Tom Dixon se aventura no design de tecidos

Em parceria com a Super Texture, o designer dos materiais de ferro troca seu trabalho com a solda para investir em linhas de tecidos

 


Tom Dixon já é conhecido de nosso Blog AZ. Seu design ousado chamou a atenção do mundo e seus lustres são tão conhecidos que passaram a ser copiados como acontece com bolsas e roupas de maisons conhecidas do mundo fashion. O autodidata britânico passou a se aventurar também pelo mundo dos tecidos ao lançar, em parceria com a Super Texture, linha de tecidos desenhada pelo designer.

No ano passado a parceria fez com que o estúdio de Tom passasse do metal, material que mais trabalhou na criação de seus móveis, para o toque suave do tecido. Nascido no fim da década de 1950, Dixon soube bem como combinar seu lado criativo com o comercial, por isso suas primeiras linhas de tecidos foram menos ousadas. Cores claras e veludo marcaram as coleções Soft, Deco, Boucle, Fleck, Check e Line.

Em 2018, durante a edição da Maison & Objet, Tom Dixon lançou novas linhas de tecido novamente em parceria com a Super Texture. Mais ousadas, Abstract, Paint e Geo foi mais fundo nas formas e estampas. Tingimento, bordado em alto relevo e técnicas de tapeçaria diferenciam as novas linhas da timidez de seu trabalho anterior.

Ousado Aero Ararnio

O design dos países nórdicos tem sido alvo de um considerável interesse internacional. Suas peças de mobiliário são inovadoras tanto na forma de fabricação quando no desenho. É que embora os nórdicos sejam conhecidos pelo […]


O design dos países nórdicos tem sido alvo de um considerável interesse internacional. Suas peças de mobiliário são inovadoras tanto na forma de fabricação quando no desenho. É que embora os nórdicos sejam conhecidos pelo design sóobrio, são também os responsáveis por criações ousadas.

Aero Ararnio, finlandês, é um destes destaques. Nascido em 1932, estudou arte na universidade de arte e design de Helsinki, entre os anos de 1954 e 1957 e dedicou seu trabalho ao design moveleiro. É certo que quando falamos em móveis de polímero o primeiro nome que nos vem à cabeça é a italiana Kartell, mas Aero Ararnio é que foi um dos pioneiros na criação e fabricação dos móveis de plástico.

Suas principais obras são conhecidas do público. Mesmo daqueles que nunca ouviram seu nome. Nos anos 1960, Aero começou a experimentar com o plástico, cores vivas e formas orgânicas, elementos pouco usados no design de móveis daquele período, que seguia uma linha mais tradicional e conservadora. Foi nesse período que Ararnio criou a Bubble, sua peça icônica.

A peça, além de ter sido criada no plástico, fez também uma referência à cultura pop que fazia sucesso naquele tempo. A importância de suas obras foi reconhecida. Pela cadeira Pastil, Aero recebeu o prêmio American Industrial Design Award em 1967. Suas obras, inclusive, fazem parte do acervo de museus como o Victoria and Albert Museum de London e do MoMA de Nova York.

Design de rua

Verne, na Bulgária, recebe uma biblioteca de rua construída com muito design

Dizem que uma forma boa (e barata) de conhecer o mundo é através dos livros. Um livro pode te levar para outro país ou mesmo para outro mundo. Te transporta para o passado ou para o futuro. Mas fome de conhecimento é pauta não apenas para literatos e amentes dos livros, é também para designers.

Algumas ideias, pensadas para levar esse conhecimento para o maior número de pessoas, começou a surgir em cidades brasileiras. São as bibliotecas de rua, onde livros são compartilhados para todos. No interior de Goiás, estantes começaram a surgir no meio das ruas. Todas abarrotadas de livros. Em Brasília, a criatividade foi ainda maior, livros foram colocados dentro de geladeiras antigas grafitadas por artistas.

Em Verna, interior da Bulgária, os designers foram ainda mais longe. Fizeram uma instalação artística no meio de uma praça para abrigar livros. Foram utilizadas 240 peças de madeira, ondulada, para criar uma estrutura orgânica na forma de uma concha – a cidade fica na beira da praia. A ideia, do Downtown studio, é aproximar os mais jovens – atacados pelo vírus da era digital – aos livros.

A estrutura, que pode ser desmontada e carregada para outro local, conta com capacidade para abrigar 1500 mil livros e possui também um palco para os artistas locais se apresentarem – tudo respirando cultura.

