Cadeira Bo / Paulo Alves

Conheça a banqueta Bo, criada por Paulo Alves para homenagear Lina Bo Bardi

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Paulo Alves é nacionalmente conhecido por seu trabalho com a madeira. O arquiteto se especializou no design de móveis e embora não trabalhe unicamente com a madeira, tornou-se um escultor da árvore – ofício que desempenha com criatividade e, sobretudo, sustentabilidade.

Com pouco mais de 20 anos de carreira, Paulo deu seus primeiros passos no renomado escritório de Lina Bo Bardi. A ítalo-brasileira não foi apenas uma importante influência profissional para Paulo Alves, foi também a inspiração para uma de suas peças.

A banqueta Bo foi a homenagem que o arquiteto fez para a colega Lina Bo Bardi. E não é apenas o nome que ganhou referências de artista e arquiteta. Segundo o designer, as linhas retas que marcam o estilo da poltrona são uma referência à genialidade de Lina no aproveitamento dos materiais e em seus conceitos.

As cadeiras foram confeccionadas em Pinus para habitar o interior do teatro do SESC Pompéia. Perfeita combinação, já que a cadeira acabou fazendo parte do prédio criado por sua homenageada. É que o SESC Pompéia faz parte da lista de obras arquitetônicas deixadas por Lina como um presente para São Paulo.

Bo é uma cadeira para um uso cotidiano, podendo ser usada também como apoio, mesa lateral e até mesmo criado-mudo. Uma peça leve, porém marcante.

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Poesia Urbana: que lugar te inspira?

A convite da Folha de S. Paulo, escritores traçaram o caminho da literatura na cidade de São Paulo e incentivaram a apropriação dos espaços públicos

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Na semana em que a academia sueca anunciou o músico Bob Dylan como vencedor do prêmio Nobel de Literatura, percebemos que literatura perdeu sua definição clássica e se adequou ao mundo contemporâneo, onde não basta o formato, o valor está no conteúdo. Foi para sair do formato que o Guia Folha propôs a alguns artesãos da língua um desafio: descrever a literatura na cidade.

O projeto Poesia Urbana incentivou escritores a marcarem a cidade de São Paulo com poesia e traçar um caminho literário pela capital paulista. “Onde vão os poetas quando não estão caçando tesouros entre sílabas? A que lugares recorrem para ler, escrever ou buscar inspiração?” perguntou o periódico aos poetas.

Os autores descreveram, com literatura, a cidade. “Literatura, pra mim, é menos a palavra escrita e mais a capacidade de leitura: juntar códigos, criar sentidos, nomear abstrações e imagens”, explicou a escritora Maria Giulia Pinheiro ao eleger a Casa das Rosas e o Ibirapuera como seus espaços de inspiração.

Sesc Pompéia, projetado por Lina Bo Bardi

Sesc Pompéia, projetado por Lina Bo Bardi

Para o escritor Jr. Pellé, o espaço Sesc Pompéia é o seu canto literário. “Um lugar lindo, tão Lina Bo Bardi, tão concretista quanto a alma de Sampa”. O espaço foi projetado pela arquiteta e conquista o coração daqueles que se encantam pelas criações designer.

Outros espaços citados pelos autores foi a Avenida Paulista, a praça Roosevelt e o Beco do Batman. A cidade é para ser tomada e a literatura é uma boa forma de preenchê-la. E você, como se conecta com a sua cidade?

Mostra internacional Lina Bo Bardi Together chega ao Brasil

A história, o design e a arquitetura de Lina Bo Bardi, destaque em mostra na Europa, chega ao Brasil na próxima quarta-feira

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Lina Bo Bardi (1914-1992) foi uma mulher do mundo. Nascida na Itália e radicada no Brasil, sua obra influenciou muitos arquitetos aqui e fora. É por isso que a Graham Foundation em parceria com o Instituto Lina Bo Bardi e outras empresas nacionais e internacionais decidiram realizar a Exposição Lina Bo Bardi Together.

A mostra já rodou Londres, Viena e Berlim e agora chega a São Paulo. A partir de quarta-feira (12) o Sesc Pompeia recebe peças de decoração, objetos da cultura popular brasileira e filmes documentando a obra da arquiteta selecionados pela curadora e arquiteta argentina Noemí Blager.

Destaque da mostra é Bowl Chair, criada em 1951 por Lina Bo Bardi e reeditada pela marca italiana Arper – também patrocinadora da exposição. A mostra ficará em cartaz até o dia 11 de dezembro e a entrada é franca.

