Memória afetiva

Andréia Rocha Lima transforma sua memória afetiva em uma delicada brinquedoteca cheia de design

(Foto: divulgação)No coração de Paris, entre o terceiro e o quarto arrondissement, mais especificamente no bairro Marais, está um dos ambientes da 21ª edição da Casa Cor Goiás. O endereço da mostra este ano continua sendo o centro de Goiânia, mas é que não podemos falar na brinquedoteca Villa Kids sem nos transportarmos para a cidade da luz.

Explico! O ambiente da designer Andréia Rocha Lima foi inspirado em uma loja de brinquedo da capital francesa. Por quê? “Busquei na minha memória o lugar mais lúdico e acabei sendo levada, pela lembrança, a esta loja de brinquedos no Marais que me transportou para um lugar muito bom da minha memória”, explicou a designer ao Blog AZ. A junção da bela cidade da luz em um espaço dedicado à brincadeiras faz com que o ambiente reunisse lúdico e requinte bem ao estilo parisiense.

A materialização da memória afetiva de Andréia Rocha Lima nos transporta para Paris. Se a ideia era trazer o design para a brincadeira, a junção deu jogo. Em sua segunda participação na mostra, Andréia conseguiu criar em um ambiente de 42m² um espaço descontraído para crianças e belo para os adultos. O ambiente respira design. Aquilo que não possui assinatura de renome foi desenhado ou customizado por ela.

Em sua composição, madeiras naturais e industriais se misturam a um mobiliário de design reconhecido. No elenco que forma a brinquedoteca estão o Espelho Chuva de Léo Romano, balanços Tidelli, a Estante Floresta de Pedro Useche e Paulo Alves, a luminária Caruaru de Marcelo Rosembaum e móveis desenhados pela própria Andréia e desenvolvidos em madeira. Como plano de fundo, chama a atenção uma instalação artística assinada pela Masi Artes.

Essencial é o foco da Casa Cor 2017. Para Andreia, o essencial está na alma e foi com alma que projetou seu espaço. Cada cantinho da Villa Kids tem sentimento, como nos desenhos dos filhos da designer transformados em quadros de decoração e pendurados na parede do ambiente e nas boas memórias da loja de brinquedos do Marais transformados em uma brinquedoteca de design lúdico, leve e delicado.

(Foto: Marcus Camargo)

(Foto: Marcus Camargo)

Alberto Meda e a tecnologia do design

Formado em engenharia mecatrônica, Alberto Meda usa a tecnologia em prol do design

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Alberto Meda nasceu em Tremezzina, interior da Itália. Aos 24 anos, formou-se em engenharia mecânica na Politécnica de Milão e três anos depois já atuava como gerente técnico da Kartell. Seu trabalho à frente da italiana do plástico ajudou a transformar a empresa em uma das marcas mais tradicionais na produção de mobiliário de policarbonato.

Após 1979, passou a desenvolver peças industriais para outras importantes empresas, como a Alfa Romeo Auto, Arabia–Finland ,Cinelli, Colombo design, JcDecaux, Legrand, Mandarina Duck, Omron Japan, Philips, Olivetti, Vitra e outras. Seus trabalhos se destacam no campo do design, com peças de decoração, e também tecnológicas, como sensores solares e radiadores – tecnologia desenvolvida sempre pensando no design.

Meda fez fama como engenheiro focado no design, o que torna suas criações ao mesmo tempo decorativas e práticas. É que Alberto possui uma mente pragmática. A cargo do desenvolvimento de projetos de móveis e equipamentos de laboratório de plástico da Kartell, ajuda a desenvolver a alta tecnologia aplicada pela marca em seu mobiliário. Estar no laboratório não impediu que Meda assinasse peças de sua própria criação, como a luminária Aledin e as escadas upper.

