Conheça a biblioteca futurista da China

A Biblioteca Pública de design futurista inaugurada em Tianjin que tem causado furor nas redes sociais

Nas últimas semanas uma biblioteca tem chamado a atenção do mundo. Tanta que viralizou na internet. Mas qual a razão de tanto furor? É que na era da tecnologia, a China criou uma biblioteca de design futurista com capacidade para mais de um milhão de livros. O mundo está lá dentro em forma de histórias em folhas de papel.

Desde que as imagens da biblioteca caíram nas redes, a cidade de Tianjin (localizada a 120 km de Pequim) tem recebido turistas em busca de conhecer este reduto literário. Atualmente, edifício de seis andares abriga “apenas” 200 mil exemplares, mas a biblioteca pretende passar de um milhão. Por enquanto, um truque de imagem dá a sensação de que as paredes abrigam mais livros do que de fato ali estão. É que placas de alumínio, colocadas nas prateleiras superiores, se passam por exemplares de papel.

O design é simples e paradoxalmente complexo. Os arquitetos do escritório holandês MVRDV criaram uma estrutura fluida que partiu de um auditório em forma de esfera. A impressão é a de que os livros dançam nas prateleiras – estas que são também bancos. Muito embora a ideia tenha sido boa, a execução deixou a desejar.

As estantes mais altas, que seriam acessadas por meio de quartos que ficariam atrás delas, estão sem alcance. É que os quartos foram cortados do projeto original e não por ordem dos arquitetos da MVRDV. O diretor da biblioteca, Liu Xiufeng, disse que o design que tanto chamou a atenção do público tem sido uma dor de cabeça.

Segundo ele, não queriam o átrio como local de armazenamento de livros. Na forma como foi finalizado, o átrio concentra um grande grupo de visitantes atentos nos livros e desatentos nas escadas e este fato tem causado acidentes.

A Biblioteca Pública faz parte de um plano maior do Instituto de Urbanismo e Design de Tianjin para transformar o município em um polo cultural. A ideia é construir um complexo com mais de 120 mil m² voltado para arte e o lazer.

Imagens: Divulgação MVRDV

Design im(prático)

Arquiteta cria objetos de design e decoração que não podem ser usados

Para aqueles que acreditam que estética nem sempre se associa à praticidade, Katerina Kamprani veio para confirmar esta ideia. Katerina é uma designer grega, precisamente de Atenas, que decidiu criar um design feito para, literalmente, incomodar.

O projeto, batizado de The Uncomfortable (o inconfortável), foi criado pela ateniense em 2011 e continua sendo desenvolvido por ela.  “Meu objetivo é desconstruir a linguagem de um design prático e distorcer suas propriedades fundamentais pensando em surpreender e despertar bons risos”, explica a designer em seu site.

A complexidade e a interação do público com os objetos simples que nos rodeiam, mas que nas mãos de Katerina se transformam, faz com que seu design se torne também arte – algo que não é exclusivo dela, já que estes dois campos se mesclam com certa frequência.

Os objetos inconfortáveis são peças simples do nosso dia-a-dia reconstruídos de forma pouco (ou nada) usual. Em outras palavras, são peças que não podem ser usada para as funções que deveriam desempenhar.

De início, a designer criava os objetos em projetos gráficos 3D, mas com o passar do tempo passou a tridimencionaliza-los: uma cadeira em que não se pode sentar, uma taça na qual não se pode beber e um guarda-chuvas que não pode ser usado para fugir da chuva. Tudo com muito humor.

Imagens: Divulgação

Arquitetura Social: Projeto Casa S

Estúdio de arquitetura se dedica à construção de casas de baixo em projeto de arquitetura social no Vietnã


Arquitetura é um campo com diversas ramificações e a arquitetura social é uma delas. Aliás, ao lado da arquitetura sustentável, a arquitetura social é uma das ramificações que mais precisa de atenção nos dias atuais. Segundo dados divulgados pelo International Organization for Migration (OIM) apenas o continente europeu já chegou a contabilizar a entrada de cerca de um milhão de imigrantes em um único mês. Fala-se no maior fluxo migratório desde a Segunda Guerra Mundial. A consequência dessa movimentação é a falta de moradia.

