Mole e Moleca

Poltronas icônicas do mestre do design Sérgio Rodrigues

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Diante dos olhos mais distraídos elas podem parecer a mesma, mas não são. São sim da mesma família e dividem o mesmo pai, mas as irmãs Poltrona Mole e Poltrona Moleca têm lá suas diferenças.

A poltrona Mole foi a primeira a nascer. Veio ao mundo em 1961 pelas mãos do mestre do design Sérgio Rodrigues e, segundo ele, ficou muito tempo na vitrine sem que ninguém se interessasse por ela. A Mole ganhou mesmo fama quatro anos depois, quando saiu vencedora do 4º Concurso Internacional de Design de Móveis de Cantu, na Itália.
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Foi apelidada de Sheriff, quando recebeu algumas modificações para o concurso, e atualmente faz parte do grupo de móveis ícones do design nacional. Mas alguns anos depois, em 1963, a Mole ganhou uma irmã: a poltrona Moleca.

Quase gêmeas, já que seus botões torneados e almofadões confortáveis são os mesmos. A grande diferença é que a Moleca ganhou uma estrutura desmontável.

As poltronas originais da década de 1950 são peças raras e caras. Seu valor pode chegar a 50 mil reais. Desde 2005, entretanto, as peças são reeditadas pela LinBrasil e vendidas nos Estados Unidos, na França, no Canadá, na Estônia, na Índia, na Itália, Singapura e Uruguai. Em Goiânia, a poltrona está no Armazém da Decoração.

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Design é Meu Mundo / Poltrona Beto

Poltrona Leve Beto, de Sérgio Rodrigues, foi mais um de seus móveis criados para fazer parte de Brasília

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Se Lúcio Costa desenhou a silhueta de Brasília e Oscar Niemeyer seus monumentos, podemos dizer que Sérgio Rodrigues a mobiliou. É que o mestre do design fez muitos móveis para habitarem os edifícios que abrigam a sede política do país. A Poltrona Leve Beto foi uma delas.

O ano está virando e não poderíamos nos despedir de 2016 sem falar em mais uma peça de mobiliário de Rodrigues no Design é Nosso Mundo. Sérgio, que nos deixou há pouco mais de dois anos, começou suas criações mobiliárias em meados do século passado e suas peças permanecem mais atuais do que nunca.

Seu modernismo contemporâneo ganhou nome, renome e grandes casas. A Poltrona Leve Beto, destaque deste nosso post, foi feita em 1958 para o Salão de Espera do Palácio do Planalto.

Em vários momentos Sérgio Rodrigues usou o metal associado à madeira e fez isto com a Leve Beto. A peça foi estruturada em aço inoxidável com assento e encosto em espuma de poliuretano revestida em veludo ou couro com braços de madeira de lei. Muito design do Armazém da Decoração para a sua casa.
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Stella 60 anos

Sérgio Rodrigues, há 60 anos, deu vida a uma de suas mais icônicas poltronas

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Se não nos tivesse deixado em 2014, o mestre do design Sérgio Rodrigues teria completado em 2016 seus 89 anos, este ano uma de suas principais criações completa 60. Quase uma vida toda dedicada ao mobiliário e à arquitetura foi um dos maiores presentes que Rodrigues deixou de herança para o design.

A poltrona Stella é um clássico moderno. Sim, algo bem atemporal que pode durar outros muitos 60 anos. Criada em 1956 e reeditada em 2001, como a maioria das peças de Sergio, a poltrona esculpe belos assentos em couro e tecido suportados por uma estrutura em madeira Jacarandá.

Como em tudo o que faz, Sergio Rodrigues soube imprimir elegância em uma peça cheia de diversidade. No estofado branco capitonê, Stella se porta como uma comportada peça clássica, mas quando se veste de preto e couro, stella está pronta para decorar uma moderna sala de jantar. Parabéns para mais este clássico do design.