Iris Apfel lança sua primeira coleção de móveis

Aos 96 anos, Iris Apfel lança sua primeira coleção de móveis e imprime nele seu estilo único e autêntico


Dona de um estilo autêntico, aos 96 anos de idade Iris Apfel influencia o mundo da moda. Com seus vestidos que parecem saídos das maiores passarelas feshion do mundo e seus óculos grandes que são sua marca registrada, a designer de interiores viaja o mundo para falar sobre arte, design e estilo.

A idade não freio a marcha de produção da designer e influencer e este ano Apfel lançou sua primeira coleção de móveis em parceria Cloth & Company. A coleção completa, inspirada no mundo circense, possui 94 peças que incluem cabeceiras, bancos, cadeiras, divãs, pufes e poltronas.

Além da criatividade, as peças de destacam pela variedade de tecidos. É possível ver nos móveis um pouco do que vemos em sua própria criadora. A autenticidade que Iris Apfel imprime em seu estilo de se vestir também está presente nos móveis e na escolha de suas estampas – são 15 opções diferentes de tecidos.

Segundo a designer, decorar uma casa é uma maneira de expressar seu estilo pessoal – talvez por isso a semelhança entre Apfel e seus móveis. “As impressões corajosas em minha coleção, por exemplo, refletem meu senso de design único e espirituoso”, explicou em comunicado oficial sobre o lançamento de suas peças.

Conheça a biblioteca futurista da China

A Biblioteca Pública de design futurista inaugurada em Tianjin que tem causado furor nas redes sociais

Nas últimas semanas uma biblioteca tem chamado a atenção do mundo. Tanta que viralizou na internet. Mas qual a razão de tanto furor? É que na era da tecnologia, a China criou uma biblioteca de design futurista com capacidade para mais de um milhão de livros. O mundo está lá dentro em forma de histórias em folhas de papel.

Desde que as imagens da biblioteca caíram nas redes, a cidade de Tianjin (localizada a 120 km de Pequim) tem recebido turistas em busca de conhecer este reduto literário. Atualmente, edifício de seis andares abriga “apenas” 200 mil exemplares, mas a biblioteca pretende passar de um milhão. Por enquanto, um truque de imagem dá a sensação de que as paredes abrigam mais livros do que de fato ali estão. É que placas de alumínio, colocadas nas prateleiras superiores, se passam por exemplares de papel.

O design é simples e paradoxalmente complexo. Os arquitetos do escritório holandês MVRDV criaram uma estrutura fluida que partiu de um auditório em forma de esfera. A impressão é a de que os livros dançam nas prateleiras – estas que são também bancos. Muito embora a ideia tenha sido boa, a execução deixou a desejar.

As estantes mais altas, que seriam acessadas por meio de quartos que ficariam atrás delas, estão sem alcance. É que os quartos foram cortados do projeto original e não por ordem dos arquitetos da MVRDV. O diretor da biblioteca, Liu Xiufeng, disse que o design que tanto chamou a atenção do público tem sido uma dor de cabeça.

Segundo ele, não queriam o átrio como local de armazenamento de livros. Na forma como foi finalizado, o átrio concentra um grande grupo de visitantes atentos nos livros e desatentos nas escadas e este fato tem causado acidentes.

A Biblioteca Pública faz parte de um plano maior do Instituto de Urbanismo e Design de Tianjin para transformar o município em um polo cultural. A ideia é construir um complexo com mais de 120 mil m² voltado para arte e o lazer.

Imagens: Divulgação MVRDV

Design im(prático)

Arquiteta cria objetos de design e decoração que não podem ser usados

Para aqueles que acreditam que estética nem sempre se associa à praticidade, Katerina Kamprani veio para confirmar esta ideia. Katerina é uma designer grega, precisamente de Atenas, que decidiu criar um design feito para, literalmente, incomodar.

O projeto, batizado de The Uncomfortable (o inconfortável), foi criado pela ateniense em 2011 e continua sendo desenvolvido por ela.  “Meu objetivo é desconstruir a linguagem de um design prático e distorcer suas propriedades fundamentais pensando em surpreender e despertar bons risos”, explica a designer em seu site.

A complexidade e a interação do público com os objetos simples que nos rodeiam, mas que nas mãos de Katerina se transformam, faz com que seu design se torne também arte – algo que não é exclusivo dela, já que estes dois campos se mesclam com certa frequência.

