Design é meu mundo / Poltrona Pitu

Aristeu Pires e a poltrona Pitu


Para Aristeu Pires um bom mobiliário é aquele que dura. Assim como uma joia rara, peças de decoração devem possuir qualidade e design para nunca caírem no desuso. Talvez seja por isso que Aristeu se emprenha em desenvolver um design atemporal. Traços simples que dão um resultado bastante sofisticado.

Aristeu Pires desenvolve seu trabalho para a marca que leva seu nome. Suas linhas vão do design de mesas à bancadas, mas seu trabalho se destaca mesmo pelas cadeiras e poltronas, responsáveis pela maior parte de sua produção. Todas batizadas com nomes de mulheres.

Sem modismos, Aristeu cria pensando no conforte (e design, claro). Em 2016 o designer lançou mais uma de suas coleções após um ano de trabalho nos Estados Unidos. Destaque desta coleção foi a poltrona e puff Pitu feito na madeira com estofado em couro ou lona. O sucesso da poltrona foi imediato e este ano a peça viajou para a Semana de Design de Milão na exposição Be Brasil.

Design é Meu Mundo / Cadeira de Bola de Latão

Lina Bo Bardi desenvolveu seis exemplares da cadeira que se tornaria um ícone de seu trabalho

Em 1950 Lina Bo Bardi deu início ao que seria um de seus mais importantes trabalhos: a Casa de Vidro. Localizada em um terreno de 7 mil metros quadrados no Morumbi, a casa parece flutuar em seus pilares, sensação passada pelo emprego do vidro em sua fachada. De tão importante, a casa abriga atualmente o Instituto Lina Bo e P.M. Bardi que tem como objetivo promover e divulgar a arquitetura, design, urbanismo e arte popular.

Entretanto, não foi esse o proposito de Lina quando desenhou os traços do icônico projeto arquitetônico. Ali seria seu lar junto com Pietro Maria Bardi por mais de 40 anos e um espaço tão imponente mereceu móveis de igual relevância. Foi ai que Lina Bo Bardi criou a Cadeira Bola de Latão, que entrou no catálogo de peças reeditadas pela Etel Interiores em 2015.

A cadeira tem a mesma idade da Casa de Vidro, pois foi desenhada em 1951 se tornando uma das cadeiras mais enigmáticas de Lina Bo Bardi. A estrutura dos pés frontais se eleva e a peça é finalizada com uma esfera dourada, surgindo um forte caráter cenográfico. Lina confeccionou apenas seis cadeiras para a Casa de Vidro.

Design é Meu Mundo / Eero Saarinen

Eero Saarinen e a Poltrona Saarinen Berger ou Womb Chair

Algumas peças de mobiliário são como edifícios icônicos, acabam entrando para a história do homem como uma riqueza cultural a ser preservada. São os chamados clássicos do design, peças geralmente assinadas por grandes nomes da arquitetura mundial. O Brasil tem alguns exemplos deste tipo de design. O resto do mundo tem muitos.

Muitos deles vêm dos gelados países nórdicos – uma região que não para de ganhar fãs quando o assunto é design. O clima nada tropical do trópico norte possibilitou com que os escandinavos dessem mais atenção para o interior de suas construções. Os nórdicos passaram então, principalmente a partir do início do século 20, a criar de projetos de forma integrada conhecidos como Gesamtkunstwerk – uma obra de arte total.

O destaque do Design é Meu Mundo de hoje vem justamente desta região. Estamos falando de Eero Saarinen (1910-1961), arquiteto finlandês que desenvolveu grande parte do seu trabalho nos Estados Unidos. Saarinen era filho de arquiteto – Eliel Saarinen –, com o talento correndo nas veias, seus produtos são conhecidos mundialmente e estão na lista dos melhores já criados.

Imagem: reprodução GShow

A Poltrona Saarinen Berger (ou Womb Chair) é um desses clássicos icônicos que os mais íntimos reconhecem à distância. Se você aprecia descansar no fim de noite assistindo novela, provavelmente já viu um modelo da Saarinen no quarto da personagem Ivana (Carol Duarte) de A Força do Querer.

A Saarinen Berger possui estrutura em aço inox polido com concha em fibra estofada. O revestimento pode vir em tecido de diversas cores, couro natural, couro ecológico, veluto e tecido quaker.

A “Vermelha” que influenciou seu tempo

Design é meu mundo de hoje confere destaque a uma peça que está entre as mais importantes do design nacional

 


Falar dos irmãos Campana dispensa qualquer apresentação. Fernando e Humberto atravessaram fronteiras com seus trabalhos no designer (não só mobiliário), e não estamos falando apenas das fronteiras que dividem o Brasil com outros países, mas também que dividem o lugar comum da criação autoral.