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Exposição montada por Lina Bo Bardi é recriada no Masp

Lina Bo Bardi viveu sua vida na tentativa de descobrir a essencialidade na inteligência popular. Para homenagear a arte que vem do povo e das ruas, em contra partida com a arte elitista dos caros […]

A mão do povo Brasileiro em 1969

Lina Bo Bardi viveu sua vida na tentativa de descobrir a essencialidade na inteligência popular. Para homenagear a arte que vem do povo e das ruas, em contra partida com a arte elitista dos caros quadros renascentistas, Lina criou a exposição A Mão do Povo Brasileiro para a inauguração do Museu de arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp) em 1969 – museu projetado por ela.

Sua ideia, quase subversiva, não agradou aos militares no poder, que pretendiam passar ao mundo a imagem de um Brasil moderno. Em 1965, Lina – que é italiana – levou a mesma exposição que montaria no Masp quatro anos depois para Roma, mas foi interditada por ordem dos militares. À época, um jornal italiano publicou matéria dizendo que “a arte dos pobres apavora os generais”.

Agora, 47 anos depois, o Masp traz de volta a exposição de Lina Bo Bardi. O museu, que se cerca das ideias e projetos criados pela arquiteta, recupera as principais ideias da mostra concebida por ela. Uma reencenação, com cerca de mil objetos históricos similares às da exposição de Bo Bardi. Em 1969, Lina contou com a colaboração do cineasta Glauber Rocha e do diretor de teatro Martim Gonçalves, para reunir objetos trazidos do Museu de Arte da Universidade do Ceará, do Museu do Estado da Bahia, do Museu de Artes e Técnicas Populares de São Paulo e de colecionadores particulares.

A exposição foi, e voltou a ser, construída com objetos que remetem à cultura popular brasileira, como carrancas, ex-votos, santos, tecidos, peças de vestuário, mobiliário, ferramentas, utensílios de cozinha, instrumentos musicais, adornos, brinquedos, figuras religiosas, bem como pinturas e esculturas. A nova exposição fica em cartaz no Masp até o dia 29 de janeiro de 2017.
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A Mão do Povo Brasileiro
Quando: de 1º de setembro a 29 de janeiro de 2017
de terça a domingo, das 10h às 18h;
Onde: Masp, av. Paulista, 1.578.
Quanto: R$ 25,00 (entrada franca às terças-feiras)

Dia da Mulher com Lina Bo Bardi

Instituto do Patrimônio Histórico sorteia um exemplar da Coleção Lina Bo Bardi em homenagem ao Dia Internacional da Mulher

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Muito se fala em empoderamento feminino nos últimos anos e uma mulher forte na luta política em prol dos direitos, que representou a importância do papel da mulher na sociedade, foi Lina Bo Bardi. Pensando nisso, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) vai sortear um exemplar da Coleção Lina Bo Bardi em comemoração ao Dia Internacional da Mulher.

A coleção, organizada por Marcelo Ferraz, é composta de textos, croquis, aquarelas, desenhos, fotos, reproduções de maquetes e construções da arquiteta e inclui também depoimentos e escritos de Lina a respeito de seus projetos. São análises contemporâneas farta ilustrações.

As inscrições para concorrer ao presente ocorrerão via Sorteie-me entre o dia 1º a 8 de março (até às 9h da manhã). O participante deve residir no Brasil, ter um perfil ativo no Facebook e curtir a fanpage do Iphan. O resultado será divulgado no dia 08 de março pelo Facebook e Twitter do instituto e o Iphan encaminhar a coleção, após o resultado, ao vencedor no prazo de 30 dias.

Lina Bo Bardi nasceu em Roma em 1914, mas adotou Brasil como sua pátria. A arquiteta tinha consciência de seu papel social e atuou na defesa dos direitos e no empoderamento mulher na luta pelo reconhecimento do trabalho feminino. O seu foi amplamente reconhecido. Lina fez sucesso por sua atuação profissional em várias áreas, levando sua interpretação pessoal do modernismo para o paisagismo, a cenografia, a ilustração, a curadoria e para o design mobiliário.

 

Inscrever-se via Sorteie-me, clicando em “Quero Participar” para validar sua participação.

Cavaletes de Lina Bo Bardi aproximam arte do público

Masp desaposenta cavaletes de cristal desenhados pela designer Lina Bo Bardi

(Foto: Getty imagens/ Divulgação)

(Foto: Getty imagens/ Divulgação)

A ideia de andar livremente em meio às obras de arte é pouco aplicada dentro dos protocolares museus espalhados pelo mundo. O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp) adotou uma forma diferente de apresentar a arte.

Inaugurado em 1947, o Masp foi desenhado pela ítalo-brasileira Lina Bo Bardi. A arquiteta encontrou a rara oportunidade de atuar profissionalmente em vários campos profissionais e em um deles teve a chance de assinar o projeto do museu paulista.

