A elegância formal de Giuseppe Scapinelli

Italiano radicado no Brasil, Giuseppe Scapinelli se destacou como um dos principais nomes do modernismo mobiliário

Modernista de linhas sinuosas, o italiano Giuseppe Scapinelli escolheu o Brasil como segunda pátria e, ao lado de nomes como Sergio Rodrigues, Joaquim Tenreiro e Lina Bo Bardi, conquistou o título de mestre do design moveleiro nacional.

A importância de seu trabalho foi exposta por Sérgio de Campos no livro Giuseppe Scapinelli 1950: o Designer da Emoção. Sérgio vê o trabalho de Giuseppe como um modernismo afastado do racionalismo europeu. Para ele, o designer assumiu uma linha mais humanista da modernidade.

O que se vê do trabalho do italiano de raízes brasileiras é a atemporalidade. Suas peças são impactantes e, em alguns casos, até futuristas. Exemplo desse trabalho é a Poltrona GS. GS é filha das cadeiras de mesmo nome criadas na década de 1940 e atualmente reeditadas pela Etel Interiores.

A peça, assim como grande parte do trabalho de Giuseppe Scapinelli, foi lapidada na madeira. Scapinelli foi um multiartista, trabalhou como pintor escultor e moveleiro até sua morte, em 1982 em São Paulo.

Pedro Lazaro organiza exposição “SER” Moderno

O Museu de arte da Pampulha recebe exposição “SER” Moderno de curadoria de Pedro Lazaro e peças da Etel Interiores

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Arquitetura Arte e Design estão no centro da arte em Belo Horizonte este mês. É que o arquiteto Pedro Lazaro é o curador responsável pela exposição “Ser Moderno”, que acontece no Museu De Arte da Pampulha a partir do próximo domingo (28).

A exposição faz parte da Casa Cor Minas 2016, que este ano fugiu da programação tradicional e chega ao emblemático edifício criado originalmente para ser um cassino e se tornou nossa grande referencia artística nos últimos 60 anos.

Com uma nova proposta expositiva, a proposta curatorial busca um diálogo entre arquitetura, arte e design a partir dos ideais modernistas desde suas origens até seus desdobramentos contemporâneos.

A mostra conta com a parceria da Etel Interiores e apresenta peças icônicas do design nacional, com destaque para as poltronas Adriana, mesa Chanceler e Sofa 801 de Zalszupin e da Poltrona Sao Conrado de Claudia Moreira Salles.

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Informações: Pedro Lazaro

 

Lina Bo Bardi por Etel

Etel anunciou parceria com o Instituto Lina Bo e P. M. Bardi para reeditar peças criadas por uma das maiores arquitetas brasileiras

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A italiana Achillina Bo, mais conhecida como Lina Bo Bardi a modernista que projetou o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP) 20 anos após sua chegada ao Brasil, passou a fazer parte da história da Etel Interiores. A criatividade da arquiteta formada pela Universidade de Roma está sendo reeditada. Foram selecionadas peças emblemáticas que remetem à carreira da designer e arquiteta, que, ainda hoje, é considerada uma das maiores do Brasil.

Lina nasceu em Roma em 1914, mas aos 22 anos de idade adotou Brasil como seu país e se naturalizou brasileira. Aqui, Lina Bo Bardi amadureceu sua interpretação pessoal do modernismo e atuou também como designer de produção, curadora, professora, ilustradora, decoradora e designer de moda.

No campo do design, Lina Bo Bardi priorizou a produção artesanal misturando-a com seu inconfundível estilo modernista. Ao lado de Giancarlo Palanti, Lina fundou uma pequena fábrica de móveis, a Pau Brasil, responsável pela produção de suas obras. Entre essas obras, estão as peças que Etel está reeditando, como a cadeira de balanço e as cadeiras de auditório – estas criadas especialmente para ocupar o MASP.

São de Lina também o Museu de Arte Moderna da Bahia, do SESC Pompeia e da sua Casa de Vidro que, atualmente se tornou sede do Instituto que leva seu nome. Foi por meio de uma parceria do Instituto Lina Bo e P. M. Bardi que a Etel pode reeditar suas peças. Os móveis foram lançados em um evento na manhã do último dia 22 na Casa de Vidro, em São Paulo, mês em que é celebrado os cem anos da arquiteta.