Alguns arquitetos acabam dedicando seu tempo e trabalho para pensar uma solução barata e rápida para um problema que só cresce e utilizam a arquitetura como uma poderosa ferramenta de inclusão social. Em 2015 um deles se destacou a ponto de ser exibido como case na Bienal de Arquitetura de Chicago: o Projeto Casa S.

Criado pelo estúdio de design Vo Trong Nghia Architects, o projeto tem se dedicado a desenvolver casas de baixo custo para moradores de baixa renda no Vietnã. “As pessoas recebem um salário de menos de 100 euros ao mês e vivem principalmente em casas temporárias. Ironicamente, estas estruturas pobres resultam na necessidade de altos custos de manutenção. Portanto, são de baixo custo, mas configuram um permanente problema social”, explica o estúdio. “Com a situação dada, o objetivo do projeto “Casa S” busca proporcionar um lar estável, permanente, exequível num orçamento de 4000 dólares por unidade de 30 m²”.

As casas são erguidas com materiais baratos, como o bambu, mas que casam com o estilo do lugar e se integram à natureza. “A primeira fase do projeto se iniciou no ano de 2012 com um protótipo de estrutura de aço. Desde 2013, na busca de uma maior estabilidade e conforto térmico num clima tropical, desenhou-se um novo protótipo com elementos pré-fabricados de estrutura de concreto”descreveu a empresa.

O resultado do trabalho da estrutura pré-fabricada é incrível. Embora simples, as casas são puro charme.


Imagens: Divulgação

Poltrona Eva / Design é Meu Mundo

Poltrona Eva criada por Gustavo Bittencourt

“Bem vindo aos meus sonhos”. São com essas palavras que Gustavo Bittencourt recebe os visitantes em seu espaço eletrônico e também em seu atelier. Em 2013, após mudar-se para Petrópolis, Gustavo fundiu seu estúdio junto a uma marcenaria tradicional criando o atelier que leva seu nome e desenvolve seu trabalho.

O designer nasceu no Rio de Janeiro e lá cursou Desenho Industrial se aproximando do design que havia aprendido dentro de casa com a mãe arquiteta. Entre a vida de estudante e a carreira profissional, trabalhou com grandes nomes do design nacional – Zanini de Zanine, Marcelo Rosenbaum, Rodrigo Calixto – e estudou no instituto Politecnico di Torino, na Itália.

Acabou se consolidando como designer de móveis, sobretudo depois de ser premiados em importantes concursos nacionais com suas primeiras peças criadas. “Gosto bastante de desenvolver meus móveis com um diferencial, gosto de criar uma relação com as pessoas, desenvolver uma interação, pois penso em móveis atemporais”, explica o designer.

Resultado desse trabalho é uma poltrona que entrou na tendência do rosê, a cor da temporada. Como diria Rita Lee, “parece uma rosa”. A poltrona Eva mistura metal, estofado e também madeira. É dessas peças que se destaca no ambiente. Bela e delicada.

Imagens: Divulgação / Gustavo Bittencourt

Brunno Jahara: cultura em ebulição

O designer Brunno Jahara transforma todo material em arte e mobiliário com muito humor e criatividade

Brunno Jahara fala o design através de seus móveis, sem usar palavras. Para ele bem criar é possibilitar com que seus trabalhos despertem bons sentimentos nas pessoas, talvez seja por esta razão que seus móveis tenham um lado de humor.

