Arthur Mattos Casas / Aparador Onda

Design é meu mundo fala sobre Arthur Mattos Casas

(Foto: Ana Paula Castro)

(Foto: Ana Paula Castro)

Arthur Mattos Casas é uma das estrelas da ETEL. Formado em arquitetura e urbanismo em 1983, pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Arthur é um paulistano apaixonado por sua cidade. É dela que tira inspiração para seus projetos tanto no Brasil quanto em Nova York, Paris, Tóquio e Buenos Aires. “É preciso olhar curto, que nem índio, para encontrar beleza da cidade”, disse Arthur Casas sobre São Paulo.

Mas seus trabalhos não se resumem à arquitetura. Arthur Mattos Casas também é designer mobiliário e colabora com a ETEL. Seu trabalho com madeira ajuda a produzir as joias distribuídas pela marca de móveis assinados. Um encantador trabalho do designer, esculpido na madeira, é o aparador Onda.

A peça pode ser executada em várias dimensões e o puxador arredondado também de madeira é o protagonista do móvel – ele é o responsável por dar o nome da peça, que lembra as ondas de um mar agitado.

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Alberto Meda e a tecnologia do design

Formado em engenharia mecatrônica, Alberto Meda usa a tecnologia em prol do design

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Alberto Meda nasceu em Tremezzina, interior da Itália. Aos 24 anos, formou-se em engenharia mecânica na Politécnica de Milão e três anos depois já atuava como gerente técnico da Kartell. Seu trabalho à frente da italiana do plástico ajudou a transformar a empresa em uma das marcas mais tradicionais na produção de mobiliário de policarbonato.

Após 1979, passou a desenvolver peças industriais para outras importantes empresas, como a Alfa Romeo Auto, Arabia–Finland ,Cinelli, Colombo design, JcDecaux, Legrand, Mandarina Duck, Omron Japan, Philips, Olivetti, Vitra e outras. Seus trabalhos se destacam no campo do design, com peças de decoração, e também tecnológicas, como sensores solares e radiadores – tecnologia desenvolvida sempre pensando no design.

Meda fez fama como engenheiro focado no design, o que torna suas criações ao mesmo tempo decorativas e práticas. É que Alberto possui uma mente pragmática. A cargo do desenvolvimento de projetos de móveis e equipamentos de laboratório de plástico da Kartell, ajuda a desenvolver a alta tecnologia aplicada pela marca em seu mobiliário. Estar no laboratório não impediu que Meda assinasse peças de sua própria criação, como a luminária Aledin e as escadas upper.

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A arquitetura de Isabelle Stanislas

A francesa Isabelle Stanislas e seus trabalhos belos e geométricos

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Isabelle Stanislas é uma arquiteta francesa habituada em dividir o palco com outros profissionais do campo artístico – seus projetos são uma mistura contemporânea de arquitetura com arte. Formada em arquitetura pela Faculdade de Belas Artes de Paris, obteve sucesso nos projetos criativos que realizou em conjunto com fotógrafos, paisagistas e artistas ao longo da carreira.

Seu escritório foi aberto na capital francesa em 2001 e desde então Isabelle tem levado seus projetos residenciais e comerciais para mostras internacionais de arquitetura e design, como na Mostra de Arquitetura e Decoração e no Salão do Móvel de Milão – ela é a profissional responsável pela identidade estética de lojas exclusivas como Hermes e Zadig & Voltaire.

Isabelle não se diz uma workaholic, muito embora julgue não haver hora certa para a arquitetura. Mas, segundo ela, a vida deve ter tempo reservado para ser vivida, já que são das experiências diárias que se tira a criatividade para os projetos que desenvolve em seu escritório, projetos arquitetônicos e mobiliários.

Iluminação é um item de extrema importância no trabalho da arquiteta. Segundo ela, é preciso criar um equilíbrio único entre luz e espaço e a iluminação é trabalhada sempre de acordo com os volumes arquitetônicos do ambiente. Um de seus trabalhos que mais chamou a atenção do mundo foi a So Light lâmpadas, que forma desenhos geométricos luminosos e personalizados com o tamanho do ambiente – a peça foi destaque de varias revistas do seguimento em todo mundo após ser exposta no Salão do Móvel de Milão em 2013.

