Renascimento contemporâneo

Studio Job, localizado na Holanda, cria linguagem inusitada que transita entre o renascentismo e o contemporâneo

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As imagens que acompanham esta matéria dispensam legenda. Aliás, se pudéssemos apostar, apostaríamos que o trabalho que vamos mostrar hoje é um dos mais diferentes que você já viu no design moveleiro. Em uma palavra? Originalidade!  É na mistura do design com a arte que a linguagem conceitual do Studio Job se posiciona no mercado.

Para quem ainda não ouviu falar, o Studio Job é o atelier fundado em 2000 pelos parceiros de vida e trabalho Job Smeets e Nynke Tynagel. Segundo seu próprio site afirma, o Studio Job trabalha com o verdadeiro espírito da Renascença onde as técnicas são trocadas e o tradicional é ignorado na busca pelo novo.

Os designers graduaram-se juntos na Design Academy Eindhoven, na Holanda, e juntos desenvolveram uma linguagem única que não impõe limites à criação. O neorenascentismo se explica no fato de que a dupla se inspira no período medieval em que o poder do rei era demonstrado através de seu suntuoso mobiliário.
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Mas quando falamos renascentismo, não estamos dizendo que o Studio Job reproduz as mesmas peças usadas pelos despostas europeus que viveram entre os séculos 15 e 17. A dupla faz uma releitura desse tempo por meio de lentes contemporâneas.

“Pensamos que o design é uma linguagem universal falada com formas no lugar de palavras”, explica Job Smeets no site oficial do estúdio. “Ao olhar para os nossos objetos, o espectador olha diretamente em nossos olhos”, conclui. E seus olhos já foram vistos em diversos museus, onde o trabalho da dupla foi exposto.

Junto com um número considerável de premiações, os objetos criados pelo Studio Job foram parar no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMa), no Victoria Albert Museum de Londres, no Guggenheim Museum, no Museu de Belas Artes de Montreal entre outros.
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Imagens: Studio Job (divulgação)

Skate em três andares

Guy Hollaway Architects projeta primeiro skatepark em um prédio de três andares na Inglatessa

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Nós sabemos que a arquitetura está a serviço de todas as outras profissões, em alguns caso até para tornar a vida de outros profissionais mais fácil como foi contado pelo Blog AZ na matéria Fim do casamento, separação das casas. No esporte não seria diferente.

Em meados de 2016 o Comitê Olímpico Internacional (COI) aprovou a inclusão do skate no programa do próximo evento, que acontecerá em Tóquio em 2020, como esporte olímpico. No mesmo ano, a Guy Hollaway Architects anunciou a construção do primeiro edifício de skete do mundo. Muita conquista em um mesmo ano, né?

O skete não é um esporte muito antigo. Foi criado na Califórnia, durante a década de 1950, por um grupo de surfistas que se cansaram de esperar pelas ondas dos sonhos. Com a maré calma, os jovens decidiram inventar uma espécie de surf que não dependesse do mar: pegaram as rodinhas dos patins e as colocaram em uma prancha muito parecida com a do surf.
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De início, o esporte ficou conhecido como sidewalk surfing (surf de calçada, em um bom português). Na década seguinte, a prática esportiva ganhou nome próprio junto com as manobras que nenhum surfista conseguia fazer no mar: foi chamado de Skateboarding e, posteriormente, encurtado para skete.

Durante muitos anos, a luta dos skatistas foi por espaços para a prática do esporte. Buscaram financiamento e incentivos públicos para que pistas fossem construídas e mais pessoas pudessem se arriscar na brincadeira. Agora, a Inglaterra vai sediar a meca dessa turma, um edifício skatepark.

A ideia do projeto, que irá revitalizar um edifício de 5 mil metros quadrados e três andares na pequena cidade de Folkestone é do filantropo Roger De Haan. De Haan tem investido na revitalização da zona portuária da cidade e contratou a Guy Hollaway Architects para realizar o projeto – com um orçamento de nada menos que 12,5 milhões de euros.