Brunno morou dez anos no exterior, entre Europa e Japão. Partiu para a vida lá fora após formar-se pela Universidade de Brasília. Na Europa concluiu seus estudos no Instituto Universitario di Architettura di Venezia e atuou ao lado do designer espanhol Jaime Hayon. De volta ao Brasil, aterrissou em São Paulo, onde morou por cinco anos até retornar a sua cidade natal, o Rio de Janeiro.

O que chama atenção no trabalho de Brunno é sua inventividade. O designer atua usando a técnica de aplicações gráficas e, com elas, brinca com elementos culturais (de várias culturas). Possui, além dos móveis por ele assinados, instalações e até joias.

Da palha à porcelana, Brunno possui desenvoltura com todos os materiais. Já traduziu seu design em um faqueiro de metal dourado na coleção TUJU, em itens de palha para a coleção BRASILIS, no vidro para a coleção GARGALOS e também a tradicional madeira com a NEURORUSTICAS.

O designer possui projetos com importantes marcas, como a Heineken e a Melissa e em alguns deles Brunno se utiliza das novas tecnologias como ferramenta. O sucesso desses trabalhos literalmente atravessou fronteiras. O designer já expos seu trabalho em importantes centros de arte e design, como no Centro Georges Pompidou, em Paris, no Tóquio Bloco Designers, na Feira de Móveis de Milão, Semana de Design de Amsterdam e na Nova York Design Week.

Imagens: Brunno Jahara / Divulgação

Artista do pop art Ed Ruscha

Ed Ruscha, após uma longa viagem pelos museus europeus, percebeu que sua criação não possuía vínculos com a arte dos séculos anteriores e passou a criar no estilo do Pop Art

A massificação da cultura popular capitalista e a crise da arte que se instaurou durante o século 20 foram os propulsores de um movimento criado na Inglaterra nos anos 1950 e difundido pelo mundo uma década depois por artistas norte-americanos. Um deles é Ed Ruscha, importante nome do Pop Art ainda vivo atualmente.

Ed Edward Ruscha nasceu no Nebraska em 1937, cresceu em Oklahoma, mas se destacou mesmo em Los Angeles. Mudou-se para a Califórnia em 1966 para estudar no Chouinard Art Institute (hoje o prestigiado California Institute of Arts) e vive Los Angeles atualmente, cidade que ganhou seu encanto.

“Quando cheguei em L.A vi que lá eles tinham uma cultura hot-rod, palmeiras, garotas de praia e um jazz progressivo ao mesmo tempo. Tudo isso me vislumbrou um futuro bastante atraente”. Foi ai que Ruscha  mergulhou no estilo de vida californiano e se envolveu na edição e produção de “Orb”, um jornal de arte e design – hoje seu trabalho artístico é representado pela Gagosian Gallery.

Los Angeles Modern Auctions (LAMA) 20th Century Modern Art & Design

A vida urbana serve de inspiração ao artista. Ruscha iniciou seus trabalhos criticando a massificação da imagem feita pelos veículos de comunicação e sempre usa a urbanidade como referência em suas obras. São desenhos pinturas e fotografias marcadas pela combinação da paisagem urbana e de uma linguagem própria para comunicar uma determinada experiência com a cidade – seu trabalho enfrenta a banalidade da vida urbana.

Seus mais conhecidos trabalhos são os quadros em que o artista mistura gravuras utilizando-se de paisagens e frases cotidianas. Em 1962, participou com Lichtenstein, Andy Wahrol, Robert Dowd, Phillipe Heffertin, Jin Diene, e Wayne Thiebaud da exposição New Painting of Common Objects considerada a primeira exposição da Pop Art no mundo.

Foi publicado o catalogue raisonée em quatro volumes sobre seu trabalho. Participou da Bienal de Veneza e teve retraospectiva no MoMa de Los Angeles, Centro Georges Pompidou, Museu Centro de Arte Reina Sofia, Madrid, Museum of Contemporary Art de Sidnei, Whitney Museum of American Art, Nova York e National Gallery, Washington.