Os objetos inconfortáveis são peças simples do nosso dia-a-dia reconstruídos de forma pouco (ou nada) usual. Em outras palavras, são peças que não podem ser usada para as funções que deveriam desempenhar.

De início, a designer criava os objetos em projetos gráficos 3D, mas com o passar do tempo passou a tridimencionaliza-los: uma cadeira em que não se pode sentar, uma taça na qual não se pode beber e um guarda-chuvas que não pode ser usado para fugir da chuva. Tudo com muito humor.

Imagens: Divulgação

Arquitetura Social: Projeto Casa S

Estúdio de arquitetura se dedica à construção de casas de baixo em projeto de arquitetura social no Vietnã


Arquitetura é um campo com diversas ramificações e a arquitetura social é uma delas. Aliás, ao lado da arquitetura sustentável, a arquitetura social é uma das ramificações que mais precisa de atenção nos dias atuais. Segundo dados divulgados pelo International Organization for Migration (OIM) apenas o continente europeu já chegou a contabilizar a entrada de cerca de um milhão de imigrantes em um único mês. Fala-se no maior fluxo migratório desde a Segunda Guerra Mundial. A consequência dessa movimentação é a falta de moradia.

Alguns arquitetos acabam dedicando seu tempo e trabalho para pensar uma solução barata e rápida para um problema que só cresce e utilizam a arquitetura como uma poderosa ferramenta de inclusão social. Em 2015 um deles se destacou a ponto de ser exibido como case na Bienal de Arquitetura de Chicago: o Projeto Casa S.

Criado pelo estúdio de design Vo Trong Nghia Architects, o projeto tem se dedicado a desenvolver casas de baixo custo para moradores de baixa renda no Vietnã. “As pessoas recebem um salário de menos de 100 euros ao mês e vivem principalmente em casas temporárias. Ironicamente, estas estruturas pobres resultam na necessidade de altos custos de manutenção. Portanto, são de baixo custo, mas configuram um permanente problema social”, explica o estúdio. “Com a situação dada, o objetivo do projeto “Casa S” busca proporcionar um lar estável, permanente, exequível num orçamento de 4000 dólares por unidade de 30 m²”.

As casas são erguidas com materiais baratos, como o bambu, mas que casam com o estilo do lugar e se integram à natureza. “A primeira fase do projeto se iniciou no ano de 2012 com um protótipo de estrutura de aço. Desde 2013, na busca de uma maior estabilidade e conforto térmico num clima tropical, desenhou-se um novo protótipo com elementos pré-fabricados de estrutura de concreto”descreveu a empresa.

O resultado do trabalho da estrutura pré-fabricada é incrível. Embora simples, as casas são puro charme.


Imagens: Divulgação

Poltrona Eva / Design é Meu Mundo

Poltrona Eva criada por Gustavo Bittencourt

“Bem vindo aos meus sonhos”. São com essas palavras que Gustavo Bittencourt recebe os visitantes em seu espaço eletrônico e também em seu atelier. Em 2013, após mudar-se para Petrópolis, Gustavo fundiu seu estúdio junto a uma marcenaria tradicional criando o atelier que leva seu nome e desenvolve seu trabalho.

O designer nasceu no Rio de Janeiro e lá cursou Desenho Industrial se aproximando do design que havia aprendido dentro de casa com a mãe arquiteta. Entre a vida de estudante e a carreira profissional, trabalhou com grandes nomes do design nacional – Zanini de Zanine, Marcelo Rosenbaum, Rodrigo Calixto – e estudou no instituto Politecnico di Torino, na Itália.

Acabou se consolidando como designer de móveis, sobretudo depois de ser premiados em importantes concursos nacionais com suas primeiras peças criadas. “Gosto bastante de desenvolver meus móveis com um diferencial, gosto de criar uma relação com as pessoas, desenvolver uma interação, pois penso em móveis atemporais”, explica o designer.

Resultado desse trabalho é uma poltrona que entrou na tendência do rosê, a cor da temporada. Como diria Rita Lee, “parece uma rosa”. A poltrona Eva mistura metal, estofado e também madeira. É dessas peças que se destaca no ambiente. Bela e delicada.