Outro projeto seu que garantiu publicações foi a decoração de um apartamento de 200m² em uma valorizada área próxima ao Museu do Louvre. O apartamento em questão é atualmente sua própria casa. O vizinho Louvre é o principal item da sala, já que suas janelas têm vista para o museu parisiense. Com o objetivo de destacar essa paisagem, as paredes do cômodo foram pintadas com tons claros, em prol do equilíbrio estético com o Louvre.

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Casa Cor inicia os preparativos para a mostra 2017

Foco no essencial: Casa Cor inicia os preparativos para a mostra 2017

Colégio José Carlos de Almeida

Colégio José Carlos de Almeida

O essencial é que é o foco da Casa Cor 2017. Em Goiás, a maior mostra de design está marcada para acontecer ente os dias 12 de maio a 21 de junho no centro de Goiânia. A novidade? Os preparativos para que a mostra acontece nos dias programados já começaram.

No segundo ano consecutivo a exposição volta ao centro da capital goiana e transformará o interior do Colégio José Carlos de Almeida, localizado na Rua 23 em uma casa cheia de design. A escola está desativava, mas faz parte do grupo de prédios Art Deco da capital tombado pelo estado como Patrimônio Histórico. Após autorização, os arquitetos começaram a mexer no espaço, alguns deles com o luxuoso auxílio do Armazém da Decoração.

Os arquitetos ficarão responsáveis pela restauração do edifício que, após o encerramento do evento, abrigará a Conselho Estadual de Educação de Goiás (CEE-GO). “É fundamental a devolução do prédio em um excelente estado [para a comunidade], até porque é uma atitude sustentável. É um compromisso que nós assumimos. É um prédio que temos um carinho muito especial e a gente tem que devolver e entregar ele em excelentes condições”, explicou Eliane em entrevista ao portal G1 Goiás.

A Casa Cor Goiás 2017 contará com 40 ambientes projetados por 54 profissionais. O tema: “Foco no Essencial”. Aguardem…

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Pedra no Céu: Paulo Mendes da Rocha

Paulo Mendes da Rocha é um dos arquitetos mais premiados do Brasil. Seu trabalho cruzou fronteiras, suas linhas marcam a história da arquitetura e seu nome é conhecido nos quatro cantos do mundo. É por […]

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Paulo Mendes da Rocha é um dos arquitetos mais premiados do Brasil. Seu trabalho cruzou fronteiras, suas linhas marcam a história da arquitetura e seu nome é conhecido nos quatro cantos do mundo. É por isto que o designer, arquiteto e professor da USP ganha uma homenagem de dentro de um dos prédios que carrega seu design: a exposição Pedra no Céu realizada pelo Museu Brasileiro da Escultura (Mube) até o dia 2 de julho em São Paulo.

Pedra no Céu é uma alusão às pedras levantadas no céu pelo arquiteto, como a própria sede Mube. A exposição traz mais de 50 obras de 25 artistas que de alguma forma dialogam com o trabalho de Paulo Mendes, como Amilcar de Castro, Carmela Gross, Cildo Meireles e Nuno Ramos. Parte do acervo do Museu de Arte Moderna (MoMa) de Nova York, a maquete do Mube também está na exposição.

“A nossa proposta, ao pensar esta mostra, foi homenagear o trabalho de Paulo Mendes da Rocha”, explicou historiador de arte Cauê Alves, curador da mostra. “Paulo é autor do prédio do Mube, que é um dos dez prédios mais importantes da arquitetura brutalista do mundo”, lembrou.

Segundo os curadores Guilherme Wisnik  e Alves, a mostra se aproxima das referências artísticas de Paulo Mendes da Rocha e de diálogos que ele estabeleceu entre o seu projeto e a produção de artistas como René Magritte e Henry Moore. “A exposição também explora relações entre o museu e a produção contemporânea, seja a partir de contrastes ou de consonâncias. Trabalhos tridimensionais, fotografias, pinturas e desenhos de diversos artistas que se relacionam com arquitetura e elementos estruturais do prédio do museu, como a marquise, as paredes de concreto e a paisagem, estão exibidos”, concluíram.

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Capixaba de nascença e paulistano de vivência, Paulo Mendes da Rocha pertence a um seleto grupo de arquitetos modernistas que movimentaram o design nacional, no Brasil e no exterior. Paulo assumiu uma posição de destaque a partir do premio Pritkzer que recebeu em 2006 e assinou projetos de renome na arquitetura nacional, como o pórtico da praça Patriarca, a reforma da Estação da Luz e o ginásio do Clube Paulistano, além do já mencionado museu Brasileiro da Escultura (Mube).

