Exposição: arquitetura, urbanismo e geopolítica

Carlos Garaicoa traz a São Paulo reflexões acerca das relações entre arquitetura, urbanismo e geopolítica

 


A história pode ser contada pela arquitetura. Reflexões podem partir do olhar atento à urbanização que nos rodeia. Foi com este pensamento que o arquiteto e artista cubano radicado na Espanha Carlos Garaicoa fez sua arte. O artista percebeu que os prédios e os formatos das ruas têm muito a contar sobre as pressões e direções políticas de uma sociedade e desta percepção criou a exposição Ser Urbano, que está em cartaz na cidade de São Paulo.

“Carlos Garaicoa: Ser Urbano”, com curadoria de Rodolfo de Athayde, reúne oito trabalhos do artista divididos em instalações, vídeos, fotografias, maquetes e desenhos. Por meio de prédios. Os trabalhos apresentados propõem reflexões acerca das relações entre arquitetura, urbanismo e geopolítica já que Garaicoa é reconhecido internacionalmente por seu trabalho artístico sobre as cidades.

A relação não só das cidades, mas de sua arquitetura com a história do mundo é o que conta Carlos por meio de seu trabalho artístico. As obras apresentam a viagem criativa do autor, onde coloca em contraste questões sociais, econômicas e políticas que impactam diretamente na formação das subjetividades e dos conhecimentos do mundo contemporâneo.

Arq.Futuro organiza mostra de cinema sobre arquitetura

A plataforma Arq.Futuro selecionou 20 filmes sobre arquitetura e urbanismo para mostra de cinema no Rio e em São Paulo

A sétima arte se une à arquitetura para discutir a cidade do futuro em mostra de cinema em São Paulo e no Rio de Janeiro. A partir desta quinta-feira (29) até o dia 5 de outubro, a Mostra Arq.Futuro – A Cidade e o Cinema traz sessões especiais de documentários sobre arquitetura no Espaço Itaú de Cinema da Av. Augusta, na capital paulista, e no Espaço Itaú de Botafogo, no Rio.

Arq.Futuro é uma plataforma de discussão sobre o futuro das cidades, fundada em 2011, que une profissionais da área para discutir temas como falta d´água, mobilidade, design urbano, moradia, espaço público e gestão urbana, com o objetivo de contribuir para a melhoria do ambiente construído e da qualidade de vida nas cidades do Brasil.

A mostra reúne 20 títulos, alguns inéditos no Brasil, sobre urbanismo e design, sendo 15 documentários e cinco ficções. Quem não estiver em São Paulo ou no Rio nessas datas, o Blog AZ traz a lista dos filmes e títulos para que os amantes do cinema e da arquitetura possam assistir em casa. A entrada é franca.


Arab Women in Architecture (Omrania and Associates, Jordânia, 2013, 56 minutos, documentário)

O documentário  foi produzido como parte das atividades do sexto ciclo, em 2013, do Omrania | CSBE Student Award for Excellence in Architectural Design por Abdallah Saada e Jude Kawwa, o filme traz entrevistas com 19 arquitetas árabes do Egito, Iraque, Jordânia, Palestina e Líbano e Arábia Saudita, destacando suas experiências, desafios e conquistas.

Bernardes (Gustavo Gama Rodrigues/Paulo de Barros, Brasil, 2014, 91 minutos, documentário)
O documentário de longa-metragem é uma viagem no tempo realizada por Thiago Bernardes, que revisita os principais feitos e reviravoltas da polêmica vida profissional e familiar do avô, o arquiteto Sergio Bernardes. O filme conta com vasto material iconográfico e de arquivo audiovisual e o suporte irrestrito do Projeto Memória.

Casanova (Federico Fellini, EUA/Itália, 1976, 153 minutos, ficção)
No século 18, o libertino bibliotecário Giacomo Casanova é um grande colecionador de boas histórias. Visitante frequente da nobreza, ele viajou para todas as capitais europeias e conheceu as mais diversas culturas, além de manter alguns relacionamentos amorosos. Uma visão extremamente felliniana das memórias do lendário sedutor Giacomo Casanova: as suas proezas sexuais e o seu declínio, em meio a cenários bizarros e decadentes.

