“Para se organizar o delírio” em cartaz em Nova York

Em retrospectiva do neoconcretismo de Hélio Oiticica, Whitney Museum abre mostra com 150 obras do brasileiro em Nova York

Não é de hoje que os brasileiros se destacam em Nova York. O artista da vez é Hélio Oiticica (1937-1980), que está com 150 trabalhos seus expostos no Whitney Museum na mostra “To organize delirium” (ou, em um bom português, “Para se organizar o delírio”). Estão em cartaz obras com pintura e desenho realizadas a partir de estudos geométricos do neoconcretismo da década de 1950.

O movimento neoconcretista brasileiro ganhou as paredes dos museus norte-americanos com exposições dedicadas às obras de Lygia Pape e agora com a retrospectiva do trabalho de Oiticica, que roda o país em turnê desde o início deste ano. Em Nova York a mostra ganha um reforço sentimental representado pela relação íntima que o artista tinha com a cidade.

Oiticica, que iniciou seus estudos formais ainda menino em Nova York, foi apaixonado pelos encantos e desencantos da Big Apple.  Vivia de um delírio utópico de um dia poder juntar a cidade com seu continente vizinho e passou sua juventude vivendo da cultura nova-iorquina representada por nomes como Yoko Ono, John Lennon e, claro, Andy Warhol. É que em 1971, Hélio partiu do Brasil ditadura para um exílio voluntário em Nova York, cidade que já havia morado quando criança.

Durante seus anos em Babilônio – como ele costumava chamar a cidade de Nova York – Oiticica fez curtas-metragens e se dedicou principalmente à escrita. Sua ideia era escrever um livro, “Newyorkaises e Conglomerado”, que acabou nunca sendo finalizado – mais tarde César Oiticica Filho e Frederico Coelho concluíram um livro sobre o trabalho de Hélio contendo grande do material produzido por ele em seu tempo nos Estados Unidos.

Seu interesse por novas mídias e pelo rompimento com o concretismo fez com que Hélio difundisse em seus trabalhos, como em “Tropicália”, a ideia de que arte não é uma contemplação estática da tela, mas uma interação com seu espectador. Parte de seu trabalho foi realizada em parceria com os neoconcretistas do Rio de Janeiro, como Lygia Clark. Juntos formaram o Grupo Frente e encontraram a abstração geométrica e a experimentação artística.

Hélio Oiticica em retrato da época que viveu em Nova York, assunto de retrospectiva do artista no Museu Whitney, em Nova York

Pedra no Céu: Paulo Mendes da Rocha

Paulo Mendes da Rocha é um dos arquitetos mais premiados do Brasil. Seu trabalho cruzou fronteiras, suas linhas marcam a história da arquitetura e seu nome é conhecido nos quatro cantos do mundo. É por […]

20170330_00_paulomendes-768x403

Paulo Mendes da Rocha é um dos arquitetos mais premiados do Brasil. Seu trabalho cruzou fronteiras, suas linhas marcam a história da arquitetura e seu nome é conhecido nos quatro cantos do mundo. É por isto que o designer, arquiteto e professor da USP ganha uma homenagem de dentro de um dos prédios que carrega seu design: a exposição Pedra no Céu realizada pelo Museu Brasileiro da Escultura (Mube) até o dia 2 de julho em São Paulo.

Pedra no Céu é uma alusão às pedras levantadas no céu pelo arquiteto, como a própria sede Mube. A exposição traz mais de 50 obras de 25 artistas que de alguma forma dialogam com o trabalho de Paulo Mendes, como Amilcar de Castro, Carmela Gross, Cildo Meireles e Nuno Ramos. Parte do acervo do Museu de Arte Moderna (MoMa) de Nova York, a maquete do Mube também está na exposição.

“A nossa proposta, ao pensar esta mostra, foi homenagear o trabalho de Paulo Mendes da Rocha”, explicou historiador de arte Cauê Alves, curador da mostra. “Paulo é autor do prédio do Mube, que é um dos dez prédios mais importantes da arquitetura brutalista do mundo”, lembrou.

Segundo os curadores Guilherme Wisnik  e Alves, a mostra se aproxima das referências artísticas de Paulo Mendes da Rocha e de diálogos que ele estabeleceu entre o seu projeto e a produção de artistas como René Magritte e Henry Moore. “A exposição também explora relações entre o museu e a produção contemporânea, seja a partir de contrastes ou de consonâncias. Trabalhos tridimensionais, fotografias, pinturas e desenhos de diversos artistas que se relacionam com arquitetura e elementos estruturais do prédio do museu, como a marquise, as paredes de concreto e a paisagem, estão exibidos”, concluíram.