Designer cria luminária com suporte para planta

O servo Marko Vuckovic criou uma luminária que possibilita o cultivo de planta

Na era da sustentabilidade, ter plantas em casa é estar na moda. Pensando nisto o designer servo Marko Vuckovic criou uma peça de mobiliário para lá de inovadora. Batizada de grasslamp, a luminária traz em sua parte central uma espécie de vaso para o cultivo de plantas.

Parece complicado misturar energia elétrica e planta em uma mesma peça de decoração, mas a técnica usada pelo designer dispensa o uso de terra. A estrutura é capaz de cultivar cerca de 40 tipos diferentes de plantas que necessitam de um pouco de água, algumas vezes por dia.

As plantas são cultivadas por meio da técnica de hidroponia, que é o cultivo sem solo, onde as raízes recebem uma solução nutritiva balanceada que contém água e todos os nutrientes essenciais ao desenvolvimento da planta.

A parte da luminária é composta por uma abajur com 90 LEDs que geram 60W de energia. Sua estrutura foi criada para suporte de teto e também como abajur de mesa e luminária de pé. Segundo o designer, a inspiração foi a vontade de trazer a elegância para dentro da convivência das pessoas, que passam a maior parte do tempo entre quatro paredes.

DNA Goiano no design internacional

Banco Chuva, de Léo Romano, Paris Design Week em exposição na Europa por meio do Projeto Raiz

Ontem foi o último dia de Paris Design Week e Leo Romano foi um dos nomes que passou por lá por meio do Projeto Raiz. O projeto, promovido pelo Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves (Sindmóveis), tem por objetivo incentivar a internacionalização do design brasileiro e levou peças de grandes nomes do nosso design para exposições no Salão do Móvel de Milão e nas embaixadas brasileiras de Roma e Paris.

A proposta é abrir as postas do mercado europeu estabelecendo conexão entre designers, lojistas, fabricantes e investidores. Fazem parte do evento, com peças expostas, nomes como o de Sergio Fahrer e Jack Fahrer, Aristeu Pires, Paulo Alves, Estudiobola, Ronald Sasson, Ana Neute, Jader Almeida, Leo Romano, Guto Indio da Costa e outros.

O evento conta com o apoio do Ministério de Relações Exteriores, da Maison & Objet e da Paris Design Week. O próximo destino da mostra é a embaixada do Brasil em Estocolmo, Suécia, em fevereiro de 2018.

Léo Romano começou no design há dezenove anos e sua vasta formação lhe permite transitar entre todos os campos da arte da decoração. Se formou em Artes Visuais, Design de Interiores, Design Gráfico e Arquitetura e Urbanismo, tudo isso coroado com um mestrado em artes visuais. Conhecido pela ousadia, Léo é inquieto e curiosos – qualidades que ajudaram a dar ao seu trabalho o merecido reconhecimento nacional.

O Banco Chuva, em tour pela Europa, faz parte da coleção de móveis de mesmo nome criada pelo designer em 2015 em parceria com a Decameron. Chuva é uma coleção de móveis com a expressão da fluidez. Segundo o próprio arquiteto, a madeira é trabalhada numa construção artesanal precisa e cuidadosa produzindo imagens plásticas conduzidas por linhas puras e contínuas.

Tokujin Yoshioka: design e inovação

O designer japonês Tokujin Yoshioka brinca com objetos e os materiais para inovar no design mobiliário


Tokujin Yoshioka não é um completo desconhecido do Blog AZ, mas talvez você tenha passado por seu nome despercebido quando falávamos na Kartell. Vamos às apresentações: Yoshioka é considerado um dos mais importantes designers da atualidade. O trabalho do japonês caiu no gosto da italiana do plástico, bem como da Hermes, Toyota, BMW e Swarovski.

O designer e artista Tokujin Yoshioka abusa da transparência, é amante das novas tecnologias e cria pelo desejo de inovar e experimentar em seus trabalhos – não apenas no mobiliário como em instalações de arte. Tokujin Yoshioka já trabalhou com nomes como o de Issey Miyake e grande parte de seus trabalhos está exposta em galerias de museus.