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A arquitetura de Isabelle Stanislas

A francesa Isabelle Stanislas e seus trabalhos belos e geométricos

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Isabelle Stanislas é uma arquiteta francesa habituada em dividir o palco com outros profissionais do campo artístico – seus projetos são uma mistura contemporânea de arquitetura com arte. Formada em arquitetura pela Faculdade de Belas Artes de Paris, obteve sucesso nos projetos criativos que realizou em conjunto com fotógrafos, paisagistas e artistas ao longo da carreira.

Seu escritório foi aberto na capital francesa em 2001 e desde então Isabelle tem levado seus projetos residenciais e comerciais para mostras internacionais de arquitetura e design, como na Mostra de Arquitetura e Decoração e no Salão do Móvel de Milão – ela é a profissional responsável pela identidade estética de lojas exclusivas como Hermes e Zadig & Voltaire.

Isabelle não se diz uma workaholic, muito embora julgue não haver hora certa para a arquitetura. Mas, segundo ela, a vida deve ter tempo reservado para ser vivida, já que são das experiências diárias que se tira a criatividade para os projetos que desenvolve em seu escritório, projetos arquitetônicos e mobiliários.

Iluminação é um item de extrema importância no trabalho da arquiteta. Segundo ela, é preciso criar um equilíbrio único entre luz e espaço e a iluminação é trabalhada sempre de acordo com os volumes arquitetônicos do ambiente. Um de seus trabalhos que mais chamou a atenção do mundo foi a So Light lâmpadas, que forma desenhos geométricos luminosos e personalizados com o tamanho do ambiente – a peça foi destaque de varias revistas do seguimento em todo mundo após ser exposta no Salão do Móvel de Milão em 2013.

Outro projeto seu que garantiu publicações foi a decoração de um apartamento de 200m² em uma valorizada área próxima ao Museu do Louvre. O apartamento em questão é atualmente sua própria casa. O vizinho Louvre é o principal item da sala, já que suas janelas têm vista para o museu parisiense. Com o objetivo de destacar essa paisagem, as paredes do cômodo foram pintadas com tons claros, em prol do equilíbrio estético com o Louvre.

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Ferruccio Laviani: da madeira ao plástico

O italiano Ferruccio Laviani atua como diretor artístico da Kartell desde 1991 e empresta seu tempo também para desenvolver incríveis peças mobiliárias

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Hoje o Blog AZ apresenta o arquiteto italiano Ferruccio Laviani. Ferruccio nasceu na Cremona, interior da Itália, em 1960 e 26 anos mais tarde recebeu diploma do Politécnico de Milão em arquitetura. O resto da sua história é conhecido do público que ama o design italiano.

Ferruccio Laviani assinou seu nome em trabalhos de importantes marcas, a principal delas é a Kartell, empresa para a qual atua como diretor artístico há quase três décadas. No início de sua carreira, atuou ao lado de Michele De Lucchi, mas em 1991 decidiu abrir seu próprio estúdio em Milão.

Seu trabalho vai do design moveleiro, passando pela arquitetura e chegando à curadoria de museus – em 2015, Laviani desenvolveu um novo conceito para o museu da Kartell em Noviglio. No design de móveis, suas peças são bastante versáteis. É que Ferruccio Laviani trabalha com todos os tipos de materiais e todos os estilos: da madeira ao plástico.
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Suas peças feitas em parceria com a Kartell chamam a atenção do mundo. Algumas, inclusive, já são conhecidas aqui do Blog AZ, como as luminárias e as peças da Kartell Kids. Destaque do Isaloni 2016, outra peça que se destacou entre as demais foram as Luminárias KABUKI, moldadas por injeção e feitas em fibra de carbono com furinhos que permitem a passagem da luz.

Com a madeira e o tecido, Ferruccio Laviani já criou sofás, mesas e aparadores. Uma de suas coleções de maior sucesso com a madeira foi a Good Vibrations, menos pelo design de sua estrutura e mais pela criatividade.  Good Vibrations foi projetada para replicar um mau funcionamento digital.
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Imagens: Divulgação

SP-Arte acontece entre os dias 6 e 9 de abril

Semana de arte de São Paulo começa a se movimentar com a 13ª edição da SP-Arte, que acontece entre os dias 6 e 9 de abril

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Ontem anunciamos o início da Semana de Design de Milão, mas não é apenas a cidade italiana que respira arte nesse início de abril. Amanhã São Paulo recebe mais uma edição da Festival Internacional de Arte de São Paulo (SP-Arte), feira onde as galerias recebem colecionadores e amantes da arte para mostrar o que artistas brasileiros e internacionais feito de novo no seguimento.