Paulo Mendes

Capixaba de nascença e paulistano de vivência, Paulo Mendes da Rocha pertence a um seleto grupo de arquitetos modernistas que movimentaram o design nacional, no Brasil e no exterior. Paulo assumiu uma posição de destaque a partir do premio Pritkzer que recebeu em 2006 e assinou projetos de renome na arquitetura nacional, como o pórtico da praça Patriarca, a reforma da Estação da Luz e o ginásio do Clube Paulistano, além do já mencionado museu Brasileiro da Escultura (Mube).

Graduado em arquitetura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie de São Paulo, desde o início de sua carreira Paulo valorizou uma arquitetura “crua, limpa e clara”, característica que imprimiu também em seus mobiliários. É por esta razão que Paulo é considerado, ao lado de Vilanova Artigas e Le Corbusier, um dos grandes nomes do modernismo.

Sem-título4

O corpo humano e os objetos cotidianos na perspectiva de Erwin Wurm

CCBB mostra 40 obras do artista Erwin Wurm e sua reação entre o corpo e os objetos

Sem título

Os objetos e o corpo são temas da mostra do austríaco Erwin Wurm em cartaz no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB) em Brasília. A mostra chegou à capital federal para as comemorações de aniversário da cidade, mas antes estavam em cartaz na capital paulista.

Erwin Wurm apresenta uma série de trabalhos que discute justamente a relação do corpo humano com as coisas, não apenas a partir do físico, mas também de suas camadas psicológicas e espirituais.

Suas obras utilizam um deslocamento de elementos do cotidiano para o campo da arte, reconfigurando objetos familiares como casas, carros, roupas e alimentos para um contexto inesperado, engraçado e ao mesmo tempo crítico em relação à sociedade contemporânea.

Erwin Wurm nasceu na Áustria em 1954 e ficou sobretudo conhecido por seu trabalho com esculturas, inclusive suas esculturas de performance.  Na obra One Minute Sculptures, que apresentou pela primeira vez na Alemanha e que trouxe ao Brasil para a exposição no CCBB, o autor escolhe objetos banais do cotidiano para interagir com o publico.

O autor escolheu as 40 peças que trouxe ao Brasil para tratar de forma crítica da desproporção que os objetos ganham na vida das pessoas. Então quem passar por Brasília até o dia 26 de junho, não perca.

Fonte e Imagem: CCBB

O céu ainda é azul, você sabe…

Instituto Tomie Otake recebe obras de Yoko Ono para uma grande retrospectiva da carreira da artista

Sem título

Yoko Ono é a vanguarda da arte. Seu trabalho questiona as fronteiras tradicionais entre a obra e público, e o Instituto Tomie Ohtake vai diminuir mais estes dois extremos em mostra retrospectiva da obra da artista. O crítico islandês Gunnar B. Kvaran é o curador da exposição O Céu Ainda é Azul, Você Sabe…, que pretende revelar os elementos básicos que definem a vasta e diversa carreira artística de Yoko Ono.

Pioneira da arte conceitual, ainda hoje Yoko Ono continua a contestar o conceito de arte e do objeto de arte e por isto a exposição se propõe a viajar pela noção da própria arte, com forte engajamento político e social da obra de Yoko.

A exposição foi concebida especialmente para o Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, e é formada por 65 peças de “Instruções”, que evocam a participação do espectador para sua realização. São trabalhos que sublinham os princípios norteadores da produção da artista, ao questionar a ideia por trás de uma obra, destacando a sua efemeridade enquanto a dessacraliza como objeto.

Yoko Ono é compositora, cantora e artista plástica. Nascida no Japão em 1933, Yoko estudou nas melhores escolas até sua mudança para os Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial. Foi em Nova York que a artista passou a conviver entre artistas e músicos – incluindo seu segundo marido, o Beatle John Lennon – e, em meio à efervescência cultural da década de 1960 desenvolve seu rico trabalho artístico.

Segundo Gunnar B. Kvaran, curador da mostra, O Céu Ainda é Azul, Você Sabe… é uma retrospectiva de “Instruções” que evidencia as narrativas que expressam a visão poética e crítica de Yoko Ono. São trabalhos criados a partir de 1955, quando ela compôs a sua primeira obra instrução, Lighting Piece / Peça de Acender (1955), “acenda um fósforo e assista até que se apague”. Na exposição, é possível seguir a sua criatividade e produção artística pelos anos 60, 70, 80, até o presente.