Cidade Oculta (Chico Botelho, Brasil, 1986, 75 minutos, ficção)
O filme é uma aventura violentamente urbana, passada na noite paulistana e que conta a história do marginal Anjo, que vive com Shirley Sombra, estrela de boates decadentes, e com o velho companheiro Japa. Anjo tem como arqui-inimigo um policial corrupto, conhecido como Ratão. Por meio desses personagens, o filme se apresenta como uma síntese de variados gêneros cinematográficos, usando a arquitetura futurista de São Paulo como cenário natural da trama.

Crônica da Demolição (Eduardo Ades, Brasil, 2011, 90 minutos, documentário)
Crônica da Demolição trata da história do Palácio Monroe, antiga sede do Senado Federal, no centro do Rio de Janeiro. Nos anos 1970, o prédio foi demolido, deixando para trás uma praça vazia com um chafariz seco e um estacionamento subterrâneo. Uma história de sabres e leões, militares e arquitetos, passado e futuro. Foram entrevistados arquitetos, urbanistas e políticos a fim de promover uma reflexão sobre intervenções urbanísticas e a especulação imobiliária no Rio nas décadas de 1960 e 1970.

Detropia (Heidi Ewing/Rachel Grady, EUA, 2012, 88 minutos, documentário)

Dirigido e produzido por Heidi Ewing e Rachel Grady, o filme mostra o cenário de destruição da cidade de Detroit, símbolo do colapso da base industrial alicerçada nas minas de carvão nos Estados Unidos. O documentário retrata a resistência dos moradores locais diante do declínio financeiro da cidade que perdeu 25% de sua população e 50% de seus empregos no setor industrial.

En el Hoyo (Juan Carlos Rulfo, México, 2006, 84 minutos, documentário)
Uma lenda mexicana conta que o diabo pede almas para que as pontes, ao serem construídas, não caiam. Este documentário segue a história de alguns operários que trabalham na construção do segundo piso da Puente Periférico, na cidade do México. O que se mostra, na realidade, um pretexto para apresentar ao espectador a vida cotidiana, os sonhos e a dignidade destes trabalhadores.

Gehry’s Vertigo (Ila Bêka & Louise Lemoine, França, 2013, 48 minutos, documentário)
O documentário oferece ao espectador uma vertiginosa e rara viagem às coberturas do Museu Guggenheim de Bilbao, Espanha. Através do retrato da equipe de escalada encarregada de limpar as vidraças, suas técnicas e dificuldades, o filme observa a complexidade e virtuosismo da arquitetura de Frank Gehry.

O Homem ao Lado (Gastón Duprat, Mariano Cohn, Argentina, 2011, 110 minutos, ficção)
Leonardo é um designer industrial que vive com a esposa Anne, a filha Lola e a empregada Elba. Eles moram na única casa feita na América pelo famoso arquiteto Le Corbusier, localizada na cidade de La Plata. Eles levam uma vida tranquila até o início das obras em uma casa adjacente, onde o vizinho resolveu fazer ilegalmente uma janela que dava para sua casa.

Kochuu (Jesper Wachtmeister, Suécia, 2003, 52 minutos, documentário)
O filme foca a moderna arquitetura japonesa, suas raízes na tradição japonesa e seu impacto na maneira nórdica em construir. A partir de entrevistas com arquitetos como Tadao Ando, Kisho Kurokawa, Toyo Ito e Kazuo Shinohara, o documentário mostra como arquitetos japoneses contemporâneos se esforçam para unir o universo do homem moderno com filosofias antigas em construções impressionantes.

Los Angeles Plays Itself (Thom Andersen, EUA, 2003, 170 minutos, documentário)
Os excluídos de Hollywood persistem como tema diagonal do diretor Thom Andersen, que investiga a construção mitológica do cinema hollywoodiano sobre a cidade de Los Angeles. O mito e a cidade são contrapostos por cenas de filmes hollywoodianos e imagens filmadas ilustram o impacto da indústria cinematográfica e seu desprezo sobre a cidade que a abriga.