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Poltrona Adriana: tesouro esquecido de Zalszupin

Poltrona Adriana ficou esquecida na garagem de Zalszupin até ser reeditada pela Etel em 2011

Poltrona Adriana
Já fomos apresentados a Jorge Zalszupin e sabemos bem o que esse polonês radicado no Brasil é capaz de fazer quando o assunto é design, então não é de se espantar que a Etel Interiores tenha descoberto um tesouro quando reeditou um clássico do designer da década de 1960: a Poltrona Adriana.

O designer nasceu em 1922 na Polônia, mas não ficou muitos anos nas terras geladas de seu país. Em 1945 o arquiteto terminou os estudos quando o mundo terminava mais uma guerra mundial. Após algumas escalas em países europeus, Jorge chegou ao Brasil e aqui fixou residência.

Em maio às descobertas modernistas, ao clima desenvolvimentista criado por Juscelino Kubichecke e longe da guerra, Jorge Zalszupin encontrou um terreno fértil para criar e desenvolver sua arquitetura vanguardista. No campo do design também mostrou seu know-how. Sua entrada na criação de móveis foi quase que natural e seus objetos de design passaram a fazer parte de quase todos os prédios oficiais do governo na recém-nascida Brasília.

Em 1962, Jorge desenhou o primeiro original da Poltrona Adriana que, curiosamente, ficou esquecida em sua garagem por anos. Dai a razão pela qual a releitura da peça, pela Etel interiores, foi realmente o encontro de um tesouro esquecido.

Passaram 50 anos do primeiro esboço da cadeira quando a filha de Zalszupin, em busca de objetos para compor uma mostra dedicada ao arquiteto, encontrou a peça em 2011. A poltrona estava machucada pelo tempo, mas logo foi reconhecida como uma joia do design.

Após receber atenção e os cuidados da Etel, a peça passou por um processo de restauração que durou mais de seis meses. O nome foi uma homenagem à Verônica, herdeira de Zalszupin responsável por encontrar a peça. Ela deu o original à sua filha, Adriana, que se encantou com móvel. Foi assim que a neta de Zalszupin, filha de verônica, acabou emprestando seu nome à poltrona.

Poltrona Brasiliana / Jorge Zalszupin

Mais uma reedição de sucesso da Etel Interiores, a Poltrona Brasiliana foi criada em 1965 por Jorge Zalszupin

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Um acaso de sorte, principalmente para os amantes do mobiliário brasileiro, uniu Etel Carmona e Jorge Zalszupin transformando Jorge em parte essencial do corpo de designers e reedições da marca de Etel. Para a designer, reeditar é uma questão de princípio, “quando reeditamos tornamos vivo o móvel, em uma linha do tempo desfeita propositalmente”, revelou a designer em um texto sobre sua parceria com o polonês Jorge Zalszupin e as reedições do seu trabalho.

O Design é Meu Mundo passeia hoje por mais uma dessas belas peças do designer polonês para a brasileira Etel Interiores. Criada em 1965, a Poltrona Brasiliana foi uma homenagem de Jorge à nova capital brasileira. Dona de formas harmônicas, da poltrona foi possível desenvolver um sofá de mesmo design.

Confeccionada à época em jacarandá, a Brasiliana foi o traço de modernismo que Jorge Zalszupin deu ao mobiliário brasileiro com o objetivo de fazer com que as peças seguissem o estilo de sua arquitetura ímpar. As curvas simples e delicadas da poltrona ganharam em 2013 uma nova edição da Etel Interiores que chegou com exclusividade a Goiânia na loja da AZ.

 

Sofá Brasiliana

Sofá Brasiliana

Poltrona Brasiliana

Poltrona Brasiliana

 

No Divã da Etel

Divã Yung / Etel Carmona

Diva Etel
Yung, ou, no bom alemão, Carl Gustav Jung foi um psiquiatra suíço que fez bom uso do mais famoso sofá da história da psicanálise, o Divã. Yung fundou a psicologia analítica e desenvolveu os conceitos da personalidade extrovertida e introvertida e o inconsciente coletivo. Qualquer semelhança não é mera coincidência. A peça criada por Etel Carmona, assim como os conceitos criados pelo psicanalista, são a medida certa entre a extrovertida descontração com a introvertida elegância.