São Paulo é considerada uma das dez cidades mais importantes do mundo quando o tema é arte. Foi por isso que em 2005 foi criada a SP-Arte. Em 2017 a feira completa 13 edições e será realizada entre os dias 6 e 9 de abril no Pavilhão da Bienal Parque Ibirapuera.

Este ano, o evento reúne mais de 120 galerias de arte moderna e contemporânea do Brasil e do mundo. “O nosso trabalho, ao longo de mais de uma década, foi sempre no sentido de democratizar o acesso à arte, trabalhando pela formação de novos apreciadores e colecionadores, fazendo circular ideias e informações, divulgando eventos e exposições, criando prêmios de incentivo e ações como o Gallery Night, que têm como foco ocupar a cidade com arte e convidar o público a transitar por bairros paulistanos, visitando galerias e museus”, afirma Fernanda Feitosa, diretora e fundadora da SP-Arte.

Na abertura da semana do Festival, SP-Arte e Videobrasil unem forças para apresentar no Galpão VB a mostra “Nada levarei quando morrer, aqueles que me devem cobrarei no inferno”, que conta com uma seleção de trabalhos em vídeo de artistas brasileiros centrais da cena contemporânea.
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Design

A feira também dá destaque ao design mobiliário, iluminação, antiquário e objetos, que foi sucesso de crítica e público na mostra de 2016 – ano que a feira estreou na exposição deste seguimento. Este ano, a SP-Arte expõe o melhor da produção nacional em sua segunda edição da SP Design. Estarão presentes galerias como ETEL e Hugo França e ainda o SP Design apresenta artistas icônicos como Sergio Rodrigues, Zanine Caldas, Lina Bo Bardi e Jorge Zalszupin e também novos destaques da geração contemporânea como Zanini de Zanine, Jader Almeida e Irmãos Campana.
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Informações e imagem: Assessoria SP-Arte

Formas e flores

O italiano Fabio Novembre transita entre a arte e o design

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Fabio Novembre sabe valorizar a cultura e a arte quando o assunto é design. Na verdade, seu compromisso com o design é um compromisso artístico e o arquiteto sabe muito bem transitar entre os dois campos de atuação e uni-los em seus trabalhos.

Nascido em Lecce, interior da Itália, mudou-se para Milão em 1984 onde se formou em Arquitetura na Politécnica. Continuou desbravando o campo da imagem quando, já morando em Nova York, cursou cinema na NYU. “Como se eu fosse pólen, eu me deixei ir com o vento, convencido de que sou capaz de seduzir tudo que me rodeia”, diz o arquiteto em seu site, ao falar sobre si mesmo.

E o vento o levou para vários cantos do mundo. No design e na arquitetura, seu trabalho pode ser encontrado nos EUA, Europa e Ásia. No design moveleiro, acabou desenhando para importantes marcas, como a Cappellini, Driade e Kartell.

Him&Her

Him&Her

Se trabalho chamou a atenção do mundo com o projeto “Corpos Nus” exposto na Feira de Móveis de Milão em 2011. O designer confessa ser obcecado pelo nu feminino e acabou transformando sua obsessão em inspiração. O resultado pode ser visto nas cadeiras Him & Her com formato da parte inferior do corpo humano nu de um homem e de uma mulher.

Para a Kartell, desenvolveu algumas peças em policarbonato. A última delas foi uma lanterna lançada em 2016. “Desde os meus dias de estudante, aprendi que quando projetamos, fazemos isso com outras pessoas em mente, mas desta vez eu falhei: essa lanterna é para mim”, explica em seu site. A lanterna é uma leitura contemporânea dos antigos lampiões.

