“Você tem fome de quê?”

Léo Romano na Casa Cor São Paulo


Léo Romano atravessou as fronteiras da Casa Cor Goiás há um tempo e participa também da Casa Cor Brasília e da Casa Cor São Paulo. Principal filial da mostra no país, a Casa Cor São Paulo foi pioneira e completa este ano 31 edições. Tradicionalmente localizada no Jockey Club de São Paulo, a mostra abre hoje suas portas ao público com a terceira participação de Léo.

O que mais chama atenção no trabalho de Léo Romano na mostra é que o arquiteto se permite brincar. Para ele uma mostra de arquitetura não pode parecer um ambiente planejado de uma loja de móveis, deve ser um espaço de experimentação. É por isso que Léo conquistou tantos fãs em sua passagem por São Paulo, se tornando um dos poucos nomes de fora a ser convidado para expor na edição nacional do evento.

O espaço do arquiteto em 2017 chama Casa Brasil, que ganhou estruturas aparentes em ripas de madeira pinus suspensas por barbantes que emolduram todo o ambiente. “Pegamos o espaço original e nele fizemos uma construção paralela através dos tarugos”, explicou Léo. “A gente insinua o berço de uma nova construção e esta nova construção representa dois brasis”, conclui o arquiteto sobre seu espaço, que além de trazer muito design, traz também uma provocação que convida o visitante a refletir.

Vestido feito com 400 notas de dois reais

Os brasis a que se refere Léo Romano são, de um lado, um Brasil que é belo e possui o melhor do design brasileiro. Do outro, um Brasil que se constrói na ambição, representado por obras de arte feitas por ele em parceria com a artista Iêda Jardim utilizando moedas e notas de todo o mundo abordando a ganância do homem. Nada mais apropriado para o momento vivido pela política brasileira.

“A ideia é chamar a atenção para esse momento que pode ser um momento de reflexão. É usar a decoração para registrar esse momento político e social que estamos vivendo”, explica o arquiteto. Léo diz que todo o projeto se baseia na pergunta feita pelos Titãs na música Comida, “você tem fome de quê?”, e esta pergunta é respondida pelo ambiente de forma bastante provocativa e reflexiva.

Grandes nomes do design estão representando o lado belo do ambiente de Léo, como a icônica chaise Rio de Oscar Niemeyer, as cadeiras Lúcio, de Sergio Rodrigues, a mesa em vidro de Jacqueline Terpins, o carrinho de bar Jorge Zalszupin e os objetos da série Chuva e Bailarina, bem como um tapete inspirado nos jardins do Burle Marx do próprio Léo – uma verdadeira declaração à brasilidade. O lado da ganância também está representado pela arte da melhor qualidade, com peças criadas pelo arquiteto em parceria com Iêda Jardim.

Mesa posta com “banquete” de moedas

Corpo de Baile do design

Léo Romano leva sua nova coleção para seu espaço na edição comemorativa da Casa Cor Brasília 2016

Galeria Léo Romano (Foto: Joemar Bragança)

Galeria Léo Romano

“O que faz referência aos sonhos e fantasias” este é o conceito da palavra que inspirou Leo Romano em seu terceiro projeto de Casa Cor em 2016. A Casa Cor Brasília, inaugurada na semana passada, marca a terceira participação do arquiteto goiano na edição comemorativa do evento nacional, onde Léo cria uma atmosfera onírica inspirada em sua nova linha de móveis.

O arquiteto fez o espaço Braille, em São Paulo, e a Santa Casa Léo, em Goiânia. Na capital federal, abriu as portas da poética Galeria Léo. Como bem sabemos, o designer é um verdadeiro artista, por isso explora sempre seu lado mais poético quando participa de mostras e exposições. “A Casa Cor é um momento que podemos criar aquilo que muitas vezes não cabe nos projetos residenciais e comerciais”, contou Léo certa vez ao Blog AZ. Por isso ele gosta da experimentação.
2-galeria-leo-casa-cor-brasilia-2016-quando-conviver-vira-tendencia

Nesta linha, suas criações exploram os sentidos. Este ano não poderia ser diferente. A Galeria Léo apostou na construção de um espaço sensorial capaz de despertar sensações. O balé foi seu ponto de partida. Inspirado em um grande corpo de baile, Léo transformou o clássico Lago dos Cisnes em mesas, espelhos, aparadores e objetos de decoração. A partir deles, desenhou o conceito do concerto que seria seu ambiente em Brasília.