Quando desenvolveu a planta do Masp, Lina pensou no museu como um grande vão aberto onde as pessoas circulavam no meio das obras de arte. Para isto, desenvolveu os icônicos cavaletes de cristal – formados por uma base de concreto com grandes chapas transparentes.

O arquiteto Marcos Ferraz explicou, em entrevista para o jornal Folha de S. Paulo, que os cavaletes de cristal faziam parte de um modelo único integrado ao museu. “Assim como o museu, com seu vão livre, flutua pela cidade, as obras flutuam sobre a pinacoteca numa ousadia expográfica que ainda hoje arrepia”, disse.

Os cavaletes tinham sido esquecidos desde 1996, quando foram retirados do museu. De volta ao seu local de origem na tarde de ontem (quinta-feira), os cavaletes rastreiam com a exposição permanente “Acervo em transformação” que comemora seu retorno com 119 obras da coleção, que vão do século 4 a.C até os anos 2000.

Lina Bo Bardi tinha consciência de seu papel social e trabalhava no sentido de descultuar a arte e aproximá-la do público – os cavaletes nasceram para cumprir essa função. “Não existem homens absolutamente incultos, a linguagem do povo não é sua pronúncia errada, mas sua maneira de construir o pensamento”, disse uma vez Lina Bo Bardi no início da década de 1970.

Revista Phocus Mais e Lina Bo Bardi

A Phocus Mais deste mês deu destaque especial para a reedição, feita pela ETEL, de peças da designer Lina Bo Bardi

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Para aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de ver, a Revista Phocus Mais – lançada no último dia 21 de junho na Casa Cor Goiás – deu destaque para a reedição de quatro peças de mobiliário feitas pela ETEL dos desenhos e criações de Lina Bo Bardi. A revista contou com a participação do time AZ com um artigo de Abadia Haich… Confiram aqui o texto e não deixem de olhar a revista, que, nesta edição, está cheia de novidades:

 

O que os móveis nos contam? Contam-nos a história de sua geração? De seu designer? Do futuro que ele vai abrigar com suas linhas atemporais? Alguns dos grandes designers brasileiros já se foram, mas suas histórias permanecem vivas e quem nos conta essas histórias são seus trabalhos. Deixados para as gerações futuras como um singelo presente de uma linguagem que marcou uma época, o design imortal dos imortais designers agora atravessa outras épocas para levar ao futuro a história de nosso passado.

Lina Bo Bardi nasceu em Roma em 1914, mas aos 22 anos de idade adotou Brasil como sua pátria e deixou aqui seu trabalho e sua história para ser contada. A arquiteta encontrou a rara oportunidade de atuar profissionalmente em várias áreas, levando sua interpretação pessoal do modernismo para o paisagismo, a cenografia, a ilustração, a curadoria e para o design mobiliário. No campo do design, Lina Bo Bardi priorizou a produção artesanal misturando-a com seu inconfundível estilo modernista. As formas e silhuetas de seus móveis protagonizaram a discussão de Lina sobre relação do artesanato com a crescente industrialização brasileira que ocorreu paralelamente ao surto desenvolvimentista da década de 1960.

A importância desta italiana e de sua poesia mobiliária vai muito além do design. Na curadoria do Museu de Arte Moderna da Bahia, Lina decidiu criticar a opção brasileira pela industrialização e viveu na tentativa de descobrir a essencialidade na inteligência popular. Tudo em nome da arte pura, simples e singela que defendia por meio de seu trabalho. Lina tinha consciência de seu papel social. “Não existem homens absolutamente incultos, a linguagem do povo não é sua pronúncia errada, mas sua maneira de construir o pensamento”, disse uma vez Lina Bo Bardi no início da década de 1970. 

Sua história conseguiu mobiliar o inconsciente coletivo dos amantes do design, como a Coleção ETEL e o Armazém da Decoração.  A criatividade desta arquiteta de mil faces está sendo reeditada pela empresa que respira o mobiliário do passado para inspirar as gerações do presente e do futuro. A Coleção ETEL selecionou peças emblemáticas que remetem à carreira da designer e arquiteta em parceria com o Instituto Lina Bo e P. M. As quatro cadeiras reeditadas são um pedaço da história da transformação da arquiteta e do design nacional.

