento pelo trabalho com a interação dinâmica entre a experiência, o detalhe, o material, a forma e a luz.

O trabalho da dupla ficou conhecido por abordar, de forma internacional, uma arquitetura particular do continente asiático. Neri e Hu abusam da estética chinesa moderna sem, no entanto, deixar de dar valor às tradições locais ancestrais. Entretanto, os designers não se consideram donos de um estilo particular. “Nós não nos consideramos realmente confinados a um tipo de estilo arquitetônico. Eu acredito que nosso trabalho vem daquilo que somos, da nossa identidade como chineses da diáspora com formação nos EUA”, explicou Rossana em entrevista para a DesignBoom.

Mas o destaque da dupla não está adstrito à arquitetura. Hu e Neri são igualmente conhecidos, e reconhecidos, por seus trabalhos com o design mobiliário. Eles projetam para marcas como Classicon, De La Espada e Moooi.  No design, o gosto pela madeira é uma das grandes diretrizes do trabalho de Neri e Hu. “Sempre fomos fascinados pela madeira, pela vida que pode proporcionar a um espaço, tanto visualmente quanto no aspecto tátil. Gostamos de materiais naturais com acabamentos naturais, porque a pureza do material dá autenticidade ao modo como as pessoas percebem o espaço”, disseram à Vogue Casa.

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Da Dinamarca para o mundo

Poltrona Peacock,de Hans Jorgensen Wegner

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Juntar o design atemporal com a criatividade dos designers contemporâneos é uma combinação perfeita para as releituras do passado. Hans Jorgensen Wegner é autor de uma delas. Hans Wegner foi um designer modernista com ênfase na funcionalidade. Morto em 2007, desenhou mais de 500 cadeiras ao longo de sua celebrada carreira.

Com um estilo próprio, mas similar àqueles de origem escandinava, o dinamarquês seguiu uma linha frequentemente descrita como de funcionalidade orgânica. Deixou como herança um vasto número de criações, cerca de cem delas produzidas em massa e distribuídas em todo o mundo.

Um desses ícones do design mobiliário é a Poltrona Peacock. Criada em 1947, permanece atual. Sua origem tem data desconhecida. É que a Peacock foi uma interpretação moderna da tradicional cadeira inglesa Windsor, que de tão antiga não tem idade definida – sabe-se que data de bem antes do século 18.

Já a Peacock ganhou o apelido de pavão, pelo formato de seu encosto. Com um ar de poltrona artesanal, a peça foi desenhada para a madeira de freixo, com assento em palha sintética.

Ambiente de Adriana Mundim e Fernando Galvão

Ambiente de Adriana Mundim e Fernando Galvão

Casas Olímpicas

As Olimpíadas chegam ao fim, mas não deixam apenas medalhas na lembrança, deixam também design

Cadeiras Irmãos Campana - Casa Itália

Cadeiras Irmãos Campana – Casa Itália

Após 14 dias de intensa competição, o Brasil e o mundo preparam-se para se despedir das Olimpíadas Rio 2016. Além dos Jogos e medalhas (Brasil se encontra em 14º lugar no quadro geral de medalhas) e Rio 2016 também tem design e esse design fica a postos também para esperar os Jogos Paraolímpicos, que começam no próximo dia 7 de setembro.

Já sabem do que estamos falando? Das Casas Olímpicas. Para quem nunca ouviu falar, as Casas Olímpias são uma tradição de jogos mundiais – e não apenas durante as Olímpiadas, já que também são comuns durante a Copa do Mundo de futebol. As casas são espaços montados por designers e arquitetos para trazer ao país anfitrião um pouco da cultura dos países participantes.

As Olimpíadas do Rio contam com a participação de mais de 200 países, por isso não foi possível um espaço temático em cada um deles. Para as Olimpíadas de 2016, mais de 50 casas foram espalhadas pelos quatro cantos da capital carioca, entre elas a Alemanha na Praia, Casa da Áustria, Casa Brasil, Bayt Qatar, Canada House, Casa da China, Casa Colômbia, Pavilhão Dinamarquês, USA House, Slovak House, Casa da Finlândia, Club France, British House, Holland Heineken House, Casa da Hungria, Centro Olímpico Polonês, Casa de Portugal, Casa PyeongChang, Baixo Suíça, entre outras.

Os espaços combinam design sofisticado com o estilo tradicional do país que leva seu nome, alguns com atrações para lá de interessantes, como a patinação de gelo sintético criada na Baixo Suíça, a exposição inspirada em Frida Kahlo, na Casa México, e a Casa Portugal, que foi instalada dentro de um navio.