A mostra abre suas portas amanhã e fica em cartaz até 28 de maio, então quem passar por São Paulo neste período, não deixe de conferir. A entrada é de 12 reais a inteira e os horários de visitação são das 11h às 13h, das 13h ás 15h, das 15h às 17h e das 17h às 20h.

Informações e imagem: Instituto Tomie Ohtake

Met Breuer recria performance icônica de Lygia Pape

Um dos principais trabalhos de Lygia Pape, “Divisor”, é recriado nas ruas de Nova York

17498747_10155127788219659_615626942757726489_n

O Blog AZ noticiou na áltima semana que o trabalho neoconcretista da artista brasileira Lygia Pape protagoniza exposição na filial do Metropolitan Museum of Art especializado em arte moderna, o Met Breuer, em Nova York. A cidade recebe a maior retrospectiva de seu trabalho enquanto se encanta pelo movimento de contracorrente concretista criado no Brasil no final da década de 1950.

Esta semana, seu trabalho saiu do museu e ganhou as ruas da cidade norte-americana. É que sua obra “Divisor” foi reproduzida nas ruas da Big Apple. “Divisor” é uma performance criada pela artista em 1968, quando ela propôs uma ruptura nos padrões tradicionais da  arte e uma aproximação entre a obra e o espectador.

À época, Lygia disse que qualquer pessoa poderia reproduzir “Divisor”, o que a tornava uma arte pública da qual as pessoas podem participar. Sábado, as pessoas mais uma vez participaram. Em um lençol de 30 m², que imitam a tela de um quadro, furos foram feitos para que as pessoas colocassem suas cabeças. Juntas elas desceram 5ª Avenida, uma das principais ruas de Nova York.

Esta não foi a primeira vez que “Divisor” foi recriada. A obra já andou, literalmente, em exposições no Brasil depois de sua criação em 1968. A exposição continua em Nova York até 23 de junho, mas obras da artista podem ser vistas também no Museu no Inhotim, em Minas Gerais.
17554238_10155127797299659_3910054102191326457_n 17522902_10155127781669659_2899748820013533416_n 17457864_10155127784879659_7548166228155716827_n

Imagens: Divulgação/ Facebook Lygia Pape

Lygia Pape ganha retrospectiva em museu nova-iorquino

Met Breuer apresenta primeira grande retrospectiva do trabalho de Lygia Pape e se derrama pelo neoconcretismo brasileiro

Tteia nº 1

Tteia nº 1

Arte concreta parece unir duas palavras que não se misturam. É que arte é abstração, criação, sensibilidade e expressividade. Foi pensando nisso que um grupo de artistas do Rio de Janeiro criou, no final da década de 1950, o movimento neoconcretista com o objetivo de propor uma reação aos concretistas ortodoxos. Não precisamos estender muito no assunto para perceber que estamos falando de um grupo para lá de vanguardista e um importante nome saído desse movimento foi o de Lygia Pape.

Lygia Pepe, falecida em 2004, ganhou o mundo e seu trabalho agora ganha Nova York na primeira grande retrospectiva dedicada ao seu trabalho feita pela filial do Metropolitan Museum of Art especializado em arte moderna, o Met Breuer. Outros nomes do neoconcretismo brasileiro, como Lygia Clark e Hélio Oiticica, também tiveram seus trabalhos expostos nos museus de arte moderna nova-iorquinos.

A exposição, batizada de Multitude of forms, apresenta dezenas de pinturas, esculturas, gravações, curtas-metragens, fotografias, instalações e performances da artista na primeira grande mostra retrospectiva de Lygia Pape nos Estados Unidos.

O nome da exposição não foi ao acaso, o Grupo Frente – do qual Lygia fez parte – ra um coletivo de artistas fascinados com as formas geométricas. Foi da experiência com o Frente que Pape buscou as bases para, junto com Hélio Oiticica e Lygia Clark, fundar o neoconcretismo – busca pela abstração geométrica e a experimentação artística.

Artista

Lygia Pape construiu sua carreira artística no Rio de Janeiro, onde  integrou os  grupos Frente e Neoconcreto, participando ativamente da renovação que marcou a arte brasileira naquele período. Os movimentos buscavam o resgate da liberdade de experimentação, tolhidos pela ortodoxa arte concretista que vigorava na época.

Ao lado de nomes como Amílcar de Castro, Ferreira Gullar, Franz Weissmann, Lygia Clark, Reynaldo  Jardim e Theon Spanudis, Pape assinou em 1959 manifesto do movimento Arte Neoconcreta questionando os parâmetros racionalistas do projeto construtivo e recuperando a dimensão subjetiva da arte.