Microtopia (Jesper Wachtmeister, Suécia, 2013, 55 minutos, documentário)
O filme mostra como arquitetos, artistas e solucionadores de problemas comuns estão forçando os limites para encontrar respostas para os seus sonhos de portabilidade, flexibilidade – e de criar independência do “formato padrão”. Nômades modernos, moradores de rua, pessoas sem abrigo, pessoas estressadas, ou necessitadas de privacidade ou reclusão. Ouvimos sobre as razões pessoais por trás das habitações, e vemos como elas realmente funcionam. Na calçada, nas lajes, em áreas industriais e na natureza veremos como estas residências se tornam a concretização do sonho de seus criadores.

My Playground (Kaspar Astrup Schröder, Dinamarca, 2009, 50 minutos, documentário)
My Playground, documentário do diretor dinamarquês Kaspar Astrup Schröder, traz um retrato dinâmico sobre o movimento nas cidades. Com participação do premiado arquiteto Bjarke Ingels, urbanistas e políticos, o filme mostra como práticas como o parkour e o freerunning estão mudando as percepções do espaço urbano. O doc acompanha a equipe JyiO e outros praticantes enquanto exploram a cidade e se deparam com seus obstáculos.

Playtime (Jacques Tati, França, 1967, 125 minutos, ficção)
Na era das Economic Air Lines, turistas americanos efetuam uma viagem organizada. O programa é composto pela visita de uma capital por dia. Quando chegam a Paris, notam que o aeroporto é exatamente igual àquele de onde partiram de Roma, que as ruas são como as de Hamburgo e que os postes de luz de rua estranhamente lembram os de Nova York. Pouco a pouco encontram franceses, entre os quais, o Sr. Hulot, que embarca em uma extraordinária sátira à tecnologia industrial e à vida numa grande cidade, Paris.

The Architect (Jonathan Parker, EUA, 2016, 95 minutos, ficção)
Um casal se propõe construir sua casa dos sonhos e contrata os serviços de um arquiteto modernista intransigente que começa a construir a “sua” casa dos sonhos, no lugar da deles.

The Competition (Angel Borrego Cubero, Espanha, 2014, 99 minutos, documentário)
Angel Borrego Cubero é arquiteto, PhD pela Universidade Politécnica de Madrid e mestre pela Princenton University. Depois de ganhar o primeiro prêmio num concurso internacional de projetos de arquitetura, o arquiteto decidiu produzir um documentário sobre esses processos. Por quatro anos, Borrego pesquisou, documentou e editou a história de uma competição, envolvendo gigantes do design como Jean Nouvel e Frank Gehry: o concurso para o projeto do novo Museu Nacional de Arte de Andorra. O resultado está no documentário.

The Human Scale (Andreas Dalsgaard, Dinamarca, 2012, 77 minutos, documentário)

Dirigido por Andreas Dalsgaard, o documentário reúne depoimentos de pensadores, arquitetos e urbanistas sobre a vida moderna, questionando o que acontece quando o planejamento urbano coloca as pessoas no centro das discussões e à frente de outros interesses. Conterrâneo de Dalsgaard, o arquiteto Jan Gehl estudou durante 40 anos como redesenhar a cidade de Copenhagen, capital da Dinamarca. Nessa empreitada, ele se deparou com questões essenciais para compreender o que faz uma cidade: como as pessoas caminham, observam e interagem?

Unfinished Spaces (Benjamin Murray/Alysa Nahmias, EUA, 2011, 86 minutos, documentário)

Em 1961, três jovens e visionários arquitetos foram indicados por Fidel Castro e Che Guevara para criar as Escolas Nacionais de Arte (Escuelas Nacionales de Arte) no terreno de um antigo campo de golfe em Havana. A construção de seu projeto radical começou imediatamente e as primeiras aulas aconteceram antes mesmo do final da obra. Dançarinos, músicos e artistas de todo o país ficavam encantados com a beleza das escolas, mas com o sonho da Revolução rapidamente se tornando realidade, a construção foi interrompida abruptamente e os arquitetos e seus projetos, considerados irrelevantes para o clima político. 40 anos depois as escolas estão em uso, mas permanecem inacabadas e decadentes. Castro convidou os arquitetos, exilados, para retornarem e terminarem seu sonho não realizado.