Estruturado em base de madeira maciça, o Diva Yung nada mais é do que uma bela espreguiçadeira para dar mais graça em seu jardim. Com encosto e pés que regulam a altura, o Diva Yung coleciona em sua lista de adjetivos também o conforto. O toque final na elegância fica a cargo do tecido de couro branco que cobre toda a parte superior da peça. Carl Jung teria de concordar que o Divã Yung é uma bela definição de inconsciente coletivo do bom gosto.

Diva Diva Yung

Poltrona Saquarema / Carlos Motta

Etel Interiores reedita as poltronas Saquarema do designer Carlos Motta

Poltrona Saquarema
“Comecei meu trabalho com design em 1975. Navego durante longo tempo nessa deliciosa profissão de desenhar e executar móveis de madeira, sofisticados, bem acabados e com responsabilidades ambiental e social”, conta Carlos Motta, o designer surfista que conquistou o mundo moveleiro quando passou a tridimencionalizar seus projetos no Atelier Carlos Motta, na Vila Madalena.

“Num fim de tarde de outubro de 1988, voltando do meu Atelier para casa, parei e desci da minha bicicleta para reparar em um novo estabelecimento em Pinheiros. Era um belo galpão, recheado de móveis e objetos de madeira, maravilhosos. Percebi que ali estava um novo e forte concorrente, fazendo móveis e objetos impecáveis, de bom gosto”, relatou o designer sobre seu primeiro encontro com a Etel.

Etel e Carlos não se tornaram concorrentes, se tornaram parceiros. O design de Carlos Motta passou a fazer parte da lista de móveis produzidos pela marca de Etel Carmona, como a linha tema de hoje: família de móveis Saquarema.
Poltrona Saquarema giratória

Em 2006 Carlos deu vida à família de móveis de madeira formada por cadeira sem braço, cadeira com braço, poltrona fixa, poltrona giratória e ottoman e o Design é Meu Mundo dessa sexta-feira escolheu um membro dessa família para apresentar à vocês. A Poltrona Saquarema foi projetada em madeira maciça sucupira, freijó ou de redescobrimento – peroba de demolição – assento, encosto e braços estofados com couro tudo construído com as técnicas de marcenaria tradicional, especialização de Carlos Motta.

A Poltrona Saquarema, que pode ser encontrada com quatro pés ou em base giratória, foi reeditada Etel Interiores. “Confesso que fiquei bastante enciumado de ver minha cadeira sendo produzida em outro lugar, mas também confesso que estou muito feliz de ver as peças sendo feitas com o mesmo carinho, o mesmo respeito e mais do que tudo, com a mesma responsabilidade ambiental e social”, disse Carlos Motta na época em que a Etel passou a produzir suas poltronas.

Poltrona Saquarema fixa Poltrona Saquarema G

Design é Meu Mundo / Oscar Niemeyer

As curvas livres e sensuais de Oscar Niemeyer passaram do concreto para a madeira em peças reeditadas pela Etel Interiores

Que tal começarmos o ano fechando a série do Design é Meu Mundo dedicado à Etel?! E ninguém melhor do que o celebrado arquiteto que levou o modernismo brasileiro para as principais capitais do mundo. Sim, estou falando de Oscar Niemeyer. Carioca nascido em 1907, o arquiteto foi responsável por desenvolver a arquitetura moderna com traços tão peculiares que seus prédios são reconhecidos mesmo por aqueles que não são da área do design.

O nome de Niemeyer já circulava o mundo antes mesmo dele se unir ao seu ex-chefe de estágio da época de estudos na Escola Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro (a atual UFRJ), Lúcio Costa, na construção da nova capital. Seu primeiro grande trabalho, uma série de edifícios na Pampulha, em Belo Horizonte, colocou seu nome em evidência. A críticas nacionais e estrangeiras, todas favoráveis, renderam ao arquiteto convites para ensinar na Universidade Yale e na Escola de Design da Universidade Harvard.

Desta data em diante os projetos de Oscar Niemeyer passaram a integrar a arquitetura das grandes cidades do Brasil e do mundo. Mas arquitetura era pouco para a mente criativa de Oscar. O arquiteto, em seus 104 anos de vida, se dedicou também à literatura, escultura e, claro, ao design.