A Casa África, espaço criado para representar o maior número de delegações, tem DNA goiano em sua criação. Os arquitetos Pedro Paulo do Rego Luna e Thiago Siquieroli estiveram entre o time responsável por projetar o ambiente.  “A África tem uma cultura rica e bastante inspiradora”, disse Thiago certa vez em entrevista para p Blog AZ. Se inspirar nos jogos e em culturas tão ricas é sempre um bom mix para o design.

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Fotos: Divulgação

Morar Mais abre as portas para mostra 2016

Morar Mais expõe 26 ambientes de design e sustentabilidade entre os dias 18 de agosto e 25 de setembro

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Já pensou em Morar Mais por menos? Ligia, Sabrina e Sandro Schuback sim. Em 2004 os empresários perceberam uma carência de exposições que trouxessem, além de bom design, uma alternativa para quem vai decorar a primeira casa e não pode gastar valores exorbitantes. Em sua 9ª edição, a Morar Mais Goiânia abre as portas para o público a partir de hoje (18) em um edifício residencial localizado no Jardim América.

Sustentablidade e brasilidade são as palavras que inspiraram os profissionais para desenvolverem seus projetos. Reaproveitamento de matérias primas, ideias descoladas e muita cor são algumas das características dos ambientes da mostra 2016.

Com a curadoria de Sorais Prates, a Morar Mais este ano foi projetada por 45 profissionais entre arquitetos, designer de interiores e paisagistas que criaram 26 ambientes que pretendem mostrar ao público que é possível criar espaços de design com sustentabilidade e orçamentos possíveis.
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Serviço
Morar Mais
Onde: Palco Vaca Brava (Rua C-237 QD. 553 Jardim América)
Quando: 18 de agosto a 25 de setembro – de terça a sexta-feira, das 15h às 22h;
Sábado e Domingo das 14h às 22h
Quanto: Inteira R$ 40,00 | Meia R$ 20,00
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MAC recebe obras de Antônio Poteiro

Museu de Arte Moderna de Goiânia (MAC) recebe até o dia 23 de outubro a exposição Poteiro: colorista do Brasil

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O Museu de Arte Moderna de Goiânia (MAC) recebe até o dia 23 de outubro a exposição Poteiro: colorista do Brasil. A mostra vai apresenta 41 obras, sendo quatro esculturas e 37 pinturas, produzidas pelo artista dos anos 1990 a 2000. O acervo chegou ao MAC para a inauguração, que ocorreu na noite de ontem (16), emprestada pelo Instituto Antônio Poteiro, criado para preservar a obra do artista.

António Batista de Sousa, conhecido no Brasil e fora por Antônio Poteiro, foi um artista português radicado no Brasil e considerado um dos mestres da pintura primitiva no país. Poteiro veio para o Brasil, especificamente para Goiás, quando tinha apenas um ano de idade em 1926. Já na adolescência, começou a carreira como artesão, criando potes de cerâmica para uso doméstico – dai veio o apelido de ‘poteiro’.

Enock Sacramento, um dos maiores estudiosos da obra de Poteiro, assina a curadoria da exposição. “A pintura que Antônio Poteiro nos legou é de uma inventividade extraordinária, difícil de encontrar na plástica brasileira”, explicou Sacramento. “Há uma orquestração de azuis, amarelos, vermelhos, verdes e de outras cores que, combinadas, definem o universo pictórico poteiriano”, completou o curador que vara visitas guiadas durante a exposição.

Poteiro, que completaria 91 anos em 2016 – ele faleceu em Goiânia em junho de 2010 –, foi um dos artistas brasileiros de maior repercussão dentro e fora do País, notadamente no domínio da arte espontânea. A exposição recebeu o patrocínio do Fundo de Arte e Cultura de Goiás e da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Goiânia e possui entrada franca.
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Serviço

Poteiro: colorista do Brasil
Onde: MAC do Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON)
Quando: de 17 de agosto a 23 de outubro – de terça a sexta-feira, das 9 às 17 horas e aos sábados, domingos e feriados, das 11 às 17 horas.
Quanto: entrada franca

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Fotos:
Divulgação

Cem anos e ainda atual

Fornasetti, artista milanês, e sua obra atemporal

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Há cerca de 100 anos atrás, o mundo ainda comentava o naufrágio da maior invenção da engenharia náutica, o Titanic, e discutia os rumos da Primeira Guerra Mundial, que só chegou ao fim em 1918. Há 100 anos, as mulheres ainda se viam reféns do espartilho e dos vestidos de gala que hoje servem como fantasias finas para festas temáticas. Há cem anos, artistas inauguraram movimentos vanguardistas que assustavam o gosto dos mais tradicionais. Hoje, quase tudo de 100 anos atrás não passa de passado… Quase tudo…

Em 1913 nascia em Milão um artista raro, dono de uma obra que não envelheceu um dia em mais de 100 anos. Piero Fornasetti foi ilustrador, escultor, pintor, designer gráfico e artesão. Sua obra nascia sempre de uma imagem encontrada em uma folha de revista, ou em um pedaço de lembrança do seu passado. Mas foi o rosto da soprano Lina Cavalieri, encontrada em uma revista do século 19, que se tornou o símbolo maior de sua obra – centenas de peças foram feitas com a imagem de seu rosto que ganhou mais de 350 versões diferentes.