O skatepark vai contar com pistas feiras de concreto interligadas por escadas com corrimões (tudo pensando nas manobras dos esportistas) e as famosas piscinas vazias (bowl). No terraço, a vista para o canal da Mancha poderá ser apreciada em um café ali instalado. A inauguração do empreendimento está prevista para acontecer entre o final deste ano e o começo de 2018.
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Imagens: Guy Hollaway Architects (divulgação)

De olho na Casa Cor

Organizadoras da Casa Cor Goiás anunciam data, local e tema da mostra 2017

Imagem: Casa Cor Brasil (divulgação)

Imagem: Casa Cor Brasil (divulgação)

O ano começa e os preparativos para mais uma edição do maior evento de design e arquitetura do centro-oeste começa junto. Esta semana, a organização da Casa Cor Goiás realizou uma reunião com arquitetos, decoradores, designers e paisagistas para debater sobre o evento.

Sheila Podestá e Eliane Martins, organizadoras da mostra no estado, aproveitaram para anunciar que a Casa Cor 2017 já tem local definido. Este ano a mostra se mantém no centro da cidade – como ocorreu em 2016 – e transformará o interior do Colégio José Carlos de Almeida, localizado na Rua 23. A escola está desativava, mas faz parte do grupo de prédios Art Deco da capital tombado pelo estado como Patrimônio Histórico.

Como retorno para a comunidade, os arquitetos ficarão responsáveis pela restauração do edifício que, após o encerramento do evento, abrigará a Conselho Estadual de Educação de Goiás (CEE-GO). “É fundamental a devolução do prédio em um excelente estado, até porque é uma atitude sustentável. É um compromisso que nós assumimos. É um prédio que temos um carinho muito especial e a gente tem que devolver e entregar ele em excelentes condições”, explicou Eliane em entrevista ao portal G1 Goiás.

A Casa Cor Goiás 2017 também já tem data marcada. A mostra abrirá suas portas ao público entre os dias 12 de maio a 21 de junho para apresentar 40 ambientes projetados por 54 profissionais com o toma “Foco no Essencial”. O Armazém da Decoração também estará lá… Aguardem.

 

Cientistas criam madeira transparente em laboratório

Centro de Pesquisa em Madeira da Suécia desenvolve tecnologia química que transforma madeira em um material transparente

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A madeira é um dos materiais mais usados no design moveleiro por sua beleza, praticidade e sustentabilidade. No quesito beleza, a madeira ganha um ponto a mais com as descobertas tecnológicas. É que pesquisadores suecos acabaram de criar madeira transparente nas salas de seus laboratórios.

A invenção, ao estilo bem futurista, foi desenvolvida pelo Real Instituto de Tecnologia sueco (Kungliga Tekniska Högskolan – KTH) em Estocolmo. O Centro de Ciência da Madeira, do instituto, vinha tentando achar formas de “descolorir” o material e transformá-lo em uma espécie de vidro.

A descoberta foi puramente química. Os pesquisadores desenvolveram um processo de remoção da lignina (macromolécula encontrada nas plantas terrestres, associada à celulose, cuja função é conferir rigidez, impermeabilidade e resistência às plantas), tornando a madeira branca. Em seguida, a superfície branca é revestida com polímero transparente de propriedades óticas, tornando a madeira transparente.

A ideia, embora bela, não se resume apenas ao design. Segundo Lars Berglund, chefe do departamento, o material reduzirá os custos de implantação de painéis solares em superfícies extensas. Ou seja, telhados e paredes de madeira podem se tornar placas solares para captação de energia.

“A madeira transparente é um excelente material para substituir o vidro na confecção de painéis solares, uma vez que ela é produzida a partir de um recurso barato, abundante e renovável”, explicou o pesquisador à BBC Brasil.

A madeira transparente já tinha sido desenvolvida anteriormente em pequenas dimensões, mas a descoberta sueca possibilita sua produção em escala comercial. Os cientistas garantiram que a técnica pode ser aplicada a qualquer tipo de madeira.

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Cotidiano em foco

O carioca Marcos Chaves desenvolveu um trabalho nos parâmetros da apropriação e da intervenção fotográfica

 

Wadi Rum

Wadi Rum

O cotidiano é apreendido pela câmera fotográfica de Marcos Chaves e por meio dela vira arte. Chaves nasceu no Rio de Janeiro e iniciou a carreira na década de 1980. Utilizando-se dos parâmetros da apropriação e da intervenção, o artista transita entre a fotografia, produção de vídeos e instalações.