Em 2011 lançou com a Kartell um vaso e uma peça decorativa batizada de “O.K”.  “OK se tornou o princípio positivo universal associado com o gesto da mão fechada com o polegar apontando para cima”, explica sobre sua obra, feita com a representação de um dedo polegar apontado para cima. “Esse polegar oponente significa que o homem é capaz de qualquer tipo de aderência e distingue os primatas dos outros animais. Neste momento de escuridão, tentar congelar esse gesto pressionando-o em um cubo de policarbonato transparente produzido por moldagem rotacional tem valor propiciatório”, conclui.

Mas sua primeira peça Kartell foi a Flor de Novembre, uma brincadeira com seu nome e o formato da mesa. Segundo Fabio, sua flor favorita é aquela nascida no meio da chuva e do sol com as cores do arco-íris. Foi assim que desenhou sua mesa em flor.

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The Rainbow Thieves

The Rainbow Thieves

Fleur de Novembre Kartell

Fleur de Novembre Kartell

Vase Kartell

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Lantern Kertell

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Imagens: Fabio Novembre (divulgação)

Os designs de Jayme Bernardo

Jayme Bernardo atua em três frentes: eventos, móveis e arquitetura

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Já falamos no trabalho desse designer antes, quando destacamos a mesinha Toy na coluna Design é Meu Mundo. Mas não é apenas do lúdico que sobrevive Jayme Bernardo. Na verdade, o designer passeia por várias formas de criação e com mais de 30 anos de experiência, não poderia ser diferente: arquitetura, móveis e eventos são as especialidades de Bernardo.

Nascido em São Paulo, Jayme Bernardo mudou-se para o sul e lá deu os primeiros passos da carreira. Formou-se em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Paraná e em Curitiba abriu seu escritório de arquitetura. Foi de Curitiba que Jayme Bernardo se apresentou ao mundo e atualmente seu escritório conta com filiais em São Paulo e Miami.

O que começou com a paixão pelo desenho e a criação de espaços internos, se transformou em uma profissão de vários campos. Jayme Bernardo foi convidado por um amigo para assinar a decoração de seu casamento e o que seria uma experiência de uma vez só acabou transformando o designer em produtor de eventos sociais.

Mas seu trabalho não para por ai. O arquiteto passou a desenvolver uma linha de mobiliário com a assinatura Jayme Bernardo Designer. “Penso nas peças sempre de forma holística, levando em conta a pessoa que vai usá-las e o ambiente em que serão inseridas”, explica Jayme.
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Imagens: Jayme Bernardo (divulgação)

Cientistas criam madeira transparente em laboratório

Centro de Pesquisa em Madeira da Suécia desenvolve tecnologia química que transforma madeira em um material transparente

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A madeira é um dos materiais mais usados no design moveleiro por sua beleza, praticidade e sustentabilidade. No quesito beleza, a madeira ganha um ponto a mais com as descobertas tecnológicas. É que pesquisadores suecos acabaram de criar madeira transparente nas salas de seus laboratórios.

A invenção, ao estilo bem futurista, foi desenvolvida pelo Real Instituto de Tecnologia sueco (Kungliga Tekniska Högskolan – KTH) em Estocolmo. O Centro de Ciência da Madeira, do instituto, vinha tentando achar formas de “descolorir” o material e transformá-lo em uma espécie de vidro.

A descoberta foi puramente química. Os pesquisadores desenvolveram um processo de remoção da lignina (macromolécula encontrada nas plantas terrestres, associada à celulose, cuja função é conferir rigidez, impermeabilidade e resistência às plantas), tornando a madeira branca. Em seguida, a superfície branca é revestida com polímero transparente de propriedades óticas, tornando a madeira transparente.

A ideia, embora bela, não se resume apenas ao design. Segundo Lars Berglund, chefe do departamento, o material reduzirá os custos de implantação de painéis solares em superfícies extensas. Ou seja, telhados e paredes de madeira podem se tornar placas solares para captação de energia.