Um de seus trabalhos icônicos quando se fala em design mobiliário é a Poltrona Vermelha, esta que, paradoxalmente, pode ser encontrada em diversas cores que não o (claro!) vermelho. Idealizada em 1993, àquela época na cor vermelha, a poltrona não fez muito sucesso como seu futuro lhe entregou. Ela demorou a deslanchar.

O Estúdio Campana havia vendido apenas cinco exemplares da poltrona quando a peça acabou caindo nas graças do italiano Massimo Morozzi à frente da marca Edra. Morozzi se encantou tanto pela excentricidade da poltrona que propôs aos irmãos produzir a peça em escala industrial. Esse momento marcou a entrada definitiva de Fernando e Humberto no mercado internacional.

A produção em escala industrial acabou não sendo assim tão industrial. A poltrona é de difícil confecção e necessita que suas cordas sejam traçadas à mão. Na Edra existe uma pessoas especificamente responsável por fazer este trabalho e acaba por produzir apenas uma peça por dia. Todo este trabalho é um dos motivos pelos quais a obra dos Campana seja assim tão singular.

A poltrona, que leva 500 metros de corda trançada em sua confecção (uma quantidade tão grande que dispensa qualquer estofado adicional para criar o conforto necessário), acabou se tornando não apenas um ícone da obra dos irmãos Campana, mas também do design do século 20. Em 1998 foi exposta no MoMa, em Nova York (primeiro mobiliário nacional a ganhar este destaque no museu) e, com o perdão pelo trocadilho, atualmente continua atual, um verdadeiro clássico do design brasileiro.

Design é Meu Mundo / Casa Cor

Poltrona Painho ajuda a encantar o ambiente de Andreia Rocha Lima

Villa Kids, Casa Cor (Foto: Marcus Camargo)

 

O mundo lúdico criado pela designer Andreia Rocha Lima na brinquedoteca que habita a 21ª edição da Casa Cor Goiás se inspirou nas lojas de brinquedos da capital francesa, mas o design que deu vida ao ambiente é bem brasileiro.

A Tidelli, inclusive, é um nome recorrente da Villa Kids. Seus móveis in&out foram a exata medida entre um ambiente aberto que se molda em um espaço fechado. Entre as peças da marca, uma se destaca: a poltrona Painho.

Painho é fruto de uma aliança bem sucedida entre Tidelli e o designer Marcelo Rosenbaum. Tão bem que foi premiada na 10ª edição da Innovation in Design Awards (IDA) na categoria Desenho de Produtos.

Rosenbaum, assim como a Tidelli, é apaixonado pela cultura brasileira, por isto se inspirou na cadeira do chefe típico das fazendas de cacau da Bahia para desenhar a poltrona. Feita à mão, a Painho tem estrutura em alumínio e acabamento nas tradicionais – e coloridas – cordas náuticas que dão chame às peças Tidelli.

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Design é Meu Mundo / Casa Cor

Balanço Cocar integra a coleção de móveis do espaço + Estar, de André Brandão e Marcia Varizo


O mundo lúdico de balanços ganhou formas mais sólidas e conquistou seu lugar no mundo adulto e em espaços internos. A Casa Cor Goiás 2017 está cheio deles, mas um em especial chamou a atenção dos visitantes. Estamos falando do Balanço Cocar, escolhido pelos arquitetos André Brandão e Marcia Varizo para assumir um papel de relevância estética no ambiente assinado pela dupla de arquitetos.

O balanço Cocar foi criado pelo coletivo PAX.ARQ, comandado pelos arquitetos Paula Sertório e Victor Paixão, para o projeto Boom SP Design. O evento, no jardim do Museu da Casa Brasileira, criou uma exposição particular de balanços e expões, junto com a peça de Sertório e Paixão, balanços de designers como Zanini de Zanine e Tom Price.

O balanço majestoso da dupla foi feito de 180 peças planas de acrílico transparente rígido, unidas por 720 lacres daqueles que companhias aéreas distribuem para o fechamento das malas. A cor do balanço é justamente a cor do lacre escolhido: laranja, azul, amarelo, branco ou preto. A criatividade do Balanço Cocar com a originalidade do designer de Paula e Victor colocou a dupla em evidência dentre os jovens talentos do design moveleiro nacional.

Design é meu mundo / Casa Cor

Poltrona Zine no ambiente de Claudia Zuppani


Veterana de Casa Cor, Claudia Zuppani criou um ambiente pautado na arquitetura nômade, uma casa que pode ser carregada. Mas sua escolha não a impediu de selecionar o melhor do design para seu ambiente, afinal uma vida em movimento pode ser também uma vida de conforto e beleza.

Dentro dos grandes nomes do design que habitam a Casa Nômade, está a poltrona lançamento de Zanini de Zanine. Zina é o nome da estrela do nosso Design é Meu Mundo Casa Cor. A poltrona nasceu da combinação de três materiais que pouco se misturam: aço carbono, linho e madeira maciça.