Imagens: Divulgação / Gustavo Bittencourt

Brunno Jahara: cultura em ebulição

O designer Brunno Jahara transforma todo material em arte e mobiliário com muito humor e criatividade

Brunno Jahara fala o design através de seus móveis, sem usar palavras. Para ele bem criar é possibilitar com que seus trabalhos despertem bons sentimentos nas pessoas, talvez seja por esta razão que seus móveis tenham um lado de humor.

Brunno morou dez anos no exterior, entre Europa e Japão. Partiu para a vida lá fora após formar-se pela Universidade de Brasília. Na Europa concluiu seus estudos no Instituto Universitario di Architettura di Venezia e atuou ao lado do designer espanhol Jaime Hayon. De volta ao Brasil, aterrissou em São Paulo, onde morou por cinco anos até retornar a sua cidade natal, o Rio de Janeiro.

O que chama atenção no trabalho de Brunno é sua inventividade. O designer atua usando a técnica de aplicações gráficas e, com elas, brinca com elementos culturais (de várias culturas). Possui, além dos móveis por ele assinados, instalações e até joias.

Da palha à porcelana, Brunno possui desenvoltura com todos os materiais. Já traduziu seu design em um faqueiro de metal dourado na coleção TUJU, em itens de palha para a coleção BRASILIS, no vidro para a coleção GARGALOS e também a tradicional madeira com a NEURORUSTICAS.

O designer possui projetos com importantes marcas, como a Heineken e a Melissa e em alguns deles Brunno se utiliza das novas tecnologias como ferramenta. O sucesso desses trabalhos literalmente atravessou fronteiras. O designer já expos seu trabalho em importantes centros de arte e design, como no Centro Georges Pompidou, em Paris, no Tóquio Bloco Designers, na Feira de Móveis de Milão, Semana de Design de Amsterdam e na Nova York Design Week.

Imagens: Brunno Jahara / Divulgação

Artista do pop art Ed Ruscha

Ed Ruscha, após uma longa viagem pelos museus europeus, percebeu que sua criação não possuía vínculos com a arte dos séculos anteriores e passou a criar no estilo do Pop Art

A massificação da cultura popular capitalista e a crise da arte que se instaurou durante o século 20 foram os propulsores de um movimento criado na Inglaterra nos anos 1950 e difundido pelo mundo uma década depois por artistas norte-americanos. Um deles é Ed Ruscha, importante nome do Pop Art ainda vivo atualmente.

Ed Edward Ruscha nasceu no Nebraska em 1937, cresceu em Oklahoma, mas se destacou mesmo em Los Angeles. Mudou-se para a Califórnia em 1966 para estudar no Chouinard Art Institute (hoje o prestigiado California Institute of Arts) e vive Los Angeles atualmente, cidade que ganhou seu encanto.

“Quando cheguei em L.A vi que lá eles tinham uma cultura hot-rod, palmeiras, garotas de praia e um jazz progressivo ao mesmo tempo. Tudo isso me vislumbrou um futuro bastante atraente”. Foi ai que Ruscha  mergulhou no estilo de vida californiano e se envolveu na edição e produção de “Orb”, um jornal de arte e design – hoje seu trabalho artístico é representado pela Gagosian Gallery.

Los Angeles Modern Auctions (LAMA) 20th Century Modern Art & Design

A vida urbana serve de inspiração ao artista. Ruscha iniciou seus trabalhos criticando a massificação da imagem feita pelos veículos de comunicação e sempre usa a urbanidade como referência em suas obras. São desenhos pinturas e fotografias marcadas pela combinação da paisagem urbana e de uma linguagem própria para comunicar uma determinada experiência com a cidade – seu trabalho enfrenta a banalidade da vida urbana.

Seus mais conhecidos trabalhos são os quadros em que o artista mistura gravuras utilizando-se de paisagens e frases cotidianas. Em 1962, participou com Lichtenstein, Andy Wahrol, Robert Dowd, Phillipe Heffertin, Jin Diene, e Wayne Thiebaud da exposição New Painting of Common Objects considerada a primeira exposição da Pop Art no mundo.

Foi publicado o catalogue raisonée em quatro volumes sobre seu trabalho. Participou da Bienal de Veneza e teve retraospectiva no MoMa de Los Angeles, Centro Georges Pompidou, Museu Centro de Arte Reina Sofia, Madrid, Museum of Contemporary Art de Sidnei, Whitney Museum of American Art, Nova York e National Gallery, Washington.