“A madeira transparente é um excelente material para substituir o vidro na confecção de painéis solares, uma vez que ela é produzida a partir de um recurso barato, abundante e renovável”, explicou o pesquisador à BBC Brasil.

A madeira transparente já tinha sido desenvolvida anteriormente em pequenas dimensões, mas a descoberta sueca possibilita sua produção em escala comercial. Os cientistas garantiram que a técnica pode ser aplicada a qualquer tipo de madeira.

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Netflix lança série sobre design

Netflix lança a série “Abstract – The art of Design”, que conta a história de sete profissionais de vários ramos do design

A forma como as pessoas veem o mundo é criação do design. A Netflix decidiu contar sobre como os designers veem o mundo e o resultado desta visão em seus trabalhos. Essa narrativa fica a cargo da série documental original do canal online “Abstract – The art of Design”, que será lançado no próximo dia 10 de fevereiro.

Para a primeira temporada, o produtor executivo da série Scott Dadich – que é também editor chefe da revista de design e tecnologia Wired – escolheu sete profissionais para serem protagonistas de pequenos filmes.  Cada média metragem marcará um episódio da temporada narrando em forma de documentário a vida e a visão de mundo de profissionais do design.

Os primeiros escolhidos foram o arquiteto Bjarke Ingels, a designer de interiores Ilse Crawford, o ilustrador Christoph Niemann, o cenógrafo Es Devlin), a designer gráfica Paula Scher, o fotógrafo Platon, o designer de carros Ralph Gilles e Tinker Hatfield, designer de produtos da Nike.

“O que importa é a história, a mensagem, o sentimento, a conexão. É o design” narra o primeiro trailer divulgado. O objetivo da série é mostrar a importância e o alcance do design na vida das pessoas, ainda que nem elas percebam.

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Emoção em uma joia

Love Project captura emoções e entrega joias

Quando tecnologia e design se juntam, as possibilidades são infinitas (e muito criativas). Foi assim com o projeto da agência DDB de Hong Kong que o Blog AZ contou na reportagem Tecnologia a serviço do design – eles desenvolveram um aplicativo para que anéis pudessem ser feitos a partir do batimento cardíaco das pessoas. No Brasil, um projeto similar entrega um resultado ainda maior: a emoção em forma de joia.

O projeto foi batizado de Aura Pendente (Aura Pendant: Love Project), criado em 2013 pelos por Guto Requena, Edson Pavoni, João Marcos de Souza e Eduardo Dias. Antes de partirem para a parte criativa do design, os sócios se juntaram para criar um aplicativo capaz de capturar os sentimentos.

O app de celular tem o objetivo de materializar as histórias de amor. É que dois sensores, um de voz e outro de batimento cardíaco, são ativados no aparelho celular para captar e interpretar as emoções expressas enquanto a pessoa revive sua história de amor.
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O aplicativo grava as entonações na voz e o ritmo do batimento cardíaco com todas as suas alterações que representam a emoção sentida pela pessoa e a transforma em um pingente de ouro maciço 18k. A mágica de transformar sentimento em joia é função exercida também pela tecnologia. É que uma impressora 3D é a responsável por materializar as histórias de amor contadas para o aplicativo.

“A ideia do projeto era unir sentimentos e tecnologias e transforma-los em objetos vestíveis que investiguem processos de criação colaborativa e de fabricação na Era Digital” explica Guto Requena. Segundo Edson Pavoni, o projeto visa resinificar a maneira de presentear a outra pessoa com joias, ou seja, com objetos que realmente tenham verdadeiro valor sentimental.

O projeto que deu origem à Aura Pendente, chamado de Love Project, partiu de uma premissa parecida. Pessoas narravam para um dispositivo suas histórias de amor – qualquer amor – e suas emoções eram impressas em 3D. O projeto teve início em 2013 e como resultado, diversas manda-las únicas ganharam vida. Os pendentes, em ouro, custam R$3.200,00.
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