Texto: Abadia Haich
Fonte: Revista Phocus Mais

Lina Bo Bardi por Etel

Etel anunciou parceria com o Instituto Lina Bo e P. M. Bardi para reeditar peças criadas por uma das maiores arquitetas brasileiras

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A italiana Achillina Bo, mais conhecida como Lina Bo Bardi a modernista que projetou o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP) 20 anos após sua chegada ao Brasil, passou a fazer parte da história da Etel Interiores. A criatividade da arquiteta formada pela Universidade de Roma está sendo reeditada. Foram selecionadas peças emblemáticas que remetem à carreira da designer e arquiteta, que, ainda hoje, é considerada uma das maiores do Brasil.

Lina nasceu em Roma em 1914, mas aos 22 anos de idade adotou Brasil como seu país e se naturalizou brasileira. Aqui, Lina Bo Bardi amadureceu sua interpretação pessoal do modernismo e atuou também como designer de produção, curadora, professora, ilustradora, decoradora e designer de moda.

No campo do design, Lina Bo Bardi priorizou a produção artesanal misturando-a com seu inconfundível estilo modernista. Ao lado de Giancarlo Palanti, Lina fundou uma pequena fábrica de móveis, a Pau Brasil, responsável pela produção de suas obras. Entre essas obras, estão as peças que Etel está reeditando, como a cadeira de balanço e as cadeiras de auditório – estas criadas especialmente para ocupar o MASP.

São de Lina também o Museu de Arte Moderna da Bahia, do SESC Pompeia e da sua Casa de Vidro que, atualmente se tornou sede do Instituto que leva seu nome. Foi por meio de uma parceria do Instituto Lina Bo e P. M. Bardi que a Etel pode reeditar suas peças. Os móveis foram lançados em um evento na manhã do último dia 22 na Casa de Vidro, em São Paulo, mês em que é celebrado os cem anos da arquiteta.

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A fuga do Circo

Manuscrito de Lina Bo Bardi sobre quadro pintado pelo pai revela as memórias da forte figura da arquiteta ítalo-brasileira

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“Meu pai o dedicou a mim, que sempre tive horror de domingos. Os animaizinhos ele tirou de um grande livro colorido com o qual aprendi a ler”, foi assim que a arquiteta Lina Bo Bardi descreve a obra “Domingo – Fuga do Circo” em uma carta ao médico da família e amigo Piero Manginelli em 1975. A pintura foi uma homenagem que seu pai fez à filha entediada com o dia mais famoso por ser o mais chato: domingo.

A obra faz parte do acervo da família de Lina, mas nunca entrou para as exposições sobre a arquiteta. O paradeiro da obra ficou desconhecido por algum tempo, até descobrirem que o quatro – presente de Lina ao médico da família – foi parar nas mãos da psicanalista Marilucia Melo Meireles. Após a morte de Piero Manginelli, seus familiares presentearam a psicanalista com a obra de Enrico Bo.

No manuscrito de Bo Bardi que acompanhou o quadro, ela conta que a obra foi pintada em 1952 por seu pai. “Ele começou a pintar nas longas noites da guerra seguindo uma vocação sufocada por décadas”. Enrico Bo pintou seu primeiro quadro quando já tinha 62 anos de idade. À época do manuscrito, Lina tinha um estúdio em Milão onde expunha as obras do pai.

As pinturas em realismo mágico de Enrico Bo estão em coleções espalhadas pela Itália e pelo Brasil. Atualmente, o quadro está guardado com carinho no consultório de Marilucia Melo Meireles. Ao ser revelado, o manuscrito trouxe a tona um lado doce da forte arquiteta Achillina Bo, conhecida mundialmente por Lina Bo Bardi. A dona dos traços que ergueram o Masp e outros importantes prédios teve sua memória revelada pelo quadro pintado por seu pai há mais de 50 anos.
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O novo velho design

Bowl Chair / Lina Bo Bardi

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Você quer a forma do rejuvenescimento? A Bowl Chair sabe o segredo. Com 61 anos de idade, a peça foi reinventada e apareceu nas passarelas do mundo do design em uma roupagem bem mais despojada. É que a cadeira, arquitetada pela designer ítalo brasileira Lina Bo Bardi em 1951, foi apresentada em uma versão colorida pela marca italiana de mobiliário Arper, no Salone del Mobile do ano passado.

A nova versão, criada pela Arper em parceria com o Instituto Lina Bo e P.M Bardi, baseou-se no único protótipo original existente da cadeira e em desenhos da designer. As coloridas Bowl Chairs foram produzidas em uma edição limitada de 500 peças e o lucro de sua venda será revertido para os projetos sociais e culturais do Instituto Lina Bo Bardi.
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Composta por duas partes – uma concha estofada sobre uma estrutura metálica – a cadeira vem no couro preto e em outras sete cores e opções de tecido. Com suas partes soltas, o assento permanece livre para se mover em todas as direções. É o puro design de Lina Bo Bardi para o nosso Design é Meu Mundo.

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