Quem não puder visitar o continente vizinho para ver a obra de Lygia Pape no Met Breuer, inaugurada ontem (21), pode visitar o estado vizinho e ver o trabalho da artista no incrível Museu do Inhotim.

Tecelar 1955

Tecelar 1955

Divisor 1968

Divisor 1968

Instalação Londres (foto: Jarry Hardman)

Instalação Londres (foto: Jarry Hardman)


Imagens:
Divulgação

Antoni Gaudí: o arquiteto das escalas ornamentais

O Instituto Tomie Ohtake recebe exposição que mostra a importância do trabalho de Gaudí para a Catalunya

img_5346

Quem conhece a Espanha sabe que a Catalunya é uma região à parte, tão à parte que reivindica a independência em face da Espanha e da França.  No mundo da arte e da arquitetura, o nacionalismo Catalão ganhou fortes representantes no modernismo e nas transformações sociais e culturais que marcaram o final do século 19 e início do século 20. Na arquitetura, este representante é famoso no mundo e muito bem representado em Barcelona: Antoni Gaudí.

O arquiteto desprendeu-se de influências e estilos para enveredar em uma arquitetura marcada pela intensa relação com a técnica construtiva e com os materiais. Sua linguagem única é marca da Catalunya e por isso ganhou fama em todo mundo. Foi por toda a sua importância que o Instituto Tomie Ohtake levou a São Paulo a obra universal de Antoni Gaudí, trazendo trabalhos oriundos do Museu Nacional de Arte da Catalunha, Museu do Templo Expiatório da Sagrada Família e da Fundação Catalunya-La Pedrera.

Teto da Sagrada Família

Teto da Sagrada Família

A exposição Gaudí: Barcelona, 1900, que fica em cartaz na capital paulista até o dia 5 de fevereiro, reúne 46 maquetes, quatro delas em escalas monumentais, e 25 peças entre objetos e mobiliário criados pelo mestre catalão – muitos não sabem, mas Gaudí também foi um designer de móveis. Completam a mostra cerca de 40 trabalhos de outros artistas e artesãos que compunham a avançada cena de Barcelona nos anos 1900.

“Originalidade é voltar à origem; de modo que original é aquele que, com novos meios, volta à simplicidade das primeiras soluções. Portanto, é original resolver a simplíssima basílica com a complexidade da estabilidade individual das abóbadas”.

Gaudí foi o arquiteto das escalas bem montadas e da matemática bem calculada. O resultado, entretanto, não foi cartesiano. O que chamou a atenção no trabalho de Gaudí foram suas soluções estruturais, testadas com modelos em escala, que se desdobraram em uma linguagem ornamental e inusitada.
O monumental templo católico da Sagrada Família, no coração da cidade de Barcelona, é um clássico da arquitetura de um estilo que não se encaixa em nenhuma corrente conhecida da arte e da arquitetura do século passado – ou de qualquer outro. A igreja, ainda inacabada, possui uma fachada rebuscada com desenhos que representam importantes passagens bíblicas.

Cadeira desenhada e feita por Gaudí

Cadeira desenhada e feita por Gaudí

Cadeira desenhada e feita por Gaudí

Cadeira desenhada e feita por Gaudí

img_5349 img_5351 img_5350

img_5358 img_5359

São Paulo Photo Weekend e a fotografia jovem

Felipe Gombossy, Fernando Palmisano e Zé Bobby lançaram, em 2016, exposição de fotografia contemporânea jovem

Fotografia: João Bolan

Fotografia: João Bolan

Fotografia ainda não é uma arte esquecida, mas, sem dúvida alguma, é uma arte “massificada”. Com uma boa câmera nas mãos, as pessoas já se imaginam verdadeiros sebastiões salgados. Sabemos, entretanto, que a coisa não é bem assim.

Para preservar esta arte tão bela e, segundo o próprio Sebastião Salgado, ameaçada é que os fotógrafos Felipe Gombossy, Fernando Palmisano e Zé Bobby se juntaram para realizar, em julho deste ano, a primeira edição de uma feira totalmente voltada à produção fotográfica independente.

A São Paulo Photo Weekend foi criada como um canal alternativo de distribuição da atual produção fotográfica jovem e contemporânea e reúne cerca de 40 expositores entre pequenas galerias e artistas independentes com obras de arte originais.