Imagem: Espasso

Design é Meu Mundo / Poltrona Beg

Poltrona Beg de Sérgio Rodrigues

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Precursor do design moderno brasileiro, Sérgio Rodrigues é um daqueles profissionais que não se fala no seu ofício sem citar seu nome. O Blog AZ não se cansa dele. É que durante sua carreira – tristemente encerrada em 2014 quando faleceu vítima de um câncer – Sérgio produziu muita peça mobiliária e cada uma delas faz parte da história do design nacional.

O destaque de hoje é para a Poltrona Beg. A poltrona Beg foi criada por Sergio Rodrigues originalmente para a mesa de reuniões do Banco do Estado da Guanabara, em 1967. Com estrutura em madeira de lei maciça torneada, a poltrona ganhou assento estofado em espuma de poliuretano revestido em couro – preto e marrom.

Desenhada para ter encosto e braços em peça única em compensado curvado, a cadeira respeita a tradição dos móveis de Sérgio, o conforto. Sérgio Rodrigues brincava possuir uma forma infalível de testar suas peças: ao criar um protótipo, deixava que seus gatos se deitassem nele. Era com base na aceitação do bichano que Sérgio confirmava ser a poltrona realmente ergométrica, pois dizia que os gatos são exigentes e apenas dormem em móveis confortáveis.

Passada no crivo do conforto, a Poltrona Beg não ficou apenas no Banco da Guanabara, acabou sendo vendida pelo atelier de Sérgio até ser deixada de lado. Em 2005 a poltrona foi reeditada pela LinBrasil e relançada no mercado.

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Cadeira Menna / Sérgio Rodrigues

Design é meu mundo fala mais sobre a cadeira Menna e a reedição do trabalho de Sérgio Rodrigues pelo Atelier Fernando Mendes

 

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As criações de Sérgio Rodrigues são pequenas obras de arte e, como tal, devem ser esculpidas com cuidado. É assim que Fernando Mendes trabalha com as reedições dos clássicos do designer e primo Sérgio Rodrigues.

Fernando é amante da marcenaria tradicional com trabalho artesanal. “A marcenaria dá a oportunidade de a pessoa desenvolver trabalhos incríveis que exigem inteligência e muito estudo elaborado”. É com esse carinho que dirige o Atelier Fernando Mendes e que vê as peças de Rodrigues serem produzidas.

Para Fernando, design atemporal é aquele que cria objetos com uma expressão tão forte que passa pelo tempo. É assim que vê as peças de Sérgio Rodrigues, como a Menna. A Menna é uma cadeira feita de peroba do campo ou freijó natural e tonalizada com assento e encosto de palhinha natural.

A peça foi desenhada por Sergio Rodrigues em 1978 como parte da família de móveis batizada de “Bule”, que se caracteriza pela curvatura anatômica no encosto. A cadeira continua sendo produzida pelo Atelier de Fernando, que trabalhou com Sérgio até a sua morte, em 2014. “Depois de mais de 20 anos de convivência com Sérgio, percebi que sua maior influência na minha vida foi a paixão e emoção que ele tinha com o ofício”, contou o designer.

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Fernando Mendes reedita poltrona de Sérgio Rogrigues

O primo e discípulo de Sérgio Rodrigues trouxe de volta à vida a Poltrona Vivi, criada em 1962 pela Oca

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Foi no ano de 2014 que o mestre do design Sérgio Rodrigues nos deixou, mas ele deixou também pequenos troféus do design mobiliário que estão sendo redescobertos e reeditados aos poucos por nomes como o de seu primo, amigo e discípulo Fernando Mendes.

Mendes e Rodrigues trabalharam juntos por mais de 30 anos, o que o qualifica melhor do que ninguém para executar os protótipos jamais tridimencionalizados por seu primo e amigo. “Sergio projetava à mão livre e fez inúmeros esboços, alguns nunca vistos”, explicou o designer.

Uma dessas descobertas esquecidas no passado foi a poltrona Vivi. Vivi já tinha saído do papel editada pela Oca, empresa de Rodrigues em 1962, mas acabou se perdendo no tempo. A peça somente foi reeditada graças a uma fotografia, tirada no ano de sua criação para o catálogo da Oca, e encontrada em meios aos arquivos do Instituto Sérgio Rodrigues.