Seu design é reflexo de seu designer, arrojada como Zanini de Zanine. Zanini mergulhou o modernismo herdado do pai – Zanine de Caldas – no contemporâneo criativo de seus desenhos irreverentes. Os traços da Zina, lançada no final de 2016, são exemplos disto. A poltrona é o resultado da perfeita harmonia entre os traços modernos com o design contemporâneo.

Design é meu mundo / Casa Cor

Carro de Cha Java da Tidelli

A Tidelli é conhecida por seu mobiliário colorido bem ao clima tropical brasileiro. Para quem quer viver a vida ao ar livre, certo? Nem sempre! A Casa Cor Goiás 2017 conta com vários móveis da marca, todos colocados no lado de dentro da casa. O Carro de Cha Java é o protagonista do post especial do Design é Meu Mundo Casa Cor esta semana.

A Tidelli já conta com 28 anos de mercado e fez seu nome especialmente com móveis resistentes às intempéries do tempo, mas faz jus ao lado “in” da marca apelidada como Tidelli In&Out. Não estamos falando isto porque seus móveis para área externa cabem muito bem nos espaços internos – esta foi a opção adotada por André Brandão e Márcia Varizo ao colocar a Chaise Veleiro dentro da Sala + Estar.

É que a Tidelli possui coleções especialmente para serem guardadas entre quatro paredes. É o caso da coleção austera para ambientes como bar e escritório batizada de linha Java. Elegância e rigidez são palavras que combinam com a coleção de móveis formada por banqueta de bar, cadeira, carro de chá e espreguiçadeira. É por isto que o carro de chá Java combinou com o ambiente que Nando Nunes projetou para a Casa Cor Goiás 2017.

O Refúgio da Pérgola é um ambiente feito para que a pessoa curta a vida se curtindo. O carro de Cha Java faz parte do espaço, colocada ao lado da Poltrona Bígua de Carlos Mota no espaço Spa do ambiente. A peça é feita com madeira, material pouco usado pela marca que prefere opções de acabamento em fibra fechada, tela e corda fechada e aberta.

Foto: Marcus Camargo

Design é Meu Mundo Casa Cor / Estante Calle

Estante Calle, da Estudiobola, foi a escolhida por Adriana Mundim e Fernando Galvão para dividir o ambiente que assinam na Casa Cor Goiás 2017


A Casa Cor Goiás está cheia de muito design e grande parte de todo o seu chame vem do Armazém da Decoração. Na 21ª edição da maior mostra de arquitetura da região central, a Casa Cor recebe mais de uma centena de móveis vindos de nossa loja, cuidadosamente decorado por 18 arquitetos em 13 ambientes diferentes. Hoje o Blog AZ fala mais sobre casa um desses móveis no especial Design é Meu Mundo Casa Cor Goiás 2017.

A sala de banho Aldeia, de Adriana Mundim e Fernando Galvão, é um dos 13 pontos da casa onde os móveis AZ podem ser encontrados, mas neste ambiente o destaque especial é do Estudiobola. Os colegas de faculdade Flavio Borsato e Mauricio Lamosa estão há mais de dez anos à frente do Estudiobola e lançam a todo momento novidades de um design contemporâneo e, ao mesmo tempo, refinado.

E a estrela do post de hoje é um desses designs. Escolhido por Adriana e Fernando para separar a banheira do lavatório em seu ambiente na Casa Cor, a peça se destaca na sala de banho dos veteranos de mostra. Estamos falando da estante Calle, em formato sinuoso, que faz as vezes de um biombo. O móvel em madeira é a escolha perfeita para separar dois ambientes, já que seu formato não possibilita que a estante fique nos cantos dos ambientes.

Arthur Mattos Casas / Aparador Onda

Design é meu mundo fala sobre Arthur Mattos Casas

(Foto: Ana Paula Castro)

(Foto: Ana Paula Castro)

Arthur Mattos Casas é uma das estrelas da ETEL. Formado em arquitetura e urbanismo em 1983, pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Arthur é um paulistano apaixonado por sua cidade. É dela que tira inspiração para seus projetos tanto no Brasil quanto em Nova York, Paris, Tóquio e Buenos Aires. “É preciso olhar curto, que nem índio, para encontrar beleza da cidade”, disse Arthur Casas sobre São Paulo.

Mas seus trabalhos não se resumem à arquitetura. Arthur Mattos Casas também é designer mobiliário e colabora com a ETEL. Seu trabalho com madeira ajuda a produzir as joias distribuídas pela marca de móveis assinados. Um encantador trabalho do designer, esculpido na madeira, é o aparador Onda.

A peça pode ser executada em várias dimensões e o puxador arredondado também de madeira é o protagonista do móvel – ele é o responsável por dar o nome da peça, que lembra as ondas de um mar agitado.

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