Urbanized (Gary Hustwit, EUA, 2011, 85 minutos, documentário)
Dirigido por Gary Hustwit, Urbanized discute a concepção das cidades, com entrevistas com alguns dos mais importantes arquitetos, urbanistas, construtores, políticos e pensadores atuais –entre eles, Alejandro Aravena, Joshua David, Norman Foster e Rem Koolhaas. Atualmente, mais de 50% da população mundial vive em áreas urbanas. Até 2050, serão 75%. No entanto, enquanto algumas cidades estão experimentando um crescimento explosivo, outras estão encolhendo. Os desafios enfrentados no contexto urbano se tornaram preocupações universais.

Vilanova Artigas: o Arquiteto e a Luz (Laura Artigas/Pedro Gorski, Brasil, 2015, 93 minutos, documentário)

O documentário remonta a trajetória do icônico arquiteto brasileiro João Batista Vilanova Artigas. Por meio das lembranças de familiares, amigos, alunos, imagens de arquivo e visitas a seis de suas principais obras, a história de vida de Artigas é contada.

Vamos às ruas?

Flic debate arquitetura urbana com arquitetos que defendem maior intereção do homem com as cidades

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A 14ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) começou na noite de ontem (29) e nem sempre o assunto da festa é literatura. O arquiteto italiano Francesco Careri e a arquiteta pernambucana Lúcia Leitão assumiram no primeiro dia de evento a mesa Cidades Refletidas com o desafio de incentivar a tomada dos espaços públicos e da arquitetura urbana.

Os arquitetos falaram sobre a importância de mudar radicalmente a maneira de explorar a cidade em que moram como um exercício para uma “prática democratizante”. A plateia saiu com uma missão: deixar de lado os carros e literalmente tomar as cidades.

Francesco Careri, autor do livro Walkscape: O caminhar Como prática Estética, é professor na Universidade Roma Ter e Lúcia Leitão, autora de Onde Coisas e Homens se Encontram, é professora na Universidade Federal de Pernambuco. Ambos defendem que a relação do homem com a cidade é responsável pela construção de uma sociedade melhor e mais igualitária.

“Um autor americano diz que cidade que não tem lugar para caminhar também não tem lugar para a alma”, lembrou Lúcia. “Vivemos negando a rua”, lamentou a arquiteta. “Há lugares que nós apagamos do nosso mapa mental ao andar de carro, por exemplo. É o que chamo de “amnésia urbana”. É preciso entender que existem regiões de sombra, uma parte escondida no inconsciente da cidade, que, aliás, sempre foram usadas pelas vanguardas artísticas”, explicou Careri quando desafiou a plateia a conhecer suas cidades.

E você? Conhece a sua cidade? Vamos tomar as suas e viver a arquitetura urbana?

Lei Rouanet passa a contemplar projetos de arquitetura

A proposta arquiteto José Armênio de Brito foi acatada pela Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC) para que projetos de arquitetura e urbanismo possam ser beneficiados com recursos advindos de renúncia fiscal via Lei Rouanet

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O Programa Nacional de Apoio à Cultura, que reserva recursos públicos para financiar a produção cultural e artística brasileira, abriu espaço para contemplar projetos de arquitetura. A nova alteração proposta pelo arquiteto José Armênio de Brito Cruz à Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC) aguarda publicação no Diário Oficial da União para começar a valer, o que deve acontecer nas próximas semanas.

O Programa Nacional foi criado em 1991 para incentivar projetos culturais por meio de renúncia fiscal, que funciona com a participação do setor privado. O processo opera da seguinte forma: o candidato elabora um projeto nos moldes da lei e, quando aprovado, capta a verba do setor privado. Este receberá um abatimento equivalente nos valores que seriam repassados ao Estado em obrigações fiscais.