O arquiteto desafia a percepção e cria um espaço suspenso no tempo e no ar, com porcelanas desenhadas à mão expostas de maneira inovadora em uma cena onírica. O ambiente ocupa um espaço de 108m², um dos 40 ambientes que formam a mostra do planalto central este ano.
2-galeria-leo-leo-romano-casa-cor-brasilia-2016-quando-conviver-vira-tendencia-4

Fotos: Joemar Bragança / Divulgação

Design é meu mundo / design despojado

Liquidação AZ ousada no design e no preço

CARDS - LIQUIDACAO AZ12

Dizem por aí que nova tendência em decoração é que a casa fique cada vez mais autoral. Personalidade é a palavra de ordem. A relação do brasileiro mudou. Com as redes sociais, as pessoas estão muito mais unidas e essa união se reflete no ambiente criado dentro das casas.

Sem mais formalidades. Sem mais móveis neutros que mais se parecem a antessalas de consultórios médicos. O interior de uma casa vem do interior de seu dono, uma extensão daquilo que ele acredita: um viajante, um surfista, um estudioso, um intelectual… As possibilidades são mil.

Para os jovens, entretanto, a marca é a ousadia. Cor, plástico, madeira reciclável ou aço. Quando mais diferente, melhor. Para os que buscam o design despojado, o Armazém da Decoração separou algumas peças ousadas para o Sale AZ de inverno. A Poltrona Andaime, de Léo Romano, está com 60% off. Já a Poltrona Carbono 11, de Marcus Ferreira, está pela metade do preço. E as famosas cômodas de mala estão com 70% a menos.

CARDS - LIQUIDACAO AZ6 CARDS - LIQUIDACAO AZ

* Promoção válida até acabarem os estoques

Metalinguagem do design goiano

Peças de arte e design de goianos em ambiente de outros goianos na Casa Cor Goiás 2016

Fotografia de Naldo Mundim no ambiente de Geovanni Borges

Fotografia de Naldo Mundim no ambiente de Geovanni Borges

Havia um tempo que o trabalho goiano somente era reconhecido em Goiás quando a notícia do talento nascido no Centro-Oeste difundia no badalado circuito cultural do eixo Rio São Paulo. Esse tempo se foi. As barreiras se quebraram em um mundo globalizado, e o que é produzido em Goiânia é valorizado. Ponto.

É neste ponto que podemos falar da metalinguagem do design moveleiro dentro da Casa Cor Goiás. Para materializar essa figura de linguagem, o Blog AZ circulou em alguns ambientes da mostra e percebeu que arquitetos goianos estavam utilizando-se de arquitetos goianos em seus ambientes. Um verdadeiro intercâmbio de ideias e de valorização da arte e do design produzido aqui.

Anna Paula de Melo usa a linha Chuva de Leo Romano no Wine Bar da mostra. O espelho Chuva chama atenção em uma das paredes do ambiente e dialoga com peças de outros designers brasileiros como Sérgio Rodrigues. O nome de Léo aparece em outro ambiente. É que Ana Paula e Sanderson decoraram seu espaço com as criações em porcelana assinadas conjuntamente por Léo Romano e Yeda Jardim.

Mariela Romano também incluiu goianos em sua linha decorativa. Além do artista plástico Marcus Camargo, responsável pelo projeto da escultura de boi em 3D na entrada do Loft Fazenda, o carrinho de Genésio Maranhão e a Chaise Veleiro de André Brandão e Marcia Varizo também marcaram o ambiente.

Por falar em André Brandão e Marcia Varizo, embora o casal não tenha integrado o time de arquitetos que projetou a Casa Cor este ano, seus nomes fazem parte da mostra não só no ambiente de Mariela. A dupla foi a responsável por criar o Buffet Mondrian, uma das peças que decora a Sala de Almoço de Andreia Carneiro.

A arte goiana não ficou esquecida. Além do mencionado trabalho de Marcus Camargo, presente em quatro ambientes da mostra, uma tela de Sandro Torres chama atenção no espaço Café de Genésio Maranhão. Outro artista que entrou para a mostra foi o fotógrafo Naldo Mundim. É que imagens capturadas por suas lentes fotográficas podem ser vistas no 50 tons Urbanos de Geovanni Borges.