Nascido no Japão em 1967, o designer fundou seu próprio estúdio em 2000, na cidade de Tóquio, depois de aprender muito com Shiro Kuramata e Issey Miyake. Em 2002 passou a expor no Salão do Móvel de Milão e fez dele sua vitrine para o mundo.

Seu gosto pela experimentação e por novos materiais resultou em incríveis (e inimagináveis) projetos. Em 2001, Yoshioka criou a famosa Honey Pop. A cadeira foi feita com o favo de mel de papel, usado na construção de lanternas chinesas. A cadeira, assim como um caderno fechado, se abre dando forma ao móvel que aceita a forma de quem nele se senta. A cadeira amolda seu formato ao formato do corpo de quem se senta sobre ela, de modo que as células do favo de mel da camada mais externa se compactam.

Outro sucesso inusitado do designer foi a Presidente Pane. A cadeira foi fabricada seguindo uma receita de pão. O material é despejado em uma forma e levado ao forno para “assar”. O calor dá ao objeto sua forma final.

Não á a toa que o trabalho de Tokujin Yoshioka é visto como uma obra de arte. Parte de suas peças estão expostas no Arte Moderna de Nova York, Centre Pompidou, em Paris, o Vitra Design Museum, em Berlim e o Victoria & Albert Museum, em Londres.

Fava de Bolota: o design artesanal do Tocantins

Sérgio J. Matos se uniu a artesãos de um distrito de Palmas para juntos criarem peças com a identidade regional do Tocantins


Vamos aproveitar nosso passeio por terras tocantinenses em nosso post da última terça-feira para continuar falando do design produzido no nosso vizinho do norte. Desta vez, o projeto veio do arquiteto Sérgio J. Matos. Sérgio é desses que sabe aliar design ao artesanato e aproveitar o que de melhor a cultura brasileira pode oferecer.

Apaixonado pela cultura nacional, Sérgio imprime em seu trabalho o regionalismo de cada pedaço do país que o encanta. Com essa paixão, se deslocou para Taquaruçu, distrito de Palmar, capital do Tocantins, para trabalhar no Projeto de Estruturação Turística da cidade desenvolvido pela prefeitura.

Os artesãos da região já trabalhavam com a criação de peças feitas em cerâmica, crochê e trançado de palha, mas não imprimiam a cultura da região em seus trabalhos. Foi ai que Sérgio J. Matos entrou para prestar sua consultoria. O designer sabe muito bem captar a essência dos regionalismos e trazer para seus trabalhos. Ajudar os artesãos locais a fazer o mesmo, então, não seria difícil.

Sergio viu na Fava de Bolota a referência central para cumprir sua missão. A Fava de Bolota é uma árvore tão comum no Tocantins que acabou se tornando símbolo oficial do estado. A árvore frondosa de grande porte chama a atenção por suas flores de formato esférico e cor avermelhada e por seus frutos, em formato encaracolado, que nascem em cachos e chegam a atingir 20 centímetros de comprimento.

Sérgio conta que quando chegou a Palmas as árvores, que dão flores apenas uma vez ao ano, estavam todas floridas.  “Sua flor é muito exótica, eu nunca tinha visto”, explicou o designer. Junto às flores aliou o material que seria usado: palha do buriti tratada – além das cerâmicas e crochês já usados pelos artesãos locais. As peças todas possuem como referência a flor da Fava de Bolota.

O trabalho dos artesãos com Matos será oficialmente lançado no dia 6 de setembro em um evento regional de Taquaruçu, o 11º Festival Gastronômico do distrito. Mas o sucesso estimulou Matos a planejar novas viagens para aliar seu trabalho a de outros artesãos em comunidades do Tocantins.

Imagens: Sérgio J. Matos / Divulgação