Com a alteração, é possível que projetos de arquitetura e urbanismo sejam contemplados pelo mesmo incentivo de renuncia fiscal do Governo Federal que atualmente é concedido à cultura e captado via Lei Rouanet. Não há exigência quanto à finalidade do projeto, entretanto deverá ser realizado concurso público para eleger a proposta vencedora. Ou seja, a pessoa pode buscar um projeto arquitetônico para uma praça, um edifício ou mesmo uma casa, desde que abra seleção para a escolha do projeto.

A proposta é incluir a arquitetura entre os setores contemplados pela Lei Rouanet, que só no ano passado financiou cerca de 80% dos projetos culturais do país. Segundo o Ministério da Cultura, a soma das renuncias fiscais que foram canalizadas para a produção artística brasileira chegou a 1,1 bilhão de reais em 2015.

A inclusão é um passo em direção ao reconhecimento da importância cultural da arquitetura e do urbanismo, que passaram a ser reconhecidos como “cultura” pelo governo federal apenas em 2010 durante a 2ª Conferência Nacional de Cultura.

E quando a arquitetura é um desserviço?

A arquitetura urbana quando projetada com foco na estética deixa valorizar as relações humanas

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O tema é polêmico e começou a ser estudado no início da década de 1990 com o nome “arquitetura hostil”. Hoje, esse tipo de arquitetura pode ser detectado em todos os centros urbanos. É aquele banco que não se pode sentar, aquele corrimão onde é desconfortável encostar e aquele jardim onde não se pode desfrutar. A arquitetura chamada de hostil visa manter a beleza dos espaços públicos, espantado seu público de lá.

A polêmica vem quando, de um lado, os defensores da arquitetura de integração divergem daqueles que acham que espaços públicos são feitos para serem apreciados, e para se apreciar não é possível usufruir. Essa história chamou a atenção na capital inglesa, quando a prefeitura encomendou bancos esculpidos em concreto cinza com a superfície inclinada e resistentes à pichações. Eles foram batizados de bancos Camden – nome do distrito londrino que inaugurou os assentos.

A ideia era tirar os skatistas do local, já que os bancos anteriores eram usados pelos amantes do skateboard para aperfeiçoarem suas manobras. Além dos bancos Camden, Londres – e muitas cidades brasileiras, claro! – andaram distribuindo em suas praças outras espécies de assentos que ficaram conhecidas como antimendigo. Neles, algumas pontas distribuídas como espetos impedem que as pessoas fiquem muito tempo sentadas e, consequentemente, que os mendigos se deitem.
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Segundo matéria publicada no jornal britânico The Guardian, os skatistas tentam subverter os bancos Camden fazendo aquilo que sabem melhor. “Hoje estamos mostrando que você ainda pode andar de skate aqui”, disse Dylan Leadley-Watkins para o jornalista do periódico. Os espetos foram removidos depois que uma petição online conseguiu 100 mil assinaturas fazendo com que o prefeito de Londres aderisse às críticas, mas a discussão ficou aberta.

Arquitetos colocaram na pauta o debate de que as cidades estão se tornando menos acolhedoras para certos grupos. Nessa lista entra também outros truques urbanos que influenciam o comportamento do cidadão como a pavimentação irregular e desconfortável e até circuito de auto-falantes com sonoras antiadolescentes: dispositivos mosquito que emitem sons irritantes de alta frequência que só os adolescentes escutam.

“Uma grande parte da arquitetura hostil é adicionada posteriormente ao ambiente da rua, mas é evidente que “quem nós queremos neste espaço, e quem nós não queremos” é uma questão consideradas desde cedo, no estágio do design”, disse em entrevista para o The Guardian o fotógrafo Marc Vallée, que tem documentado a arquitetura antiskate.

Em sua matéria, o jornal britânico lembrou a relação entre a arquitetura hostil e o desrespeito às diferenças sociais na fala de Rowland Atkinson, co-diretor do Centro para a Pesquisa Urbana da Universidade de York, que sugere que os espetos e a arquitetura relacionada são parte de um padrão mais abrangente de hostilidade e desinteresse em relação à diferença social e à pobreza produzida nas cidades. E você, o que acha dessa modalidade de arquitetura?
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