Chaise Veleiro no ambiente de Mariela Romano

Chaise Veleiro no ambiente de Mariela Romano

Tela de Sandro Torres no ambiente de Genésio Maranhão

Tela de Sandro Torres no ambiente de Genésio Maranhão

Porcelanas de Yeda Jardim e Léo Romano no espaço de Ana Paula e Snaderson

Porcelanas de Yeda Jardim e Léo Romano no espaço de Ana Paula e Snaderson

Espelho Chuva de Léo Romano no espaço de Anna Paula Melo

Espelho Chuva de Léo Romano no espaço de Anna Paula Melo

 

Ambiente de Andria Carneiro com Buffet Mondrian de André Brandão e Márcia Varizo

Ambiente de Andria Carneiro com Buffet Mondrian de André Brandão e Márcia Varizo

Fotos: Marcus Camargo

Bailarina do palco de papel

Léo, Ba e Dani recebem, nos palcos da Sala Conceito do AZ, convidados para prestigiar a Bailarina – nova coleção assinada por Léo Romano

Casa Cr São Paulo

No palco da arte, design é convidado especial. Talvez seja por essa próxima relação que o arquiteto Léo Romano tenha ampliado, desde o início da carreira, seu campo de atuação. É que Léo não cansa de ousar. Suas criações transitam entre o design visual, de interiores, gráfico, moveleiro, entre a arquitetura e a moda – todas de mãos dadas com a arte, e, em nenhuma delas, Léo Romano deixa de manifestar seu lado inquieto e curioso.

Seu palco principal é uma folha de papel em branco e suas dançarinas são as mãos, que em um perfeito pas de deux, dão vida às linhas que surgem em sua imaginação. “Quando criança queria ser cantor ou bailarino, ficava encantado com os movimentos da dança, mas foi no desenho, timidamente, que busquei o meu caminho” contou o arquiteto. “Me encontrei em folhas brancas”.

A paixão pela dança e a beleza de seus movimentos podem não ter levado Léo para os palcos, mas fez com que o arquiteto os trouxesse para o seu palco particular. Bailarina. Esse é o nome de seu último projeto, um trabalho completo e conceitual que está sendo lançado, simultaneamente, em seus ambientes na Casa Cor Goiás e São Paulo.

Inspirado na dança de um grande balé clássico, os objetos foram construídos com pés que remetem ao formato das bailarinas. Todas de ponta, prontas para dançar em um grande corpo de baile. “A colação Bailarina reflete a busca das minhas lembranças”. Em seu palco de papel, o desenho vira móvel de madeira. “Hoje faço dos meus cadernos o melhor lugar do mundo, me renovo quando uma página vazia revela uma forma”, contou Léo.

Para o arquiteto, a materialização das linhas que dançam harmonicamente em seu palco é a recompensa de seu trabalho. “A Bailarina foi o resultado de um processo no qual artesões esculpem delicadamente uma sequencia de pernas finalizadas com pés em ponta”, explicou. Como resultado, mesa de jantar, aparador, espelho de piso e de parede se materializaram como recompensa de seu trabalho.

Em entrevista ao Blog AZ, Léo Romano explicou que sua nova criação dialoga com a coleção de móveis lançada por ele no último ano. A linha Chuva, também na madeira, trabalhou com pés que lembram os pingos d´agua caídos do céu representando, na obra final, a fluidez que remete ao nome das peças. A nova coleção tem algo de Chuva, mas a fluidez foi substituída pelos movimentos da dança.

Na moda seu trabalho também desperta o público. Há 25 anos o designer desenhava as próprias roupas e tinha uma grife de moda, há 10 lançou sua primeira coleção de joias. Hoje lança, juntamente com sua linha de móveis, nova coleção de joias com os mesmos pés de bailarina que dançam em suas mesas.

Lançamento

O Armazém da Decoração, que é palco conceito para a experimentação dos designers goianos e nacionais, recebe Léo e Bailarina (com as linhas de móveis, joias e porcelana) em um momento de celebração. Léo faz 20 anos de carreira, AZ completa 18 e juntos se unem em um abraço de afeto e ousadia.

A Sala Conceito, perfumada de histórias, afeto e atrevimento, recebe seu criador – Léo Romano assina o projeto que deu vida à Sala Conceito AZ – para mais uma linda estreia. Na noite de hoje convidados serão apresentados à Bailarina ao lado de bailarinos que dançarão a dança da vida, da alma, do design e da arte.