Graduado em arquitetura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie de São Paulo, desde o início de sua carreira Paulo valorizou uma arquitetura “crua, limpa e clara”, característica que imprimiu também em seus mobiliários. É por esta razão que Paulo é considerado, ao lado de Vilanova Artigas e Le Corbusier, um dos grandes nomes do modernismo.

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As novas Estrelas dos Campanha

Poltrona estrela ganha revestimento em ímã

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O título desta matéria passa a impressão de que estamos anunciando novas peças mobiliárias dos Irmãos Campana, mas a Estrelas em questão já são conhecidas do público. A coleção Estrela foi criada pelos irmãos Fernando e Humberto e se destacou por ser a primeira série de móveis Campanas produzida por uma indústria, a A Lot Of Brasil.

As peças da coleção foram inspiradas no formato das estrelas do mar e acabaram por materializar um desejo antigo dos designers: a criação de uma linha acessível ao público. A parceria com A Lot of Brasil possibilitou que os móveis fossem produzidos com uma escala industrial e, consequentemente, chegassem ao público final com preços mais baixos do que os de costume.

Em abril A Lot of Brasil levou as Estrelas ao Salão do Móvel de Milão e as peças ganharam um plus: a poltrona estrela em balanço e coberta com imãs redondos. Na versão revestida, cada circulo têm um imã, e a peça interage com o usuário – ele pode brincar com o revestimento e esconder os formatos que deram nome à peça.

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O corpo humano e os objetos cotidianos na perspectiva de Erwin Wurm

CCBB mostra 40 obras do artista Erwin Wurm e sua reação entre o corpo e os objetos

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Os objetos e o corpo são temas da mostra do austríaco Erwin Wurm em cartaz no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB) em Brasília. A mostra chegou à capital federal para as comemorações de aniversário da cidade, mas antes estavam em cartaz na capital paulista.

Erwin Wurm apresenta uma série de trabalhos que discute justamente a relação do corpo humano com as coisas, não apenas a partir do físico, mas também de suas camadas psicológicas e espirituais.

Suas obras utilizam um deslocamento de elementos do cotidiano para o campo da arte, reconfigurando objetos familiares como casas, carros, roupas e alimentos para um contexto inesperado, engraçado e ao mesmo tempo crítico em relação à sociedade contemporânea.

Erwin Wurm nasceu na Áustria em 1954 e ficou sobretudo conhecido por seu trabalho com esculturas, inclusive suas esculturas de performance.  Na obra One Minute Sculptures, que apresentou pela primeira vez na Alemanha e que trouxe ao Brasil para a exposição no CCBB, o autor escolhe objetos banais do cotidiano para interagir com o publico.

O autor escolheu as 40 peças que trouxe ao Brasil para tratar de forma crítica da desproporção que os objetos ganham na vida das pessoas. Então quem passar por Brasília até o dia 26 de junho, não perca.

Fonte e Imagem: CCBB

Brasília, Patrimônio Cultural da Humanidade

Há 30 anos Brasília recebia o título de Patrimônio Cultural da Humanidade sendo a única obra contemporânea a ser agraciada com o título

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No último dia 21 de abril a capital federal comemorou 57 anos de idade. Um bebe perto de cidades brasileiras como São Paulo, com 463 anos, e Salvador, com 468 primaveras, ou mesmo cidades europeias que já ultrapassaram um milénio de existência. Mas Brasília tem algo que a torna especial mesmo com poucos anos de vida: sua arquitetura única.

Foram os traços modernistas de Oscar Niemeyer e o urbanismo de Lúcio Costa que fizeram com que a capital brasileira fosse incluída em uma lista preparada pelo periódico britânico The Guardian sobre as cidades mundiais que devem ser visitadas pelos amantes da arquitetura e não é para menos, Brasília parece nascida fora de seu tempo e de qualquer outro tempo.

Foi por isto que em 1987, há exatos 30 anos, a capital brasileira foi tombada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Em 1972, a Unesco criou a Convenção do Patrimônio Mundial, para incentivar a preservação de bens culturais e naturais considerados significativos para a humanidade.

Não é apenas um organismo internacional que pode tombar uma cidade ou um prédio, além da Unesco, os municípios, estados e a União podem tombar um monumento. O tombamento é definido pelo Direito brasileiro como uma das formas de intervenção do Estado na propriedade privada, já que uma vez tombado como patrimônio histórico, os prédios atingidos pelo ato enfrentam uma série de burocracias para sofrer pequenas intervenções – tudo deve ser aprovado pelo ente tombador.