Com todos estes anos de experiência, levou seu trabalho a European Biennial of Contemporary Art (Itália), Bienal Internacional de São Paulo, Bienal do Mercosul (Porto Alegre), Bienal de Cerveira (Portugal), Bienal de Havana, entre tantos outro importantes museus e eventos.

Entre exposições individuais e coletivas, Marcos Chaves posicionou os elementos no espaço e os transformou em arte por meio de sua visão perspicaz. São cenas do dia a dia que ganham um novo olhar e uma nova perspectiva.

Foi assim com a série Pieces, onde o fotógrafo sobrepôs imagens tiradas de suas lentes uma sobre as outras. Em Buracos, fotografias de grandes crateras deixadas pelo descaso nas ruas das cidades.

O Rio de Janeiro, sua cidade, é também seu principal cenário. É das ruas e paisagens cariocas que Marcos tira grande parte de suas imagens. Além da fotografia, Marcos Chaves ganhou espaço no mundo artístico com instalações montadas e museus e mesmo nas ruas das cidades.

Arquipelago

Arquipelago

some Girls

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Rio 40graus

Rio 40graus

Desculpe o Transtorno

Desculpe o Transtorno

Copo vazio

Copo vazio

Imagens: Marcos Chaves

Léo Romano vence prêmio e terá peça exposta em Milão

Léo Romano vence 1ª edição do Prêmio TOP Design e terá peça exposta no stand A Lot Of Brasil durante a Semana de Design de Milão

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“Criativo e descolado, Leo Romano é um profissional completo” são as palavras escolhidas pela Revista KAZA para descrever o arquiteto e designer Léo Romano que, continuam, “transita com desenvoltura na arquitetura, no design de interiores, no design gráfico e nas artes visuais”. E este reconhecimento não ficou só no papel.

É que Leo Romano foi anunciado o grande vencedor da primeira edição do Prêmio Top Design e sua peça vencedora ganhará o mundo: será exposta na próxima edição do Salão do Móvel de Milão no stand da A Lot Of Brasil que acontece ente os dias 4 e 9 de abril de 2017.

A Lot Of Brasil, Indústria Brasileira de Alto Design, é uma das responsáveis por levar a Milão os grandes designs e designers brasileiros. O trabalho de Léo ficará exposto junto com outros grandes nomes, como dos Irmãos Campana, Pininfarina (Itália), Nika Zupanc (Eslovênia) e outros.

O Armazém da Decoração não poderia deixar de parar o Blog AZ para parabenizar Léo por mais esta conquista. Nos vemos em Milão.

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Imagens: divulgação

De pernas para o ar

Pedreiro aposentado constrói casa invertida no interior do Espírito Santo

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Já que o Espirito Santo é o assunto do momento, decidimos falar do estado só que de uma forma positiva. É que além dos problemas com segurança pública, que colocaram o pequeno estado litorâneo nas pautas jornalísticas de todo o país, outro assunto vindo da cidade de São Mateus, no norte do Espírito Santo chamou a atenção do brasileiro. É a casa construída de cabeça para baixo.

Parece montagem, mas não é. A deia inusitada saiu da cabeça – e do papel – do pedreiro aposentado Valdivino Miguel da Silva. Valdivino conta que sempre quis construir uma casa diferente, e quando teve a ideia, decidiu colocar todo o projeto no papel e torna-lo realidade. O resultado é uma casa com telhado no lugar do piso e porta voltada para o céu.

No teto, que é o primeiro pavimento, Valdivino instalou a cozinha e um lavabo na tentativa de aproveitar ao máximo o que seria o sótão em uma casa normal. No segundo pavimento, foram construídos os quartos. No chão, que é na verdade o telhado, o idealizador da casa maluca instalou uma porta com enfeites invertidos – tudo para dar a sensação completa de que a casa não está no formato padrão.

A casa de Valdivino, que será colocada no mercado para aluguel, não é a única do mundo a ser levantada de cabeça para baixo. A arquitetura invertida também deu vida a casas na Alemanha e em Taiwan.