* O evento recebe os convidados a partir das 20 horas – indispensável apresentação do convite. A performance está marcada para as 21 horas. Dress code: preto.
leo5

Memória do que foi

Casa Cor Goiás 2016: o arquiteto, designer e artista plástico Leo Romano assina a Santa Casa Leo em sua 20ª participação na mostra

leo1

Os primeiros passos de Goiânia como “futura capital” do estado de Goiás foram dados ainda no século XIX, mas a capital virou definitivamente “Goiânia” em 2 de agosto de 1935, com o decreto estadual que deu o nome à capital. A história do prédio que habita a Casa Cor 2016 é tão antiga quanto a chegada da administração do estado para a nova cidade. É essa história que o arquiteto, designer e artista plástico Leo Romano quis contar com seu ambiente na mostra.

Desde seus primeiros anos de vida, os três mil metros quadrados que hoje hospedam a Casa Cor serviram à saúde.  Datado de 1930, a construção de número 777 abrigou o primeiro posto de saúde da capital, estrategicamente localizado ao lado da única unidade hospitalar da cidade, a Santa Casa de Misericórdia. Posteriormente o edifício se transformou na Central de Medicamentos de Alto Custo (CMAC) Juarez Barbosa.

O edifício, desocupado desde 2013, traz consigo uma estética de dor e abandono. A dor vem de sua antiga função: receber doentes na tentativa de curá-los; e foi ela, a dor, um dos principais elementos utilizados na construção do espaço. “Eu queria que as pessoas entrassem no ambiente e se interessassem pela história do lugar e para contar essa história, escolhi a linguagem poética”, contou Leo. Para superar a “dor”, o arquiteto se inspirou nos elementos de cura.
leo3

O ambiente é como um ambulatório fantasiado com a beleza do design e da arquitetura e protegido pela poesia que cada um de seus elementos transmite ao visitante. Uma melodia triste, ao fundo, resgata o visitante para os anos que aquele edifício servia de anexo à Santa Casa de Misericórdia. “Eu quis resgatar as memórias que este prédio histórico carrega como algo que representasse, ao mesmo tempo, angústia e leveza”, explicou Leo Romano em entrevista ao Blog AZ.

Inspirado pela aparência das enfermarias pós-guerra, a “Santa Casa Leo” possui uma atmosfera que remete aos ambientes de uma casa, um escritório ou mesmo um hospital. O objetivo do arquiteto não foi criar um espaço com função definida, mas sim um conceito que ultrapassasse um cômodo ou um jeito de morar cotidiano e capaz de despertar sensações. “Você pode me perguntar se isso é um quarto ou uma sala e eu vou te responder que esse espaço é, na verdade, uma referência”, explicou.

O profissional aposta na ressignificação da memória e conserva características originais da construção, somando a elas uma interferência arquitetônica precisa entre volumetrias, revestimentos, iluminação, mobiliários e objetos. Para Leo Romano, nenhuma escolha é feita ao acaso na montagem de uma exposição como a Casa Cor, “todos os elementos que estão aqui servem para despertar um questionamento”.

Leo, que completa juntamente com a Casa Cor Goiás, 20 anos de mostra em 2016, acredita que a exposição serve para mostrar um conceito e não apenas criar um lugar bonito. Esta sua filosofia o levou também para a mostra da Casa Cor de SP (pelo segundo ano consecutivo). Este ano Leo aproveita a exposição – em Goiás e em São Paulo – para fazer o lançamento de sua nova linha de mobiliário Bailarina. Inspirado na dança de um grande balé clássico, os objetos foram construídos com pés que remetem ao formato das bailarinas de ponta. A linha dialoga com seu ultimo lançamento, da colação Chuva.
leo5leo2 leo9 leo6 leo10

Texto: Bárbara Alves
Fotos: Marcus Camargo

Casa Cor São Paulo 2016

A Casa Cor de São Paulo abriu suas portas no último domingo com 70 ambientes para celebrar os 30 anos da mostra

Foto: Casa Cor / Salvador Cordaro

Foto: Casa Cor / Salvador Cordaro

A Casa Cor está em ano de celebração e foi também com esse clima que a mostra de São Paulo abriu suas portas no último dia 17 de maio e com representação goiana na sua escalação de arquitetos. A restrita lista de profissionais inclui em seus nomes Léo Romano, convidado pelo segundo ano consecutivo para participar da edição de São Paulo do evento.

A mostra estreia mais um ano no tradicional endereço da Casa, o Jockey Club de São Paulo. Talvez muitos não soubessem, mas o Jockey Clube ainda possuía uma edificação a ser desvendada, e foi o que a mostra desde ano fez. Exemplar da art déco paulistana dos anos 1940, assinada pelo francês Henri Sejous, o ambulatório passou por um processo de restauração, em razão de seu estado de deterioração, e recebe 70 ambientes da mostra.