Mas diante da importância arquitetônica de todo o Plano Piloto de Brasília, a Unesco entendeu que sua preservação deveria ser mundial e a tombou como Patrimônio Cultural da Humanidade. Por ser um marco da arquitetura e urbanismo modernos, Brasília é detentora da maior área tombada do mundo – 112,25 km² – e foi inscrita pela Unesco na lista de bens do Patrimônio Mundial em 7 de dezembro de 1987, sendo o único bem contemporâneo a merecer essa distinção.

Ao lado de Brasília, outras cidades possuem bens igualmente tomabos pelo órgão da ONU: o  Centro Histórico de Olinda (PE), as Ruínas de São Miguel das Missões (RS), o Centro Histórico de Salvador (BA), o Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos em Congonhas do Campo (MG), o Parque Nacional Serra da Capivara (PI),  o Centro Histórico de São Luís do Maranhão, o Centro Histórico de Diamantina (MG), Centro Histórico da Cidade de Goiás, a Praça de São Francisco em São Cristóvão (SE), as paisagens do Rio de Janeiro, e o Conjunto Moderno da Pampulha.
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Imagens: Unesco / Ron Van Oers

Ferruccio Laviani: da madeira ao plástico

O italiano Ferruccio Laviani atua como diretor artístico da Kartell desde 1991 e empresta seu tempo também para desenvolver incríveis peças mobiliárias

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Hoje o Blog AZ apresenta o arquiteto italiano Ferruccio Laviani. Ferruccio nasceu na Cremona, interior da Itália, em 1960 e 26 anos mais tarde recebeu diploma do Politécnico de Milão em arquitetura. O resto da sua história é conhecido do público que ama o design italiano.

Ferruccio Laviani assinou seu nome em trabalhos de importantes marcas, a principal delas é a Kartell, empresa para a qual atua como diretor artístico há quase três décadas. No início de sua carreira, atuou ao lado de Michele De Lucchi, mas em 1991 decidiu abrir seu próprio estúdio em Milão.

Seu trabalho vai do design moveleiro, passando pela arquitetura e chegando à curadoria de museus – em 2015, Laviani desenvolveu um novo conceito para o museu da Kartell em Noviglio. No design de móveis, suas peças são bastante versáteis. É que Ferruccio Laviani trabalha com todos os tipos de materiais e todos os estilos: da madeira ao plástico.
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Suas peças feitas em parceria com a Kartell chamam a atenção do mundo. Algumas, inclusive, já são conhecidas aqui do Blog AZ, como as luminárias e as peças da Kartell Kids. Destaque do Isaloni 2016, outra peça que se destacou entre as demais foram as Luminárias KABUKI, moldadas por injeção e feitas em fibra de carbono com furinhos que permitem a passagem da luz.

Com a madeira e o tecido, Ferruccio Laviani já criou sofás, mesas e aparadores. Uma de suas coleções de maior sucesso com a madeira foi a Good Vibrations, menos pelo design de sua estrutura e mais pela criatividade.  Good Vibrations foi projetada para replicar um mau funcionamento digital.
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Imagens: Divulgação

Mesa de jantar Magma / Design é Meu Mundo

Design é Meu Mundo: Jacqueline Terpins

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“Me interessam todos os materiais que possam ser moldados em alta temperatura”, confessa Jacqueline Terpins. Jacqueline ficou conhecida pelas peças que realçam o movimento original do cristal e abusam das formas do vidro.

Nascida na Paraíba, Jacqueline formou-se em Comunicação Visual na Escola de Belas Artes da UFRJ, e trabalha com matérias-primas superaquecidas a mais de 20 anos. Talvez seja esta a razão de suas peças parecerem obras de arte. O movimento que as altas temperaturas provocam em certas estruturas faz do trabalho de Terpins um mobiliário único. Exemplo da exuberância das altas temperaturas – suas peças chegam a ser aquecidas a mais de 1000ºC – é a mesa de jantar Magma.

Jacqueline deu suaves contornos à estrutura de aço Corten – uma espécie de aço patinável que possui em sua composição elementos que melhoram as propriedades anticorrosivas, o que o torna material útil na construção civil, já que apresenta, em média, três vezes mais resistência à corrosão que o aço comum. Aço Corten ficou responsável pela estrutura da mesa. Seu tampo fica sob a responsabilidade do quartzo proveniente do Espírito Santo.

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