Niemeyer também projetou peças de mobiliário na década de 1970, levando à madeira as curvas que aplicava no concreto. Junto com sua filha Anna Maria, Oscar Niemeyer projetou o mobiliário do Palácio da Alvorada, da Sede do Partido Comunista Francês e alguns outros móveis comercializados na mesma década. Os móveis de Niemeyer foram expostos em diversos museus brasileiros e salões e feiras internacionais e reeditados pela Etel interiores. Agora Oscar Niemeyer pode fazer parte da sua decoração.

Cadeira de Balanço Rio por Oscar Niemeyer

Cadeira de Balanço Rio por Oscar Niemeyer

 

“Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein”.

Oscar Niemeyer

 

Ricardo Fasanello / Design é Meu Mundo

A última sexta-feira do ano encerra a tarde com as elegantes peças de mobiliário de Ricardo Fasanello, releitura da Etel Interiores

Ricardo Fasanello (Foto: Márcia Ramalho)

Ricardo Fasanello (Foto: Márcia Ramalho)

Para completar o time fera da Etel Interiores, o Design é Meu Mundo da última sexta-feira do ano traz mais um designer da lista de releituras da marca. Autodidata, o paulista Ricardo Fasanello iniciou sua carreira no final da década de 1950, com ainda 20 anos de idade, desenhando baratinhas, os famosos automóveis conversíveis que fizeram sucesso nos Anos Dourados. Na década seguinte Ricardo migrou dos grandes móveis para os que ficam dentro de casa, mudou-se para o Rio de Janeiro e começou a desenhar peças de mobiliário.

Foi no ateliê em Santa Teresa, hoje administrado por seus filhos, que Ricardo Fasanello traçou as primeiras linhas dos mobiliários pioneiros no uso de matérias-primas sintéticas, como resina de poliéster e fibra de vidro. As dimensões generosas e traços particulares do designer também foram criados de uma mistura de metal, couro e madeira.

O design atemporal e elegante de Ricardo integrou o time da Etel depois de sua morte, em 1993. A marca paulista pegou emprestado o talento do designer e suas criações contemporâneas são executadas pelos artesãos da ETEL Interiores por meio das técnicas milenares de marcenaria e que traduzem o inconsciente coletivo do luxo: lindo, simples e elegante. Nada mais que a alta costura do mobiliário brasileiro.

 

Poltrona Anel

Poltrona Anel

Poltrona Esfera

Poltrona Esfera

Poltrona Fardos

Poltrona Fardos

Poltrona Gaivota

Poltrona Gaivota

Poltrona Kudasai

Poltrona Kudasai

Domingos Pascali e Sarkis Semerdjian / Design é Meu Mundo

Domingos Pascali e Sarkis Semerdjian uniram seus talentos e fazem parte do time de peso dos designers da ETEL

Domingos Pascali e Sarkis Semerdjian

Domingos Pascali e Sarkis Semerdjian

Se separados os projetos já encantavam público e crítica, imagina o resultado da junção dos trabalhos dos arquitetos Domingos Pascali e Sarkis Semerdjian. A arte do design ganhou uma dupla e tanto quando os talentos juntaram suas inspirações para desenvolver projetos que variam desde casas até a criação de cenários, passando pela projeção no ramo moveleiro, claro.

Domingos Pascali foi criado em uma família de ourives e se formou na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Brás Cubas em 1980. Sarkis Semerdjian, descendente de Armênios fabricantes de calçados, se formou em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie quase 25 anos depois de seu colega. Em 2010 uniram seus trabalhos no escritório de arquitetura Pascali Semerdjian. Além de serem influenciados desde cedo pelo apreço ao perfeccionismo, os designers compartilham também referências para suas inspirações: quadrinhos, fotografia e até o folclore brasileiro.

Essa união resultou também na parceria com a Etel, que faz a releitura de peças inéditas de Pascali e Semerdjian que equilibram o lúdico com sofisticação, funcionalidade e conforto. Entre as novidades da Etel as mesas Tríplice, da dupla, dão novo destino às aparas de madeira decorrentes da fabricação de outros produtos da empresa. Nas nuvens vão ficar também os clientes que experimentarem os sofás de mesmo nome que combinam conforto com criatividade e beleza.

Sofá Núvem Poltrona Núvem Mesa Tríplice