Pelo segundo ano consecutivo, Léo Romano foi convidado para integrar a equipe de profissionais responsáveis por levantar a mostra e mostrar ao visitantes as novas tendências da arquitetura e design. Seu ambiente, Casa Braile, foi criado para celebrar os sentidos.

O arquiteto criou painéis em alumínio microperfurados para envelopar o teto e as paredes, entre outras texturas que convidam a estimular o tato. A decoração e os móveis se diluem em gradações de rosa, apresentando peças desenhadas por Romano, como o aparador e a mesa de centro da coleção Bailarina – que está sendo lançada nacionalmente durante a mostra de São Paulo.

IMG_4713 IMG_4712 IMG_4711

Serviço
Casa Cor São Paulo 2016

Quando: 17 de maio a 10 de julho de 2016.
Onde: Jockey Club de São Paulo – Av. Lineu de Paula Machado, 775 Cidade Jardim.
Quando: os valores do ingresso inteiro variam de R$ 52 a R$ 65
O passaporte único pode ser adquirido por R$ 150

Goianos vencem 20º Prêmio Deca região Centro-Oeste

Karla Cristina, Eduardo Bittar e Léo Romano vencem na etapa regional no 20º Prêmio Deca de arquitetura

12274465_966972710011236_1038166035175178828_n

Na última terça-feira (17) profissionais do design e arquitetura se encontraram no Villa Jockey de São Paulo para o anuncio dos vencedores do 20º Prêmio Deca de arquitetura. Em sua vigésima edição, o evento premiou os goianos Léo Romano, Karla Cristina e Eduardo Bittar e o Blog AZ não poderia deixar de parabeniza-los.

O Prêmio Deca avalia os projetos inscritos e a seleção dos vencedores é feita por um júri com grandes nomes do seguimento. No ano de 2015, quando o evento obteve o maior número de indicações, o júri reuniu profissionais de renome de diversas áreas como Washington Olivetto, Bel Lobo, Patrícia Quentel, Roberto Dimbério, Jader Almeida, Clarissa Schneider, Tuca Reinés, Gianfranco Vannucchi, Márcio Kogan, Etel Carmona, Alexandre Ferreira, Marisa Moreira Salles e Ângelo Derenze.

Na etapa regional, a Categoria Profissional premiou Karla Cristina e Eduardo Bittar, do escritório Bittar Arquitetura, na categoria Residencial e Léo Romano na categoria Mostra. Os vencedores das categorias regionais foram premiados com um MacBook.

Casa Cor Brasília abre suas portas para temporada 2015

A Casa Cor Brasília abriu suas portas na noite da última sexta-feira para sua 24ª edição que acontece de 29 de setembro a 10 de novembro de 2015

jomar-braganca

Com o tema que vem fazendo designers e arquitetos de todo o país quebrar a cabeça – brasilidade – a Casa Cor Brasília abre suas portas nesta semana que divide os meses de setembro e outubro de 2015. A Casa Cor Brasília chega a sua 24ª edição que acontece este ano no Instituto Nacional do Coração, Comercial da QI 9 do Lago Sul.

“Esta edição apresenta uma Casa mais completa, mais madura e mais alegre e que valoriza ainda mais a arte e o mobiliário brasileiros”, afirma Eliane Martins, uma das organizadoras do evento na capital federal. A arquiteta tem razão, já que este ano a exposição valorizou nossos designers e grandes nomes do mobiliário nacional fizeram sua aparição em peças espalhadas por diversos ambientes da Casa.

Muito se fala em brasilidade, mas cada profissional tem uma definição diferente do que esta palavra pode significar. O resultado? Uma mostra rica em diversidade de estilos. “É um resgate da cultura e estilos brasileiros como o cobogó, elemento marcante na arquitetura de Brasília e que ressurge com força em projetos atuais”, explica Sheila Podestá, responsável – juntamente com Eliane – pela mostra em Goiás e Brasília.
05-foyer-leo-romano-e-ney-lima-cre-udito-jomar-braganc-a-2

Para Moema Leão, que também organiza a Casa Cor Brasília, este ano a mostra se destaca dos demais anos. “Os profissionais se esmeraram para fazer da mostra de Brasília em 2015 umas das melhores já realizadas”. Em 2015, a exposição ocupa uma área construída de 6.500 m².