O projeto deu tão certo que seis meses depois, na primeira semana de dezembro, seus organizadores realizaram a segunda edição do evento na capital paulista. A São Paulo Photo Weekend, com a mostra paralela PBMAG, também marcou o lançamento da revista PBMAG, publicação com fotografias exclusivamente em preto e branco com trabalhos autorais de fotógrafos convidados.

A 2ª edição reuniu obras de mais de 100 artistas, galerias e editoras independentes em uma verdadeira celebração cultural que o AZ mostra aqui:

Fotografia: James P.S Conway

Fotografia: James P.S Conway

 

Fotografia: Suzana Mendes

Fotografia: Suzana Mendes

Fotografia: Ulisses Matandos

Fotografia: Ulisses Matandos

Fotografia: Felipe Gombossy

Fotografia: Felipe Gombossy

Fotografia: Coletivo Gringo

Fotografia: Coletivo Gringo

Fotografia: Decio Araujo

Fotografia: Decio Araujo


Imagens:
São Paulo Photo Weekend / Facebook

Mostra internacional Lina Bo Bardi Together chega ao Brasil

A história, o design e a arquitetura de Lina Bo Bardi, destaque em mostra na Europa, chega ao Brasil na próxima quarta-feira

sem-titulo-2
Lina Bo Bardi (1914-1992) foi uma mulher do mundo. Nascida na Itália e radicada no Brasil, sua obra influenciou muitos arquitetos aqui e fora. É por isso que a Graham Foundation em parceria com o Instituto Lina Bo Bardi e outras empresas nacionais e internacionais decidiram realizar a Exposição Lina Bo Bardi Together.

A mostra já rodou Londres, Viena e Berlim e agora chega a São Paulo. A partir de quarta-feira (12) o Sesc Pompeia recebe peças de decoração, objetos da cultura popular brasileira e filmes documentando a obra da arquiteta selecionados pela curadora e arquiteta argentina Noemí Blager.

Destaque da mostra é Bowl Chair, criada em 1951 por Lina Bo Bardi e reeditada pela marca italiana Arper – também patrocinadora da exposição. A mostra ficará em cartaz até o dia 11 de dezembro e a entrada é franca.

sem-titulo-3 sem-titulo

O que o design pode fazer pelo mundo?

Com essa temática, a primeira edição da Bienal de Design de Londres abre suas portas com a participação de mais de 30 países

sem-titulo-7

Como será o futuro daqui a 500 anos? E como seria um futuro ideal? Há 500 anos o autor Tomas Morus criou Utopia, a sociedade ideal em seu livro homônimo. Utopia, que significa o “não lugar”, é o livro onde o personagem, alter-ego de Morus, descreve duas realidades opostas, uma era a Inglaterra em que vivia e a outra, a Inglaterra que queria viver – um lugar de paz e tolerância.

Para comemorar os 500 anos dessa obra, Christopher Turner dirigiu a primeira Bienal de Design para mostrar qual o papel do design na construção de um futuro melhor, ainda que a utopia seja inatingível. A exposição abriu suas portas para o público no mesmo dia que a Bienal de São Paulo, 7 de setembro, e segue até o dia 27.
sem-titulo

A mostra reúne projetos de 37 países, que pretendem provocar o debate acerca de temas como o futuro, as mazelas, a poluição, a escassez de água e a migração populacional. Albânia, Alemanha, Arábia Saudita, Austrália, Bahrein, Bélgica, Chile, Croácia, Estados Unidos, França, Grécia, Holanda, Índia, Indonésia, Israel, Itália, Japão, Coréia do Sul, Líbano, México, Nigéria, Noruega, Paquiistão, Palestina, Polônia, Portugal, Rússia, África do Sul, Suécia, Suíça, Tunísia, Turquia e Reino Unido são alguns dos países que se unem para falar do presente e repensar o futuro.

A organização acredita que a Utopia by Design, nome da mostra 2016, marca o início de um evento que entrará para o calendário cultural mundial. O potencial das cidades modelo (projeto do México) ou cidades flutuantes como resposta para os problemas de inundação (projeto da Nigéria) são exemplos do que está em cartaz no histórico Somerset House.

A África do Sul cria um cenário (utópico) de fraternidade entre os homens e os animais, enquanto a Grécia retrata os atuais movimentos populacionais. Israel apresenta projeto onde ajuda de primeiros socorros podem ser lançados de paraquedas sobre zonas de desastres e guerra.

Assim como no libro de Tomas Morus, o presente indesejado é mostrado ao lado de um futuro ideal. Enquanto alguns países pensaram no futuro, outros tentam salvar o presente com seus projetos e ideias.

sem-titulo-4 sem-titulo-3 sem-titulo-2