A poltrona, lançada em 2016, foi uma homenagem de Sérgio para a empresária Vivi Nabuco. Segundo Fernando Mendes, a peça possui estrutura redonda, uma das muitas brincadeiras que Sergio Rodrigues gostava de fazer com os desenhos de seus móveis. “É uma peça descontraída e, sobretudo, superconfortável, que evidencia a maestria de Sergio com as formas”.

Além dessa peça, o Instituto, que organiza os documentos, plantas, croquis, fotografias e correspondências de Sérgio Rodrigues, contou que já catalogou mais de 25 mil itens e digitalizou cerca de 15 mil, todos do mestre do design. Muito provavelmente, novas peças serão descobertas e redescobertas com o tempo.

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Design Olímpico

A abertura dos Jogos Olímpicos 2016 destacou o que o Brasil tem de melhor, inclusive no design, arquitetura e paisagismo

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A noite da última sexta-feira (5) foi uma celebração do Brasil para o mundo. Pelo menos foi esse o resultado que a equipe comandada pelo cineasta Fernando Meirelles (diretor de Ensaios sobre a Cegueira e Cidade de Deus) conseguiu com a belíssima cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

A capital carioca recebe 16 dias de jogos com mais de 11 mil atletas de mais de 200 países e a abertura foi o momento de mostrar ao mundo o que o Brasil tem de melhor. Além da música, muito bem representada por nomes como Paulinho da Viola, Gilberto Gil, Caetano Veloso e Elza Soares, a arte, o design e a arquitetura marcaram presença.

Um grito pelo Meio Ambiente

Um grito pelo Meio Ambiente

Bem no início da cerimônia fomos presenteados com uma versão do hino nacional cantada por Paulinho da Viola e músicos bem confortáveis sobre as poltronas Lúcio, do nosso eterno mestre do design moveleiro Sérgio Rodrigues. A homenagem acertou dois alvos com uma só peça de design. A cadeira Lúcio foi uma homenagem de Sérgio Rodrigues ao amigo Lúcio Costa, responsável por desenhar o plano piloto que deu vida à capital federal.

Mas esses nomes não foram os únicos do design a aparecer em referências festivas durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos. A arte geométrica brasileira foi igualmente homenageada com a representação do trabalho de Athos Bulcão, que muito fez por Brasília. Nos primeiros segundos da abertura, antes mesmo do presidente do Comité Olímpico Internacional ser anunciado, bailarinos dançaram no palco com tecidos nas formas geométricas usadas por Bulcão em seus trabalhos artísticos.

Formas geométricas de Athos Bulcão

Formas geométricas de Athos Bulcão

Outro momento de grande inspiração foi o voo de Santos Dumont no 14 Bis. O avião voou pelo Maracanã ao ritmo da bossa nova. Sobre as curvas da Cidade Maravilhosa, mostrou o Rio que tanto inspirou Tom Jobim, Vinícius de Moraes e as obras de Oscar Niemeyer e do paisagista Roberto Burle Marx – Burle Marx inspirou os organizadores também no formado do palco que representa um de seus famosos jardins carioca.

Ao final ficou, além da alegria, uma bela mensagem de respeito e de paz. Fernando Meirelles, ativista ambiental, aproveitou que a festa com cerca de 3 bilhões de espectadores atentos de todo o mundo,  para chamar a atenção para a necessidade de preservação ambiental. Uma floresta foi plantada com uma sementinha de árvore trazida por cada um dos atletas que entraram na arena. Daqui uns anos, além da lembrança, o Rio herdará desse momento uma floresta de árvores das nações.

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Fotos: Agência Brasil/ Divulgação

Sérgio Rodrigues Milão 2016: Save the Date

LinBrasil, com apoio do AZ, realiza mostra durante o Salão do Móvel de Milão com peças do mestre do design brasileiro

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Quando um artista é bom, seu nome viaja pelo mundo. Com Sérgio Rodrigues não poderia ser diferente. Chamamos de artista, pois o trabalho mobiliário feito pelo mestre do design brasileiro – belo e ergonômico – é praticamente uma obra de arte. Este ano a LinBrasil leva seu trabalho a Milão.