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Zanini de Zanine / Design é Meu Mundo

Zanini de Zanine lança a poltrona Zina, que mistura aço carbono, linho e madeira maciça

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O design é tão arrojado quanto o designer. Com pouco mais de 35 anos de idade, Zanini de Zanine mergulhou o modernismo herdado do pai – Zanine de Caldas – no contemporâneo criativo de seus desenhos irreverentes. Quando criança, usava a oficina de Zanine de Caldas como seu parquinho de diversões, depois de adulto transformou a brincadeira em profissão e foi muito premiado por ela.

Além do pai, Zanine já trabalhou com figuras ilustres como Sérgio Rodrigues quando ainda estava na faculdade. Formado em Desenho Industrial pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Zanini chamou a atenção do mercado brasileiro e mundial. Seu talento atravessou o oceano e foi parar nas grandes marcas europeias como as italianas Slamp e Cappellini e a francesa Tolix. O designer, e surfista nas horas vagas, coleciona também publicações sobre seu trabalho espalhada por revistas italianas, russas, francesas e inglesas.

Um exemplo claro da irreverência do designer é a novíssima Poltrona Zina, lançada no final do ano passado. Zina nasceu da combinação de três materiais que pouco se misturam: aço carbono, linho e madeira maciça. O resultado é a perfeita harmonia entre os traços modernos com o design contemporâneo. A peça, produzida em tons claros e escuros, está sendo comercializada desde novembro de 2016. Em Goiânia, você a encontra no Armazém da Decoração.

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Haruyoshi Ono morre aos 73 anos

Haruyoshi Ono, Roberto Burle Marx, morre aos 73 anos

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Roberto Burle Marx nos deixou em 1994, mas o paisagismo não tinha ficado completamente órfão de seu trabalho até o ultimo domingo. É que seu escritório permaneceu vivo pelas mãos de seu discípulo Haruyoshi Ono que, juntamente com um grupo de quatro arquitetos paisagistas, continuou levando para os jardins uma linguagem própria criada em uma época em que o modernismo era a única solução em paisagismo.

No último dia 22, entretanto, Haruyoshi Ono morreu no Rio de Janeiro aos 73 anos de idade. Haru, como era chamado pelos amigos, se tornou titular do escritório e comandava a parte de projetos do atelier.

Além dos diversos trabalhos que assinou com Burle Marx entre os anos de 1965 até 1994, Haruyoshi Ono também foi responsável pelo paisagismo do Museu do Amanhã, pelo Eixo Monumental de Brasília e outros importantes projetos arquitetônicos.

Em nota, o escritório homenageou o colega e a importância de seu trabalho: “É com tristeza e saudade que comunicamos o falecimento do nosso querido Haru. Haruyoshi Ono dedicou mais de 50 anos ao Escritório, tendo sido parceiro criativo de Roberto Burle Marx por mais de 30 anos, desenvolvendo projetos de renome no Brasil e exterior. Seus filhos, Isabela Ono e Julio Ono, a arquiteta e esposa Fatima Gomes, e seu sócio, Gustavo Leivas; que trabalham com ele há mais de 20 anos, permanecem à frente dos projetos e do acervo paisagístico, dando continuidade ao seu legado. Informaremos aqui assim que tivermos o local e horário do velório”

Design é Meu Mundo / Poltrona Pull

Charme e conforto da poltrona Pull de Danilo Lopes e Paula Gontijo

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O seleto grupo brasileiro de marca e design assinado de alta qualidade ganhou mais um integrante em 2011. Desde então a dupla Danilo Lopes e Paula Gontijo trabalhou para se inserir no mercado de móveis de alto padrão e conseguiu. Com a criatividade própria daqueles que sabem pensar fora da caixa – ou com uma “nova caixa” – seu mobiliário agradou o público.

Linhas retas, design minimalista e a certeza de que o mais realmente é menos são características marcantes das peças de Danilo e Paula e hoje trazemos uma para protagonizar o design é nosso mundo: a poltrona Pull.

Como de costuma, a Neobox prima pelo metal, o couro e a madeira. Foi com esses mesmos materiais que a Poltrona Pull ganhou vida. Pull possui a finas linhas elegantes que marcam o estilo da Neobox . Com estrutura toda de madeira, a peça possui pequenos detalhes em metal dourado e foi equipada com um puxador na parte traseira que ajuda a movê-la com mais facilidade.

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