Os desenhos do milanês foram transformados em cinzeiros, mobiliário, pratos, papéis de parede e muitos outros objetos. Após a morte do artista, em 1988, seu filho, Barnaba Fornasetti, cuidou para que seu trabalho não fosse esquecido. Barnaba leva adiante o legado do pai e organiza o acervo e as exposições com os trabalhos de Fornasetti.

“Eu me lembro que, aos 3 anos, eu trouxe do parque uma folha de hortênsia, e ele a transformou em um desenho para uma de suas obras”, contou certa vez Barnaba. Fornasetti criou 11 mil produtos de todos os tipos entre móveis e peças de design, como pratos, vasos, lustres, tecidos e azulejos.

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Fernando Mendes reedita poltrona de Sérgio Rogrigues

O primo e discípulo de Sérgio Rodrigues trouxe de volta à vida a Poltrona Vivi, criada em 1962 pela Oca

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Foi no ano de 2014 que o mestre do design Sérgio Rodrigues nos deixou, mas ele deixou também pequenos troféus do design mobiliário que estão sendo redescobertos e reeditados aos poucos por nomes como o de seu primo, amigo e discípulo Fernando Mendes.

Mendes e Rodrigues trabalharam juntos por mais de 30 anos, o que o qualifica melhor do que ninguém para executar os protótipos jamais tridimencionalizados por seu primo e amigo. “Sergio projetava à mão livre e fez inúmeros esboços, alguns nunca vistos”, explicou o designer.

Uma dessas descobertas esquecidas no passado foi a poltrona Vivi. Vivi já tinha saído do papel editada pela Oca, empresa de Rodrigues em 1962, mas acabou se perdendo no tempo. A peça somente foi reeditada graças a uma fotografia, tirada no ano de sua criação para o catálogo da Oca, e encontrada em meios aos arquivos do Instituto Sérgio Rodrigues.

A poltrona, lançada em 2016, foi uma homenagem de Sérgio para a empresária Vivi Nabuco. Segundo Fernando Mendes, a peça possui estrutura redonda, uma das muitas brincadeiras que Sergio Rodrigues gostava de fazer com os desenhos de seus móveis. “É uma peça descontraída e, sobretudo, superconfortável, que evidencia a maestria de Sergio com as formas”.

Além dessa peça, o Instituto, que organiza os documentos, plantas, croquis, fotografias e correspondências de Sérgio Rodrigues, contou que já catalogou mais de 25 mil itens e digitalizou cerca de 15 mil, todos do mestre do design. Muito provavelmente, novas peças serão descobertas e redescobertas com o tempo.

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Tidelli lança novas peças na High Design

A marca do mobiliário externo lançou esta semana novas peças durante a exposição High Design

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Que a Tidelli é a rainha do mobiliário externo nós já sabíamos, agora a marca do In & Out exporta sua expertise para assessórios de design de interiores. É que a recém-lançada São Paulo Expo Exhibition & Convention Center recebe esta semana a exposição High Design, onde a Tidelli lançou banquetas, tapetes e até lanternas para as áreas externas.

As cordas náuticas são, para a Tidelli, o que o plástico é para a Kartell, por isso a marca vem aperfeiçoando as técnicas de utilização do material em seus móveis. A empresa desenvolveu um novo sistema de trançado inspirado no processo de moldagem das impressoras 3D – aquelas que imprimem em três dimensões os projetos criados na tela de um computador. A técnica garante aplicação de formas geométricas, antes inviáveis em trançados convencionais.

Outra novidade são as cores. Por ter se consolidado no mercado especialmente como uma marca de móveis de área externa, a Tidelli cria peças que abusam do colorido, No último ano, entretanto, a empresa realizou um estudo cromático aprofundado e o resultado foi uma mistura de até seis cores de fios na mesma trama.

Foi com essas novidades que a Tidelli levou para a High Design novos lançamentos: tapetesoutdoor da linha Marina, bancos de corda da linha Spool, lanternas para áreas externas, poltrona e pufe Veleiro, mesa Pirâmide e a cadeira Mesh. A maior das novidades são os tapetes, já que esta é a primeira vez que a marca cria este tipo de assessório.

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