A empresa brasileira autorizada a reeditar as obras de Sérgio Rodrigues, com o apoio do Armazém da Decoração, realiza uma mostra com obras do designer na Galeria II Milione.

A exposição acontece na mesma data que Milão recebe mais uma edição da mais importante Feira de design de móveis do mundo, o Salão do Móvel de Milão. Então, para quem for conferir a mostra, não perca Sérgio Rodrigues entre os dias 12 à 17 de abril de 2016.

Tudo sobre a Mole

Entra década, sai década, a cadeira de maior sucesso do mestre do design Sérgio Rodrigues permanece imortal (e atemporal)

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“Esparramada” é uma palavra que define bem a poltrona mais famosa de Sérgio Rodrigues. Cá entre nós, quem já se sentou em uma Mole sabe que a sensação é de estar sendo abraçado pela poltrona. A Mole também pode facilmente ser apelidada de robusta, não apenas por sua estrutura de madeira torneada, mas por sua presença imponente.  Sua qualificação levaria horas, então passamos a sua história:

A poltrona Mole está perto de chegar à melhor idade. Criada em 1957, no próximo ano comemoraremos seus 60 anos de vida. Naquele ano, o fotógrafo Otto Stupakoff encomendou a Sergio Rodrigues um sofá “preguiçoso” para seu estúdio. O designer tinha acabado de criar sua empresa, a Oca, e desenhou a estrutura de madeira torneada e a batizou de Mole.

O curioso é que a poltrona não foi bem recebida de início, já que ficou um ano parada na vitrine da Oca, sem nenhum comprador. Seus padrões se distanciavam do estilo vigente à época. Interessante é que a diferença estética da Mole, que de início não atraiu fãs, foi, alguns anos mais tarde, a razão de seu sucesso.

No ano era 1961, na cidade italiana de Cantù, a poltrona Mole recebeu o prêmio responsável por torna-la famosa em todo o mundo. Sérgio Rodrigues conquistou o grande prêmio no 4º Concurso Internacional do Móvel. O reconhecimento do júri deveu-se ao fato de a peça não era influenciada por modismos e representava a região de origem. A partir de então Sérgio passou a colocar o design nacional em destaque no mundo, tendo a Mole como atração principal.

Mole é a representação do conforto ao estilo brasileiro. Seus generosos almofadões em forma de gomos aparentemente jogados formam, com a madeira torneada, uma estrutura robusta que mistura elegância ao estilo meio despojado de Sérgio. Produzida em madeira jacarandá e revestida em couro, a peça faz parte do acervo do Museum of Modern Art de Nova York (MoMa).

Poltrona Mole de Naldo Mundim

Poltrona Mole de Naldo Mundim

 

Design é meu mundo: Desafio Mocho

Banco Mocho/ Sérgio Rodrigues

Banco Mocho de Matt Peuler

Banco Mocho de Matt Peuler

Com o frescor de seus 60 anos, o Banco Mocho é mais um exemplo do trabalho de Sérgio Rodrigues que ultrapassa gerações. A peça é simples e elegante, como tudo criado pelo mestre do design brasileiro.

Mocho é uma interpretação do banco popular usado na ordenha de vacas e cabe em todos os cantos de uma casa. Para homenagear esta belíssima peça, o Armazém da Decoração lançou em seu instagram @azdecor o Desafio Mocho para mostrar as várias possibilidades que o banco de Sérgio Rodrigues é capaz de proporcionar. Confiram:

Banco Mocho de Rafael Chaves

Banco Mocho por Rafael Chaves

 

Banco Mocho de Rafael Chaves

Banco Mocho por Rafael Chaves

Banco Mocho de Naldo Mundim e Franco Loutero

Banco Mocho por Naldo Mundim e Franco Loutero

Banco Mocho de Karen Feldman

Banco Mocho por Karen Feldman

Banco Mocho de Fabio Cherman

Banco Mocho por Fabio Cherman

Banco Mocho por Andréia Rocha Lima

Banco Mocho por Andréia Rocha Lima