Outro nome nosso que não poderia estar de fora é o de Leo Romano. O arquiteto goiano participa mais uma vez da mostra de Brasília com ambientes nascidos de seu desejo de sempre experimentar o novo. Além do Foyer, que Leo criou juntamente com Ney Lima, o arquiteto desenvolveu a Casa Leo – espaço de 200 m² divididos em pequenos ambientes.

O ambiente de Leo foi criado para dar espaço para diversas peças icônicas de grandes designers nacionais como Oscar Niemeyer, Irmãos Campana, Etel Carmona, Dado Castelo Branco, Isay Weinfield, além de algumas de sua própria criação. Móveis que, em Goiânia, você só encontra no Armazém da Decoração.

CASA COR Brasília 2015
Quando: 
de 29 de setembro a 10 de novembro – de terça a domingo (e feriados), das 12h30 às 22h.
Onde: Comercial da QI 9 do Lago Sul, lote D. Antigo Inacor (Instituto Nacional do Coração).
Quanto: R$ 44 (inteira), R$ 22 (meia para estudantes e pessoas com 60 anos ou mais). Crianças até 11 anos não pagam.

18-refu-ugio-do-design-brasileiro-larissa-dias-cre-udito-clausem-bonifa-ucio-4 06-2-casa-leo-leo-romano-cre-udito-jomar-braganc-a-2 06-1-casa-leo-leo-romano-cre-udito-jomar-braganc-a

Fotos: Jomar Bragança

 

Dezenove vezes Léo

Infância perdida inspira Léo Romano na criação do ambiente que leva seu nome e suas peças na Casa Cor Goiás 2015

 

Ieda Jardim, Léo Romano, Abadia Haich e Daniela Mallard (Foto: Marcus Camargo)

Ieda Jardim, Léo Romano, Abadia Haich e Daniela Mallard

Arquiteto de peso na Casa Cor Goiás 2015, Leo Romano não perdeu uma edição da mostra. Já expôs na Casa Cor Brasília e este ano levou sua criatividade para a edição paulista da maior mostra de arquitetura e design do país. Seu vasto currículo ajuda a entender o porquê que Léo sempre dá o que falar. É que sua fonte de inspiração vem não apenas de seu trabalho como arquiteto, mas também por sua formação e atuação como artista plástico.

Este ano o studio que leva sua assinatura, leva também seu nome e não é para menos, muito do que está exposto na Sala Léo foi criado por ele. No espaço de 80 m², a poesia está construída considerando o melhor do design nacional e internacional, bem como na utilização de imagens de fotógrafos artistas e elementos cênicos que proporcionam uma experiência sensorial capaz de despertar o desejo de volta ao passado.

Madeira e preto são os carros chefes do ambiente de Léo, dando ao espaço um aspecto de sobriedade. Inspirado no universo infantil, alguns objetos, como o carrinho na parede, o trenzinho no teto, o balanço de cavalo em tamanho quase real e o revisteiro que lembra uma gangorra são os responsáveis por dar uma quebra lúdica a esta sobriedade.

Outro aspecto da Sala Léo que não pode passar despercebida é sua autenticidade. Léo Romano já afirmou em entrevista para o Blog AZ que uma mostra é o momento que o arquiteto tem para ousar e criar o que muitas vezes não pode em seu trabalho diário, por isso seus ambientes são bastante autorais. Este ano, essa característica ficou ainda mais acentuada pelo fato de que grande parte das peças foi criada por Léo.

A Linha Chuva, lançada este ano por Léo na Decameron, faz parte das peças escolhidas pelo arquiteto para compor o mobiliário do ambiente. Toda em madeira, a mesa Chuva e os espelhos Chuva se uniram a outros móveis para compor os vários tons de bege do espaço responsáveis por colocar em condição de destaque a poltrona vermelha dos irmãos Campana.

Na iluminação, um pendente desenvolvido pelo profissional cria uma atmosfera de efeito. O espaço é adornado ainda por obras de arte de Adriana Duque, Ieda Jardim, Loreta Lux e Oleg Dou. Sua estética deriva da necessidade da poesia para o homem, despertando sensações e reflexões sobre os modos de vida contemporâneos.
2LEO ROMANO Foto Marcus Camargo 3LEO ROMANO Foto Marcus Camargo 4.1LEO ROMANO Foto Marcus Camargo 5LEO ROMANO Foto Marcus Camargo 13LEO ROMANO Foto Marcus Camargo

Texto: Bárbara Alves
Fotos: Marcus Camargo